O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que o Brasil estava sendo governado “por uma gente do porão”. A declaração do ex-presidente do STF ocorreu após as falas do senador Marcos do Val (Podemos-ES). O parlamentar afirmou ter participado de uma reunião junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para planejar um golpe de Estado.
Ministro do STF ataca governo Bolsonaro
Para ministro do STF, o país estava sendo governado “por uma gente do porão”. A declaração ocorreu após falas do senador Marcos do Val.
“Mostra que a gente estava sendo governado por uma gente do porão. Isto é um dado da realidade. Pessoas da milícia do Rio de Janeiro, com protagonismo na política nacional”, disse Gilmar Mendes em evento do Lide. A conferência acontece em Lisboa – Portugal, nesta sexta-feira (3).
Além de Mendes, o ministro Ricardo Lewandowski do STF também participa da conferência. Os ministros, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, farão discursos no Lide por videoconferência.
Para ministro do STF, “a democracia mostrou sua importância”
Para o ministro Gilmar Mendes, do STF, “a democracia mostrou sua importância”. De acordo com o membro da Corte, ao conferir os nomes participantes das ações do último governo, “temos que ter preocupação até na preservação da nossa integridade física”, afirmou.
A declaração do ministro do STF se referia a fala do senador Marcos do Val. O parlamentar afirmou, nesta quinta-feira (2), que participou de uma reunião com o ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O encontro teve como objetivo apresentar um plano de golpe de Estado.
De acordo com Gilmar Mendes, é necessário esperar a conclusão das investigações para verificar quem se envolveu no caso.
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“Nós já vimos ali quatro versões pelo menos, segundo vocês [jornalistas]. Segundo um bem humorado colega de vocês, seriam 18 versões, entre elas é que essa reunião era para celebrar o aniversário de Alexandre de Moraes, portanto isso está muito confuso”, afirmou o ministro do STF a respeito das versões contraditórias contadas pelo senador.
“Pessoas têm contato, estiveram em contato, se comunicaram, têm comunicação telefônica, tudo isso será certamente investigado”, afirmou o ministro.
Imagem: Fellip Agner/shutterstock.com
