A Minha Escola, plataforma inicialmente voltada à gestão de escolas, avança para se tornar o primeiro banco digital focado em instituições de ensino. Após participação no programa Impulsiona Startups, da Serasa Experian, a empresa triplicou sua capacidade de crédito, atingindo R$ 1,8 bilhão em concessões, e prepara o terreno para lançar seguros educacionais em 2026.
Fundada em 2019 por Vinícius Nunes, a empresa surgiu a partir de uma necessidade clara: a comunicação entre escolas e famílias ainda dependia de agendas de papel e processos manuais. O sistema evoluiu de um simples controle de matrículas e mensagens para uma plataforma financeira completa, capaz de automatizar boletos, notas fiscais e cobranças.
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O desafio financeiro das escolas pequenas e médias

A grande virada da Minha Escola veio ao identificar que o principal desafio das escolas não era pedagógico, mas financeiro. Muitas enfrentavam altas taxas de inadimplência, prejudicando sua sustentabilidade.
Módulo de pagamentos e redução de inadimplência
Para solucionar isso, a startup desenvolveu um módulo de pagamentos que reduziu drasticamente os atrasos, permitindo que as diretoras focassem na gestão educacional.
Com base em dados de pagamento, a fintech começou a oferecer crédito com juros reduzidos, apoiada por um FDIC parceiro. O modelo se assemelha a um consignado, em que as parcelas são descontadas diretamente do faturamento da escola antes do repasse, garantindo baixo risco e maior previsibilidade para o fundo e para a fintech.
Score de crédito próprio e redução de inadimplência
Em 2024, a Minha Escola passou a sofisticar seu braço de crédito, criando um score próprio.
Como funciona o score
Cerca de 70% do score considera fluxo de caixa e pontualidade de pagamentos, enquanto os outros 30% analisam variáveis como número de alunos, engajamento das famílias e frequência escolar. Essa visão híbrida permitiu reduzir a inadimplência em quase 90%.
“Com a ajuda da Serasa, conseguimos entender que poderíamos melhorar nosso entendimento do crédito e fazer até mesmo uma previsibilidade da inadimplência na escola. Foi aí que começamos a, de fato, fintechizar a Minha Escola“, afirma Vinícius Nunes, cofundador e diretor executivo da startup.
Inovação com inteligência artificial e renegociação de mensalidades
A aceleração também abriu caminho para novos produtos.
Assistente virtual para renegociação
A fintech lançou um assistente virtual com inteligência artificial, permitindo que os pais renegociem mensalidades atrasadas diretamente pelo aplicativo, sem contato direto com a escola. As opções incluem parcelamento no cartão ou divisão do valor em novas faturas, aumentando a regularização e conforto nas negociações.
“Os pais ficam mais confortáveis em fazer essa renegociação, sem ter que se expor com a diretora. E as regras para essa renegociação são definidas pela própria escola”, explica Vinícius.
Seguro educacional: segurança para famílias

O próximo passo da Minha Escola é o lançamento de seguros educacionais, voltados para situações em que os pais enfrentam perda de renda e dificuldades para pagar as mensalidades.
Cobertura e benefícios
“Principalmente em escolas de pequeno e médio porte, a última opção dos pais é deixar de pagar a mensalidade. Desenvolvemos um seguro que cobre até três meses de mensalidade caso o pai ou responsável perca o emprego”, conta Vinícius.
Parcerias estratégicas e integração financeira
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+311 mil seguidores
Durante o Impulsiona Startups, a Minha Escola firmou parceria com a Yolo Bank, fintech voltada para universitários, para integrar transações como Pix, boletos e Bolepix.
Jornada financeira completa
O objetivo é conectar a jornada financeira das famílias desde a educação infantil até a graduação, criando uma rede de soluções que acompanhe o aluno ao longo de sua vida escolar.
“Aprendemos em seis meses no Impulsiona o que levaríamos anos para descobrir sozinhos. Foi no programa que entendemos o potencial de vender nossa tecnologia de crédito para outros ERPs educacionais”, afirma Vinícius.
Resultados financeiros e impacto social

Com mais de 1,2 milhão de usuários e crescimento de 120% no faturamento após a aceleração, a Minha Escola viu seu volume de concessão de crédito saltar de R$ 500 milhões para R$ 1,8 bilhão.
“Quando uma escola de bairro consegue se manter saudável financeiramente, toda a comunidade em torno dela cresce junto. Fortalecer a educação básica é uma forma direta de transformar o país”, conclui Vinícius.
Conclusão
A Minha Escola demonstra como a inovação financeira e tecnológica pode transformar a gestão escolar, oferecendo crédito seguro e soluções educacionais para escolas e famílias. Com o avanço rumo a se tornar o primeiro banco digital focado em educação, a startup reforça seu papel estratégico no fortalecimento da educação básica no Brasil.
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