A Meta IA deu um passo importante ao confirmar a aquisição da startup Rivos, especializada no desenvolvimento de semicondutores para inteligência artificial. A decisão faz parte da estratégia da big tech de reduzir a dependência de fornecedores externos, como a Nvidia, e reforçar a construção de chips próprios.
Meta reforça IA interna com aquisição de startup de chips
A Meta comprou a startup Rivos para reforçar chips de IA próprios e reduzir dependência da Nvidia. Saiba os impactos e próximos passos!
Fontes próximas ao acordo, reveladas pela Bloomberg, apontam que a compra permitirá acelerar o ritmo interno de inovação da empresa de Mark Zuckerberg. Continue a leitura e entenda como a operação impacta o setor de tecnologia.
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Por que a Meta investe em chips para IA

O crescimento da inteligência artificial generativa trouxe novos desafios para as big techs. Hoje, a Meta gasta bilhões de dólares anuais com GPUs da Nvidia, essenciais para treinar modelos de linguagem, visão computacional e processamento em larga escala.
Ao investir na Meta IA com chips internos, a empresa busca:
- Reduzir custos com fornecedores externos;
- Aumentar o controle sobre seu desenvolvimento tecnológico;
- Competir de igual para igual com Google e OpenAI;
- Criar soluções personalizadas para treinar modelos próprios.
Esse movimento segue uma tendência do setor, em que gigantes da tecnologia desenvolvem suas próprias soluções de hardware para IA.
Detalhes sobre a aquisição da Rivos
A Rivos estava avaliada em cerca de US$ 2 bilhões em agosto de 2025 e buscava investidores para expansão. Apesar de os valores do acordo com a Meta não terem sido divulgados, analistas de mercado consideram a transação um marco para a companhia.
A startup se destacou pelo desenvolvimento de GPUs otimizadas para tarefas de IA, algo que se alinha ao plano de Zuckerberg de acelerar o desempenho dos chips proprietários.
Um porta-voz da Meta declarou: “Nosso trabalho com silício personalizado está progredindo rapidamente e isso acelerará ainda mais nossos esforços”.
Meta IA e o time de chips internos
A Meta já possui uma divisão chamada Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), dedicada ao design de chips voltados para treinar e executar modelos de IA. No entanto, a velocidade de entrega não vinha atendendo às expectativas de Zuckerberg.
Com a compra da Rivos, a expectativa é que a Meta ganhe expertise técnica e mão de obra especializada, acelerando a construção de semicondutores personalizados.
Aposta bilionária em infraestrutura de IA
A Meta IA não se resume apenas à criação de chips. A empresa planeja investir até US$ 72 bilhões em 2025, incluindo US$ 29 bilhões para um data center na Louisiana, um dos maiores já anunciados pelo grupo.
Essa expansão visa sustentar o treinamento de modelos cada vez mais complexos, além de suportar as aplicações da IA generativa em produtos como:
- Facebook;
- Instagram;
- WhatsApp;
- Threads.
Concorrência e tentativas anteriores
Não é a primeira vez que a Meta busca reforçar sua base em hardware. No início de 2025, a companhia tentou adquirir a coreana FuriosaAI por US$ 800 milhões. A proposta foi rejeitada, e a startup optou por seguir independente.
A compra da Rivos, portanto, marca um avanço mais concreto na tentativa de Zuckerberg de reduzir a dependência de grandes fornecedores e garantir autonomia no setor.
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Impacto da aquisição no mercado de tecnologia
A entrada da Meta no segmento de semicondutores deve mexer com o mercado global. Atualmente, a Nvidia domina a fabricação de GPUs de alto desempenho, mas enfrenta desafios para atender à crescente demanda mundial por chips de IA.
Com a compra da Rivos, a Meta se junta a outras gigantes que apostam em soluções internas, como:
- Google, com o TPU (Tensor Processing Unit);
- Amazon, com chips de inferência;
- Apple, com chips próprios para processamento neural.
Esse movimento pode estimular a competição e abrir espaço para novos avanços em performance e redução de custos.
O futuro da Meta IA com chips próprios

Ao investir em chips internos, a Meta pretende acelerar a evolução de seus modelos de IA generativa, buscando maior eficiência energética e capacidade de treinamento em larga escala.
Além disso, a independência tecnológica pode facilitar a integração de soluções inovadoras em seus produtos, fortalecendo a estratégia de longo prazo da companhia.
Recapitulando
A aquisição da Rivos pela Meta IA representa uma jogada estratégica para reduzir custos, ampliar a independência tecnológica e acelerar o desenvolvimento de chips internos. Com investimentos bilionários em infraestrutura, Zuckerberg deixa claro que a inteligência artificial será a prioridade máxima da empresa nos próximos anos.
