As gigantes da tecnologia Meta e Microsoft surpreenderam o mercado financeiro ao divulgarem resultados trimestrais acima das expectativas. Ambas relataram aumentos expressivos em receitas e lucros, impulsionados por estratégias de investimento agressivas em inteligência artificial (IA).
Embora os custos estejam disparando, investidores parecem dispostos a apostar no potencial de retorno dessas iniciativas.
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Resultados sólidos e confiança renovada

Na última divulgação de resultados, a Microsoft reportou uma receita de US$ 76,4 bilhões e um lucro líquido de US$ 27,2 bilhões, superando as projeções do mercado. O destaque ficou para o desempenho da Azure, plataforma de computação em nuvem da empresa, cujas vendas cresceram 39% no trimestre — cinco pontos acima do esperado.
Foi a primeira vez que a Microsoft detalhou os resultados do Azure, revelando que a divisão já fatura mais de US$ 75 bilhões por ano, com forte influência da IA. Segundo a empresa, esse crescimento se deve à migração de serviços corporativos para a nuvem, ao desenvolvimento de aplicações nativas e ao aumento da demanda por soluções baseadas em IA.
Jonathan Neilson, VP de Relações com Investidores da Microsoft, declarou ao Wall Street Journal:
“A adoção da IA está ajudando todo o portfólio. Isso tem feito com que empresas prefiram o Azure à concorrência.”
Capex recorde para manter a liderança
O investimento pesado em infraestrutura é peça-chave da estratégia da Microsoft. O capital investido (capex) no último trimestre foi de US$ 24 bilhões, com projeção de alcançar US$ 30 bilhões no trimestre atual. Para o ano fiscal que termina em junho de 2026, a expectativa é de US$ 120 bilhões investidos, o que representa um aumento de 36% em relação ao ano anterior e um salto de 300% em comparação com 2022.
Segundo Amy Hood, CFO da empresa, esse aumento é sustentado por contratos já firmados, o que garante confiança no retorno sobre o investimento (ROI).
Meta avança com anúncios mais eficientes
A Meta também apresentou números robustos. A empresa, dona de plataformas como Facebook e Instagram, divulgou receita de US$ 47,5 bilhões e lucro líquido de US$ 18,3 bilhões, ambos acima das expectativas. O mercado reagiu positivamente, com as ações subindo 12%.
O CEO Mark Zuckerberg atribuiu o bom desempenho da principal fonte de receita da companhia — os anúncios digitais — às melhorias trazidas pela IA.
“Essas melhorias permitiram que a Meta aumentasse o preço médio de seus anúncios,” explicou Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown, à Bloomberg.
Investimento ousado mesmo sob críticas

Apesar das críticas anteriores à sua estratégia de apostar pesado em IA, Zuckerberg ganhou fôlego com os resultados positivos. A Meta prevê que seus investimentos saltem de US$ 39 bilhões em 2023 para US$ 72 bilhões em 2024, podendo chegar a US$ 100 bilhões em 2026.
Além disso, a empresa continua contratando especialistas em IA para seu setor de pesquisa, o que deve elevar ainda mais os custos operacionais. Projeções do The Information indicam que a conta total da Meta pode chegar a US$ 150 bilhões até 2026, um aumento de 58% em relação aos níveis atuais.
Confiança no longo prazo
O otimismo das empresas é compartilhado por analistas como Dan Ives, da Wedbush, que afirmou ao Axios:
“À medida que a revolução se espalha, você ainda precisa ter big techs na carteira, mas isso não pode ser todo o seu portfólio de tecnologia. Você precisa estar exposto a outras derivadas de IA.”
Mesmo com os altos investimentos, o desempenho atual indica que Meta e Microsoft estão no caminho certo para liderar o futuro tecnológico com soluções baseadas em IA.
Valor de mercado e contexto
Hoje, a Microsoft vale US$ 4 trilhões na Bolsa, sendo a segunda empresa a alcançar esse marco depois da Nvidia. Já a Meta ultrapassou os US$ 2 trilhões, refletindo a confiança dos investidores em suas estratégias de crescimento.
Com informações de: Brazil Journal
