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Ministério Público abre investigação sobre golpes envolvendo o programa Desenrola

Um grupo de combate aos crimes cibernéticos está conduzindo a investigação sobre golpes envolvendo o Desenrola. Veja mais!

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Mãos segurando e mexendo em celular. Em cima da tela do celular, como se fosse um holograma, há o símbolo amarelo de alerta, com uma exclamação

Lançado esta semana, o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil já tem seu nome associado a inúmeras tentativas de golpes pela internet. Por isso, o Ministério Público de Minas Gerais decidiu abrir uma investigação sobre a ocorrência de fraudes envolvendo a iniciativa do governo federal.

O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) está conduzindo a investigação. Ao jornal Folha de S.Paulo, o MPMG disse que ao menos seis falsos sites com nome e logotipo do Desenrola já foram identificados e que trabalha para retirá-los do ar o mais breve possível.

Como funcionam as páginas falsas e quais são os riscos de acessá-las?

As páginas utilizam o nome e logotipo do Desenrola para imitar um canal oficial e atrair a confiança das vítimas. Em um dos sites fraudulentos, os criminosos pediam o pagamento de uma taxa para que a dívida fosse eliminada. Já em outros casos, pessoas tiveram dados sensíveis (CPF, informações bancárias e dados de redes sociais) roubados.

Ademais, além do prejuízo financeiro e roubo de informações pessoais, os usuários ficaram expostos a vírus. Nesse sentido, de acordo com o Ministério Público, a propagação de malwares em smartphones, tablets e computadores infectam o dispositivo e servem para aplicação de outros tipos de fraude.

Como não cair em golpes envolvendo o Desenrola?

Para não cair em golpes envolvendo o programa, o Gaeciber do MPMG orienta o interessado em participar a buscar os sites oficiais do governo, identificados pelo domínio gov.br. Ademais, é recomendado procurar os canais oficiais das instituições com as quais possui dívidas. 

Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda que os consumidores não cliquem em links suspeitos recebidos por aplicativos de mensagens ou e-mails. É importante, também, não clicar em endereços eletrônicos divulgados em redes sociais ou em sites patrocinados que aparecem no Google.

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Por fim, a entidade orienta verificar com atenção o endereço do site. Erros de português, mensagens em tons alarmistas, grafia e layout do site ou e-mail também devem ser observados.

Confira também o nosso vídeo com mais detalhes:

Imagem: Idol Design/Shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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