O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil está prestes a entrar em um ciclo de queda de juros. Ele ainda ressaltou que a inflação atual está “mais comportada” e o câmbio, mais estável, com patamares mais baixos do que no início do governo. Além disso, Haddad afirma que as curvas futuras de juros estão caindo.
Entretanto, o ministro ponderou que o hiato entre a queda de juros e a retomada do consumo é uma preocupação para o governo. Desse modo, uma medida tomada foi em relação à indústria automotiva. Assim, houve o lançamento de um programa para redução de IPI e PIS/Cofins para carros com valor de até R$120 mil.
Veja o que disse Haddad
De acordo com o ministro em entrevista à GloboNews, a ideia era de que “a essa altura — e estamos prestes a — ter um ciclo de queda das taxas de juros. A inflação está mais comportada, o câmbio está estável em um patamar bem mais baixo do que nós herdamos, as curvas futuras de juros estão caindo, o PIB está sendo revisto para cima”.
E quanto ao setor automotivo?
A taxa básica Selic está em 13,75%. Esse alto patamar tem sido criticado pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e por membros do governo ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O presidente da autoridade monetária, por sua vez, tem ressaltado os níveis ainda preocupantes da inflação.
Quanto às críticas ao programa automotivo, que apontam para a renúncia fiscal do governo justamente em um momento de acerto de contas para a entrada em vigor do novo arcabouço fiscal, o ministro ressaltou que a iniciativa deverá durar de três a quatro meses e “pode segurar o fechamento de plantas”.
Além disso, Haddad acrescentou que há possibilidade de a renúncia fiscal final com o programa não chegar a um quarto dos 8 bilhões de reais previstos inicialmente. Por fim, o ministro afirmou que, a partir do mês de agosto, o governo lançará medidas de transição ecológica. Disse, ainda, que será necessário renovar a frota de caminhões para modelos menos poluentes.
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