A meta da inflação é determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serve como base para avaliar se o aumento de preços ocorre como o previsto. Para defini-la, é considerado o intervalo de um ano, mais especificamente, de janeiro a dezembro. Acontece que, em 2025, isso deve mudar.
Meta da inflação tem nova regra de definição; como vai funcionar?
A meta da inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional e é referência para controle da taxa. Saiba mais!
Primeiramente, o CMN é composto pelo ministro, bem como secretário especial da Fazenda, e pelo presidente do Banco Central (BC). A definição é para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do Brasil, diversos outros países do mundo adotam a meta da inflação. Como exposto acima, é uma forma de analisar se a taxa segue controlada ou não. É também usada, por exemplo, para definir os rumos da taxa básica de juros.
Meta da inflação nos moldes atuais
Como acontece atualmente, a meta da inflação é estabelecida para os próximos três anos. A taxa é definida no mês de junho e o CMN considera fatores da economia interna e também externa para chegar ao resultado final. Além disso, com base no modelo vigente, há uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo para que a meta seja dada como cumprida.
Desse modo, em junho do ano passado, o órgão se reuniu para determinar a meta para os anos de 2023, 2024 e 2025. Foi fixado então as seguintes alíquotas: 3,25%, 3% e 3%, respectivamente. Lembrando que, para tal definição, são considerados anos fechados, do primeiro mês ao último.
Mudanças
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A mudança na meta da inflação começa a partir de 2025. No ano em questão, o CMN se reunirá para definir a alíquota, mas com base em um período mais amplo, que pode ser de dois anos, por exemplo. O tempo ainda será definido pelo Banco Central.
O objetivo é um pouco simples: dar maior previsibilidade para o cenário econômico com a eliminação de movimentos de curto prazo. Assim, eventuais acontecimentos não terão mais impacto expressivo na inflação, como o que se observa hoje.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
