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Ministro afirma que financiadores dos atos de vandalismo em Brasília foram identificados

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, confirmou a identificação dos financiadores dos atos em Brasília. Saiba mais!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Foto ampla dos apoiadores de Bolsonaro no ataque na Praça dos Três Poderes

Nesta terça-feira (10), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, confirmou o avanço na identificação dos financiadores dos atos terroristas e antidemocráticos vistos em Brasília no último domingo (8). Entre eles estão empresários e pessoas ligadas ao agronegócio.

Ainda no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. Também em decorrência dos ataques, foram abertos inquéritos pela Polícia Federal para apuração do ocorrido.

Flávio Dino afirma que financiadores dos atos em Brasília estão sendo identificados

Durante a cerimônia de posse do novo diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na manhã desta terça, o ministro afirmou:

“Temos uma investigação em curso, que ainda vai ter muitos desdobramentos. Já foram identificados os primeiros financiadores, sobretudo em relação aos ônibus [que trouxeram os participantes dos atos à capital federal]: aqueles que organizaram o transporte, que contrataram os veículos. Estas pessoas já estão todas identificadas”.

Apesar da declaração, Flávio Dino não deu grandes detalhes sobre os financiadores. No entanto, o ministro afirmou a identificação de comerciantes, empresários do agronegócio, atiradores desportivos e caçadores.

Já na segunda (9), o ministro havia declarado ser “inequívoco” que existiram pessoas ligadas ao agronegócio no financiamento dos atos de vandalismo em Brasília. Mas destacou não se tratar de uma generalização.

Saiba mais sobre a investigação

Ainda de acordo com a declaração do ministro Flávio Dino, os nomes identificados poderão responder por crimes como associação criminosa, prática de crimes contra o Estado Democrático de Direito, entre outros.

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Segundo a governadora em exercício do DF, Celina Leão, na Praça dos Três Poderes, local onde aconteceram os atos de vandalismo, foram detidas cerca de 1,5 mil pessoas.

Sobre as prisões, o ministro tratou de esclarecer não se tratar de uma prisão em massa, e que as individualizações trataram de ser realizadas.

É preciso identificar cada pessoa e o que ela fez. Temos equipes trabalhando nisso, fazendo as oitivas, lavrando autos de apreensão e de prisão em flagrante”, afirmou Dino.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil 

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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