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Glaidson Acacio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, deverá depositar bilhões de reais em juízo para ressarcimento

Avatar de Gabriela Schulz Gabriela Schulz · · 2 min de leitura
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Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, deverá depositar bilhões de reais em juízo para ressarcimento

O “Faraó dos Bitcoins”, Glaidson Acácio dos Santos, deverá, após determinação judicial, fazer o depósito de R$ 19 bilhões em conta judicial para ressarcir os investidores de sua empresa, a GAS Consultoria.

Em cinco anos a consultoria teria acumulado mais de 67 mil clientes, prometendo alto rendimento com investimentos em criptomoedas. A ordem foi da juíza Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

O Ministério Público Federal revelou, após investigação, que a empresa do Faraó instruía seus clientes a ocultarem dados sobre os investimentos em criptomoedas, com o intuito de driblar fiscalizações.

A regra interna criada pela GAS Consultoria não permitia menções a bitcoins, criptomoedas, criptos, investimentos, BTC. O descumprimento da regra poderia resultar em rescisão do contrato e devolução do valor aplicado.

O esquema de pirâmide do Faraó dos Bitcoins

Glaidson Acácio dos Santos foi preso em agosto do ano passado na Operação Kryptos da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), acusado de ser o responsável por um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 38 bilhões.

A polícia federal confiscou 591 bitcoins, R$ 13 milhões em espécie, joias e carros de luxo na posse de Glaidson. O ex-garçom e mais dezesseis pessoas, incluindo sua esposa – que está foragida – foram formalmente denunciados por crime de organização financeira não autorizada, organização criminosa, negociação irregular de valores mobiliários e gestão fraudulenta.

A investigação do Ministério Público afirma que Glaidson teria “promovido, constituído, financiado e integrado, pessoalmente, de modo estruturalmente ordenado e com divisão de tarefas, organização criminosa preordenada à prática de crimes contra o sistema financeiro, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro auferido desses crimes, valendo-se, para tanto, de extensa rede de pessoas físicas e jurídicas, atuantes no Brasil e no exterior”.

Imagem: AlyoshinE/shutterstock.com

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