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Meta vê ações subirem com possível reestruturação

Meta pode cortar até 20% da equipe para financiar investimentos bilionários em inteligência artificial.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Meta Deepfake (1)

As ações da Meta Platforms registraram alta de cerca de 3% nesta segunda-feira (16) após uma reportagem da agência Reuters indicar que a empresa estuda uma nova rodada de demissões em larga escala. Segundo fontes ouvidas pela agência, a big tech poderia cortar 20% ou mais de sua força de trabalho como parte de uma estratégia para compensar os custos crescentes com inteligência artificial.

Caso a medida se confirme, esse seria o maior corte de pessoal desde a grande reestruturação promovida pela empresa entre o fim de 2022 e o início de 2023. Naquele período, cerca de 21 mil funcionários foram desligados, em um movimento que o CEO Mark Zuckerberg chamou de “ano da eficiência”.

A nova possível redução de funcionários está diretamente ligada à corrida tecnológica que domina o setor atualmente: o desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial.

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Nos últimos anos, gigantes da tecnologia passaram a investir bilhões de dólares para desenvolver sistemas de inteligência artificial capazes de competir no mercado global.

Empresas como OpenAI, Google e Anthropic lideram atualmente parte dessa corrida tecnológica, com modelos cada vez mais sofisticados capazes de gerar textos, imagens, códigos e análises complexas.

Para reduzir essa distância, a Meta Platforms vem ampliando significativamente seus investimentos em infraestrutura e pesquisa.

Entre as iniciativas estão:

  • construção de novos data centers
  • contratação de especialistas em IA com salários elevados
  • desenvolvimento de modelos de linguagem próprios
  • ampliação da capacidade de processamento em nuvem

Esses investimentos têm impacto direto nas despesas operacionais da empresa, o que aumenta a pressão por cortes de custos em outras áreas.

Investimentos bilionários em infraestrutura de IA

Estimativas internas indicam que a empresa pretende investir até US$ 135 bilhões em capital até 2026. O valor representa quase o dobro do investimento realizado no ano anterior.

Grande parte desses recursos será direcionada para infraestrutura tecnológica necessária para treinar e operar modelos avançados de inteligência artificial.

Treinar sistemas de IA exige enorme capacidade computacional. Isso inclui:

Construção de data centers

Modelos de IA exigem centros de processamento com milhares de chips especializados funcionando simultaneamente.

Esses complexos tecnológicos demandam:

  • energia elétrica em grande escala
  • sistemas de resfriamento avançados
  • servidores de alta performance

Empresas como Nvidia, que fabricam chips para inteligência artificial, se tornaram peças-chave nessa cadeia tecnológica.

Contratação de especialistas

Além da infraestrutura, o desenvolvimento de IA exige profissionais altamente especializados, como:

  • engenheiros de machine learning
  • cientistas de dados
  • pesquisadores em IA

Esses profissionais frequentemente recebem salários anuais que ultrapassam centenas de milhares de dólares, elevando ainda mais os custos operacionais das empresas.

Projeto de IA da Meta ainda enfrenta desafios

Apesar do investimento agressivo, a Meta Platforms ainda não conseguiu lançar um modelo capaz de competir diretamente com as soluções mais avançadas do mercado.

Um dos projetos internos da empresa, conhecido como Avocado, apresentou resultados abaixo do esperado durante os testes iniciais.

Segundo relatos de bastidores, o desempenho insatisfatório levou ao adiamento do lançamento do sistema, o que aumentou a pressão interna para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Para analistas do mercado financeiro, essa situação reforça a necessidade de reestruturação dentro da companhia.

Cortes de funcionários podem gerar bilhões em economia

Analistas avaliam que uma eventual redução do quadro de funcionários poderia aliviar parte das despesas da empresa.

De acordo com Barton Crockett, analista da Rosenblatt Securities, um corte de 20% na força de trabalho poderia gerar uma economia aproximada de US$ 6 bilhões.

Esse valor representaria um aumento estimado de cerca de 5% no lucro operacional ajustado da empresa.

Na visão do especialista, o avanço da inteligência artificial também pode transformar profundamente o mercado de trabalho dentro do setor de tecnologia.

Isso porque ferramentas de IA tendem a aumentar significativamente a produtividade das equipes, reduzindo a necessidade de mão de obra em determinadas funções.

Empresa não confirma demissões

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Em resposta às informações divulgadas pela Reuters, a Meta Platforms afirmou que a reportagem é “especulativa” e não confirmou oficialmente a existência de um plano de demissões.

Mesmo assim, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de reestruturação, refletindo a preocupação dos investidores com os custos crescentes da corrida pela inteligência artificial.

A valorização das ações indica que parte do mercado acredita que medidas de redução de despesas podem ajudar a empresa a manter sua competitividade no setor tecnológico.

Histórico recente de demissões da Meta

Segundo o relatório financeiro mais recente da empresa, a Meta Platforms empregava quase 79 mil pessoas até 31 de dezembro.

Nos últimos anos, a companhia já realizou duas grandes rodadas de demissões.

2022: primeiro grande corte

Em novembro de 2022, a empresa anunciou o desligamento de 11 mil funcionários, o equivalente a cerca de 13% de sua força de trabalho naquele momento.

2023: nova rodada de reestruturação

Quatro meses depois, no início de 2023, foram anunciadas mais 10 mil demissões, consolidando um dos maiores processos de reestruturação da história da companhia.

Caso a nova redução de 20% da equipe se concretize, ela se tornará o maior corte de pessoal já realizado pela empresa.

IA pode redefinir o futuro do trabalho nas big techs

A corrida global pela inteligência artificial está mudando rapidamente a estratégia das grandes empresas de tecnologia.

Gigantes do setor estão investindo bilhões em infraestrutura, talentos e pesquisa para não ficar para trás em um mercado considerado estratégico para as próximas décadas.

Ao mesmo tempo, a automação impulsionada pela IA pode reduzir a necessidade de determinadas funções dentro das empresas, levando a processos frequentes de reorganização corporativa.

O caso da Meta Platforms ilustra esse momento de transição: enquanto aumenta os investimentos em tecnologia, a empresa também precisa equilibrar custos e manter a confiança do mercado.

Nos próximos anos, decisões como essa devem se tornar cada vez mais comuns entre as grandes companhias de tecnologia.

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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