Em uma ação que reforça o compromisso com a justiça social e o desenvolvimento do campo, o programa Minha Casa, Minha Vida Rural firmou contrato para a construção de 170 residências destinadas a famílias de baixa renda no nordeste do Pará. O investimento, que soma R$ 12,5 milhões em recursos do governo federal, beneficiará agricultores familiares e comunidades quilombolas nos municípios de São Miguel do Guamá, Ourém e Colares.
Programa ‘Minha Casa, Minha Vida Rural’ firma contrato para 170 residências no Pará
Mais de 170 famílias rurais no Pará serão beneficiadas com novas casas do programa Minha Casa, Minha Vida Rural.
A iniciativa integra o esforço nacional para garantir moradia digna em áreas rurais, com obras também em andamento na capital, Belém, onde o Residencial Viver Mosqueiro deverá entregar até mil unidades até o final de 2025.
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Construção de casas alcança famílias em três municípios

O projeto contempla diferentes comunidades tradicionais, com foco especial na população quilombola e em trabalhadores rurais. Em São Miguel do Guamá, 25 moradias serão erguidas na comunidade Gunga Zumba, sob responsabilidade da Associação dos Moradores e Produtores Rurais da Comunidade Quilombola Santa Maria de Barreira.
Já em Ourém, o programa é ainda mais amplo: 95 novas casas serão construídas nas comunidades Zé Ferreira e Gunga Zumba 1, localizadas na Comunidade Quilombola do Mocambo. A execução será coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais em conjunto com a Associação Agrícola Comunitária Remanescente Quilombola do Mocambo.
No município de Colares, a Vila de Aracê será contemplada com 50 novas unidades habitacionais, organizadas pela Associação Agrícola dos Moradores da vila.
Residências adaptadas às necessidades do campo
A proposta do Minha Casa, Minha Vida Rural vai além da simples entrega de imóveis. As moradias são projetadas em alvenaria, com foco em conforto e segurança, substituindo casas precárias de madeira, comuns nas regiões atendidas. O objetivo é garantir habitações duráveis, que respeitem as características sociais e ambientais de cada comunidade.
Segundo o governo federal, o programa visa “garantir o acesso à moradia digna para trabalhadores rurais, agricultores familiares e comunidades tradicionais, respeitando as necessidades do campo e o meio ambiente.”
Seleção participativa e gestão compartilhada
O processo de escolha dos beneficiários contou com o engajamento direto de associações locais, representantes das comunidades, prefeituras e equipes da Caixa Econômica Federal, o que fortalece a transparência e a participação cidadã no programa.
A prioridade é atender famílias registradas no Cadastro Único e no Cadastro Habitacional, especialmente aquelas que não possuem imóvel próprio e vivem em condições vulneráveis.
Obras retomadas no distrito de Mosqueiro, em Belém
Além das ações no interior, o programa também retomou as obras do Residencial Viver Mosqueiro, no distrito de Mosqueiro, em Belém. O empreendimento, que havia sido paralisado, recebeu suplementação de recursos e deve entregar 1.000 casas até o fim de 2025.
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As residências seguem o padrão de 55 m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área externa. Mais de 700 famílias já foram pré-selecionadas para ocupar os imóveis, e as demais unidades serão destinadas a moradores da região.
Com a retomada iniciada em 2023, os trabalhos incluem não apenas a finalização das casas, mas também a construção de infraestrutura urbana, como redes de água, drenagem e pavimentação das vias.
Minha Casa, Minha Vida Rural: novo capítulo na política habitacional rural

O Minha Casa, Minha Vida Rural representa uma das frentes mais importantes da política habitacional brasileira voltada ao interior do país. Por meio dele, o governo busca reduzir o déficit de moradia em zonas rurais e elevar a qualidade de vida de populações historicamente negligenciadas.
As novas unidades habitacionais têm impacto direto não apenas na melhoria da moradia, mas também no fortalecimento das comunidades locais, da produção agrícola familiar e da dignidade das famílias que vivem longe dos centros urbanos.
Com informações de: G1
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