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Tarifaço dos EUA atinge parte da pesca brasileira; confira a lista de produtos isentos

Ministério divulga quais peixes e crustáceos foram taxados ou ficaram isentos da tarifa de 25% dos EUA. Confira a lista completa.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Taxa

A entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras trouxe impactos distintos para o setor pesqueiro. Enquanto alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil escaparam da medida, outros passaram a enfrentar custos maiores para entrar no mercado norte-americano.

Para reduzir as dúvidas do setor, o Ministério da Pesca e Aquicultura divulgou a relação completa dos peixes e crustáceos atingidos pela taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos, bem como daqueles que ficaram de fora da cobrança. A decisão é considerada estratégica porque os produtos isentos representam a maior parte das exportações brasileiras de pescados destinadas ao mercado americano em 2025.

Ao longo deste artigo, você confere quais produtos passaram a pagar a taxa de 25%, quais permaneceram isentos, por que a medida foi adotada pelo governo americano e quais podem ser os impactos para produtores, exportadores e consumidores.

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Quais pescados ficaram isentos da tarifa dos EUA?

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Imagem: Alex Wong/Getty Images

A lista divulgada pelo Ministério da Pesca reúne diversos produtos que continuarão entrando no mercado americano sem a cobrança adicional de 25%.

Segundo a pasta, os itens preservados da nova tarifa correspondem a 89,2% do valor exportado pelo Brasil aos Estados Unidos em 2025, o que reduz parte do impacto esperado para o setor.

Entre os principais produtos isentos estão:

  • Albacora-laje fresca ou refrigerada;
  • Albacora-bandolim fresca ou refrigerada;
  • Cavalinhas frescas ou refrigeradas;
  • Espadarte fresco ou refrigerado;
  • Tilápia fresca ou refrigerada;
  • Tilápia inteira congelada;
  • Filé de tilápia fresco ou refrigerado;
  • Lagosta congelada;
  • Outros peixes congelados, incluindo corvina, pescadas, pargo, peixe-sapo, garoupas, tainhas e cherne-poveiro.

A permanência desses produtos fora da sobretaxa é vista como um alívio para empresas que dependem do mercado americano, especialmente nos segmentos de tilápia e lagosta, que ocupam posição relevante na pauta exportadora brasileira.

Quais produtos passaram a pagar a tarifa de 25%?

Apesar da ampla lista de exceções, alguns pescados e derivados ficaram sujeitos à nova cobrança.

Os produtos taxados são:

  • Farinhas, pós e pellets de peixe impróprios para alimentação humana;
  • Outros peixes das famílias Bregmacerotidae, Gadidae e espécies relacionadas;
  • Filé de tilápia congelado;
  • Outros filés congelados de peixes;
  • Outras carnes de peixes, frescas, refrigeradas ou congeladas;
  • Lagostas vivas, frescas ou refrigeradas;
  • Algas próprias para alimentação humana;
  • Outras algas frescas, refrigeradas, congeladas ou secas.

A inclusão de determinados cortes e formas de processamento demonstra que produtos de uma mesma espécie podem receber tratamentos diferentes conforme sua classificação tarifária.

Por que o filé de tilápia congelado foi taxado, mas outros produtos da tilápia não?

Um dos pontos que mais chamou atenção foi a diferença de tratamento dada aos produtos derivados da tilápia diante da nova taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos.

Enquanto a tilápia fresca, refrigerada, o filé fresco e a tilápia inteira congelada ficaram isentos da taxa, o filé congelado entrou na lista de produtos sujeitos à cobrança.

Essa distinção ocorre porque a taxa de importação é aplicada conforme códigos específicos do sistema internacional de classificação de mercadorias. Assim, diferentes apresentações comerciais de um mesmo produto podem receber tratamentos distintos nas negociações comerciais.

Por que os Estados Unidos impuseram a nova tarifa?

A tarifa entrou em vigor nesta terça-feira (22), após uma investigação conduzida pelo governo do presidente Donald Trump.

Segundo as autoridades americanas, a apuração concluiu que determinadas políticas adotadas pelo Brasil representam práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os Estados Unidos.

Entre os temas mencionados pelo governo americano estão:

  • o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos PIX;
  • regras relacionadas à regulação de plataformas digitais;
  • outros pontos considerados barreiras comerciais na avaliação dos EUA.

A medida faz parte de uma política comercial mais ampla adotada pelos Estados Unidos para revisar condições de acesso de produtos estrangeiros ao mercado americano.

O que muda para os exportadores brasileiros?

Os efeitos da nova taxa de 25% variam conforme o produto exportado.

Empresas que comercializam itens isentos tendem a manter sua competitividade no mercado americano, sem aumento direto da taxa sobre suas exportações.

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Já os exportadores dos produtos incluídos na lista poderão enfrentar custos adicionais para vender aos Estados Unidos em razão da taxa. Em muitos casos, isso pode reduzir a competitividade em relação a fornecedores de outros países ou exigir a renegociação de contratos.

O impacto efetivo dependerá de fatores como demanda internacional, capacidade de absorção dos custos pelos importadores e alternativas disponíveis no mercado.

Consumidores brasileiros serão afetados?

Os efeitos para o consumidor no Brasil tendem a ser indiretos.

Como a medida envolve exportações destinadas aos Estados Unidos, não há aumento automático dos preços no mercado interno.

Entretanto, caso determinados produtos encontrem maior dificuldade para serem vendidos ao exterior, parte da produção poderá ser direcionada ao mercado brasileiro, o que, em alguns cenários, pode influenciar a oferta e os preços. O comportamento do mercado dependerá da duração das tarifas, da demanda internacional e das estratégias adotadas pelas empresas do setor.

O que acontece agora?

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Imagem: Freepik

Com a tarifa já em vigor, empresas exportadoras acompanham os desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O governo brasileiro também monitora os impactos sobre diferentes cadeias produtivas e poderá adotar medidas de apoio ao setor ou buscar alternativas diplomáticas caso as restrições comerciais sejam mantidas.

Como a política comercial entre os dois países pode sofrer alterações ao longo do tempo, novas atualizações sobre produtos tarifados ou isentos ainda podem ocorrer.

Conclusão

A divulgação da lista pelo Ministério da Pesça e Aquicultura trouxe maior clareza para um dos setores afetados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos.

Embora alguns produtos relevantes tenham passado a enfrentar custos adicionais, a maior parte do valor exportado pelo Brasil em pescados permaneceu isenta da cobrança, incluindo itens de destaque como tilápia, espadarte e lagosta congelada.

Para empresas do setor, acompanhar eventuais mudanças nas negociações comerciais será essencial para avaliar impactos sobre exportações, contratos e planejamento da produção.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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