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Meta pode chegar a US$ 4 trilhões, dizem especialistas do mercado

A Meta, dona de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, pode se tornar a próxima gigante da tecnologia a integrar o clube das companhias avaliadas em m

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
Meta

A Meta, dona de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, pode se tornar a próxima gigante da tecnologia a integrar o clube das companhias avaliadas em mais de US$ 4 trilhões em Wall Street. A previsão é da BestBrokers, empresa internacional de análises financeiras, que estima que a marca poderá ser atingida em fevereiro de 2027.

Atualmente, a Meta é avaliada em US$ 1,88 trilhão. Caso a projeção se confirme, a companhia mais que dobraria seu valor de mercado em pouco mais de dois anos, repetindo os passos de líderes do setor como Microsoft e Nvidia, que já ultrapassaram a mesma marca.

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O que diz a projeção da BestBrokers

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Imagem: Sergei Elagin / Shutterstock

O analista Paul Hoffman, em relatório publicado pela BestBrokers, destacou que a Meta apresenta as condições mais favoráveis para alcançar o novo patamar trilionário:

“Nossas projeções indicam que a Meta, atualmente avaliada em US$ 1,88 trilhão, é a mais bem posicionada para seguir os passos da Nvidia e da Microsoft, com sua capitalização de mercado direcionada para ultrapassar a marca de US$ 4 trilhões no começo de 2027, se as atuais tendências forem mantidas.”

Segundo o relatório, o crescimento da empresa deve ser impulsionado por dois fatores principais: o avanço da inteligência artificial e a retomada de projetos ligados ao metaverso, áreas que voltaram a ganhar tração nos últimos trimestres.


Inteligência artificial e metaverso como motores de crescimento

O papel da IA

O grande diferencial da Meta no cenário atual é o Meta AI, modelo de inteligência artificial que já está disponível em diferentes plataformas, incluindo aplicativos próprios e ferramentas integradas às redes sociais.

A IA não só fortalece o posicionamento da empresa no mercado de tecnologia, como também gera novas fontes de receita, especialmente em publicidade digital, automação de conteúdos e serviços corporativos.

O renascimento do metaverso

Embora o metaverso tenha perdido força no debate público após o entusiasmo inicial, os analistas apontam que a Meta segue investindo em realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR).

O segmento ainda é visto como de alto potencial de longo prazo, especialmente em aplicações de entretenimento, educação e trabalho remoto.


Meta e o seleto clube dos US$ 4 trilhões

As companhias que já ultrapassaram a marca

Atualmente, apenas Microsoft e Nvidia superaram o valor de mercado de US$ 4 trilhões. Ambas foram impulsionadas pela corrida global pela inteligência artificial, o que elevou o interesse dos investidores em semicondutores, softwares e nuvens computacionais.

  • Microsoft: líder em soluções corporativas, com forte presença em cloud computing e investimentos em IA.
  • Nvidia: epicentro da revolução em inteligência artificial, responsável por fabricar as placas gráficas e chips mais demandados do mercado.

O espaço da Meta

Se confirmar a projeção, a Meta será a terceira gigante a integrar esse grupo, consolidando sua posição entre as empresas mais valiosas do planeta. A façanha representaria também uma reviravolta de imagem, após anos de críticas sobre privacidade, regulação e queda de confiança no projeto do metaverso.


Broadcom: outra candidata a US$ 4 trilhões

Além da Meta, a BestBrokers destacou o desempenho da Broadcom, conglomerado de semicondutores e infraestrutura tecnológica.

A empresa, que já ultrapassou a marca de US$ 3 trilhões em valor de mercado, pode chegar ao patamar dos US$ 4 trilhões em maio de 2027, caso mantenha o ritmo atual de crescimento.

A expectativa é que a Broadcom continue se beneficiando da demanda global por chips de alta performance, especialmente no setor de IA e data centers.


Por que os investidores estão confiantes na Meta?

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Imagem: Freepik

Retomada da publicidade digital

Após um período de desaceleração em 2022 e 2023, a publicidade digital voltou a crescer, impulsionada pela melhoria dos algoritmos de segmentação e pela retomada da economia global. A Meta, que concentra grande parte de sua receita neste segmento, foi diretamente beneficiada.

Diversificação de receitas

Além da publicidade, a empresa vem diversificando suas frentes de atuação:

  • Meta AI, com potencial de monetização direta e indireta;
  • Metaverso, como aposta de longo prazo;
  • Ferramentas para negócios, como soluções de e-commerce integradas ao Instagram e WhatsApp;
  • Expansão em mercados emergentes, aumentando a base de usuários.

Resiliência do ecossistema

O ecossistema integrado da Meta — que reúne bilhões de usuários em suas principais plataformas — garante uma posição de destaque no mercado global de tecnologia, tornando difícil para concorrentes desbancarem sua liderança em redes sociais.


Os desafios no caminho até 2027

Apesar das projeções otimistas, a Meta ainda enfrenta desafios relevantes:

Regulação

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  • União Europeia e Estados Unidos têm avançado em regulações mais rígidas sobre privacidade de dados e uso da inteligência artificial;
  • Investigações sobre práticas anticompetitivas continuam em andamento em diferentes mercados.

Concorrência

  • Google e TikTok seguem disputando espaço em publicidade e engajamento digital;
  • Apple investe em realidade aumentada, podendo competir diretamente com os planos da Meta no metaverso.

Sustentabilidade financeira

  • Embora os investimentos em IA e metaverso sejam estratégicos, eles exigem altos aportes financeiros, o que pode pressionar margens de lucro no curto prazo.

O cenário macroeconômico e a corrida tecnológica

Juros e inflação

A valorização das big techs está diretamente ligada ao cenário de juros nos Estados Unidos. Taxas mais baixas favorecem ativos de risco, como ações de tecnologia.

Demanda por IA

O crescimento exponencial da inteligência artificial é visto como um novo ciclo de expansão comparável à revolução da internet nos anos 2000. A Meta, posicionada nesse mercado, tende a ser uma das protagonistas.

Investimentos em infraestrutura

Empresas como Broadcom, Nvidia e Meta se beneficiam do avanço da computação em nuvem e data centers, essenciais para suportar a próxima fase da digitalização global.


Linha do tempo até 2027

Facebook-Instagram-META
Imagem: Reprodução
  • 2025: Meta consolida expansão do Meta AI em novos mercados, incluindo Brasil;
  • 2026: Previsão de aceleração da receita com publicidade e início de monetização de ferramentas de IA;
  • 2027: Caso as tendências se mantenham, valor de mercado da empresa pode atingir US$ 4 trilhões em fevereiro.

Considerações finais

A projeção da BestBrokers de que a Meta poderá ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado até fevereiro de 2027 reflete a confiança renovada dos investidores nos rumos da companhia.

Combinando avanços em inteligência artificial, retomada do metaverso e resiliência no segmento de redes sociais, a empresa fundada por Mark Zuckerberg se reposiciona como protagonista na corrida das big techs.

Se confirmada, a valorização não apenas consolidará a Meta entre as maiores empresas do mundo, mas também marcará um novo capítulo na história de Wall Street, em que a inteligência artificial e os semicondutores se tornaram os motores centrais da economia global.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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