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Mesmo com crescimento econômico, a esquerda pode perder importante eleição

A esquerda poderá perder eleição mesmo com crescimento do PIB e redução do desemprego. Entenda a razão neste artigo!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa3 min de leitura
Pessoa votando em urna de papel

Visto de forma objetiva, a Espanha – cujo governo é de esquerda – vive um bom momento. Além de apresentar um Produto Interno Bruto (PIB) em ascensão, está com baixos índices baixos de desemprego e inflação. Porém, os resultados de recentes pesquisas demonstram um pensamento contrário da população, o que pode comprometer a vitória do partido nas eleições.

De acordo com uma recente pesquisa realizada pelo Centro de Investigação Sociológica (CIS), cerca de 43,1% dos cidadãos avaliam a situação econômica do país como “ruim”; enquanto outros 13,8% a classificam como “muito ruim”. Entenda melhor o cenário a seguir.

É possível que haja uma campanha contra a esquerda?

Os discursos variáveis dos líderes políticos exemplificam bem a situação. Enquanto o presidente Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), afirma que a economia espanhola está indo bem, o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, do Partido Popular (PP), diz que o país está estagnado.

Entretanto, na realidade, o PIB espanhol alcançou um crescimento de 5,5% em 2022, uma das maiores altas da União Europeia, de acordo com o Eurostat. Para este ano, o Banco da Espanha estima um crescimento de 2,3% e uma média de 3,2% na inflação. Mas na percepção dos cidadãos, a inflação de alimentos acima de 10% e o preço de produtos essenciais estão pesando mais do que esses indicadores.

Percepções individuais x dados econômicos

Além da alta inflação, a elevada dívida pública de Espanha, atingindo um novo recorde histórico de 1,54 bilhões de euros, o que também pode contribuir para uma percepção de crise. Contudo, essa percepção não é exclusiva do país. Em um relatório recente do Pew Research Center, a grande maioria dos adultos nos 24 países pesquisados classificou a situação econômica de seus respectivos países como “ruim”.

“Os dados macroeconômicos são bons, mas existe o aumento dos preços dos bens básicos de consumo. Isso impacta diretamente no bolso dos cidadãos e pode dar uma falsa ideia de que a economia está pior do que realmente está”, explica o cientista político Cristina Monge.

Como interpretar essa discrepância?

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Para Omar Rachedi, professor associado de economia na Escola Superior de Administração e Gestão de Empresas (ESADE), algumas pessoas podem não perceber diretamente os benefícios de um crescimento do PIB, principalmente se esse crescimento está concentrado em uma parcela específica da população.

Além disso, a narrativa econômica difundida pode influenciar significativamente a percepção das pessoas, mesmo que essas percepções não sejam necessariamente acuradas.

Imagem: New Africa / shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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