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Milhares de professores farão paralisação; confira a data

A paralisação tem o objetivo de chamar atenção para os protestos e reivindicações da categoria. Confira se você será afetado!

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Professora escrevendo com giz em lousa negra de sala de aula

Na última terça-feira (13/06), professores de escolas e faculdades particulares de Piauí se reuniram em uma assembleia. O encontro definiu a realização de uma paralisação das atividades docentes do estado no dia 21/06, quarta-feira. 

Os trabalhadores também devem realizar mobilizações entre os dias 15 e 21 deste mês para fazer com que a sociedade piauiense volte sua atenção para o impasse da negociação entre os professores e o sindicato patronal da categoria. 

Professores farão paralisação: a categoria protesta contra o quê? 

Os professores de Piauí protestam por vários motivos. Primeiramente, contra a retirada do anuênio de 1% de seus salários e a suspensão do pagamento por TCC orientado.

Além disso, a categoria protesta contra o fim das férias conjuntas de docentes que atuam em duas ou mais instituições de ensino, em oposição ao aumento da carga horária de 20h para 30h e em objeção à suspensão dos montantes recebidos por aqueles que orientam TCCs.

Quais as reivindicações dos professores? 

As escolas ofereceram um reajuste salarial de 3,06% para os professores. Entretanto, os profissionais exigem que essa porcentagem seja de 6%. Outra reivindicação é em relação ao desconto na matrícula para filhos de docentes. 

Assim, eles reivindicam a continuação do desconto de 70% na matrícula de seus filhos, do ensino infantil até o pré-vestibular. De acordo com o Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (SINPRO), as escolas e faculdades querem retirar essa dedução. 

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O diretor jurídico do SINPRO, Kléber Ibiapina, disse, em entrevista ao veículo O Dia, que a quantidade de profissionais que trabalham na rede privada do Piauí é de cerca de 30 mil. Ele afirma que a proposta do sindicato patronal “é uma falta de respeito, propõe só tirar direitos e mostra que eles veem a educação apenas como uma mercadoria”. 

Por fim, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Piauí (SINEPE-PI) diz que o órgão e o SINPRO estão em processo de negociação.

Imagem: Grusho Anna / shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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