Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Meta reforça IA interna com aquisição de startup de chips

A Meta comprou a startup Rivos para reforçar chips de IA próprios e reduzir dependência da Nvidia. Saiba os impactos e próximos passos!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Meta

A Meta IA deu um passo importante ao confirmar a aquisição da startup Rivos, especializada no desenvolvimento de semicondutores para inteligência artificial. A decisão faz parte da estratégia da big tech de reduzir a dependência de fornecedores externos, como a Nvidia, e reforçar a construção de chips próprios.

Fontes próximas ao acordo, reveladas pela Bloomberg, apontam que a compra permitirá acelerar o ritmo interno de inovação da empresa de Mark Zuckerberg. Continue a leitura e entenda como a operação impacta o setor de tecnologia.

Leia mais: Meta atualiza regras de IA para combater exploração infantil

Por que a Meta investe em chips para IA

Facebook meta
Imagem: mundissima / shutterstock.com

O crescimento da inteligência artificial generativa trouxe novos desafios para as big techs. Hoje, a Meta gasta bilhões de dólares anuais com GPUs da Nvidia, essenciais para treinar modelos de linguagem, visão computacional e processamento em larga escala.

Ao investir na Meta IA com chips internos, a empresa busca:

  • Reduzir custos com fornecedores externos;
  • Aumentar o controle sobre seu desenvolvimento tecnológico;
  • Competir de igual para igual com Google e OpenAI;
  • Criar soluções personalizadas para treinar modelos próprios.

Esse movimento segue uma tendência do setor, em que gigantes da tecnologia desenvolvem suas próprias soluções de hardware para IA.

Detalhes sobre a aquisição da Rivos

A Rivos estava avaliada em cerca de US$ 2 bilhões em agosto de 2025 e buscava investidores para expansão. Apesar de os valores do acordo com a Meta não terem sido divulgados, analistas de mercado consideram a transação um marco para a companhia.

A startup se destacou pelo desenvolvimento de GPUs otimizadas para tarefas de IA, algo que se alinha ao plano de Zuckerberg de acelerar o desempenho dos chips proprietários.

Um porta-voz da Meta declarou: “Nosso trabalho com silício personalizado está progredindo rapidamente e isso acelerará ainda mais nossos esforços”.

Meta IA e o time de chips internos

A Meta já possui uma divisão chamada Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), dedicada ao design de chips voltados para treinar e executar modelos de IA. No entanto, a velocidade de entrega não vinha atendendo às expectativas de Zuckerberg.

Com a compra da Rivos, a expectativa é que a Meta ganhe expertise técnica e mão de obra especializada, acelerando a construção de semicondutores personalizados.

Aposta bilionária em infraestrutura de IA

A Meta IA não se resume apenas à criação de chips. A empresa planeja investir até US$ 72 bilhões em 2025, incluindo US$ 29 bilhões para um data center na Louisiana, um dos maiores já anunciados pelo grupo.

Essa expansão visa sustentar o treinamento de modelos cada vez mais complexos, além de suportar as aplicações da IA generativa em produtos como:

  • Facebook;
  • Instagram;
  • WhatsApp;
  • Threads.

Concorrência e tentativas anteriores

Não é a primeira vez que a Meta busca reforçar sua base em hardware. No início de 2025, a companhia tentou adquirir a coreana FuriosaAI por US$ 800 milhões. A proposta foi rejeitada, e a startup optou por seguir independente.

A compra da Rivos, portanto, marca um avanço mais concreto na tentativa de Zuckerberg de reduzir a dependência de grandes fornecedores e garantir autonomia no setor.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Impacto da aquisição no mercado de tecnologia

A entrada da Meta no segmento de semicondutores deve mexer com o mercado global. Atualmente, a Nvidia domina a fabricação de GPUs de alto desempenho, mas enfrenta desafios para atender à crescente demanda mundial por chips de IA.

Com a compra da Rivos, a Meta se junta a outras gigantes que apostam em soluções internas, como:

  • Google, com o TPU (Tensor Processing Unit);
  • Amazon, com chips de inferência;
  • Apple, com chips próprios para processamento neural.

Esse movimento pode estimular a competição e abrir espaço para novos avanços em performance e redução de custos.

O futuro da Meta IA com chips próprios

IA
Imagem: Canva

Ao investir em chips internos, a Meta pretende acelerar a evolução de seus modelos de IA generativa, buscando maior eficiência energética e capacidade de treinamento em larga escala.

Além disso, a independência tecnológica pode facilitar a integração de soluções inovadoras em seus produtos, fortalecendo a estratégia de longo prazo da companhia.

Recapitulando

A aquisição da Rivos pela Meta IA representa uma jogada estratégica para reduzir custos, ampliar a independência tecnológica e acelerar o desenvolvimento de chips internos. Com investimentos bilionários em infraestrutura, Zuckerberg deixa claro que a inteligência artificial será a prioridade máxima da empresa nos próximos anos.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

Topicos relacionados