O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou neste sábado (10) que o principal obstáculo para acabar com a escala de trabalho 6×1 no Brasil é convencer os parlamentares do Congresso Nacional.
Fim da escala 6×1: ministro do Trabalho diz que aprovação ‘só depende do Congresso’
Marinho afirma que desafio para acabar com escala 6x1 é convencer o Congresso. Ministro critica jornada de 44 horas semanais.
Em suas palavras, a jornada atual de 44 horas semanais é uma medida cruel para o trabalhador e precisa ser repensada com responsabilidade e sustentabilidade.
Proposta de redução da jornada semanal

A ideia de reduzir a carga horária trabalhista no país vem sendo debatida há anos, mas encontra forte resistência em setores econômicos e no parlamento. Segundo Marinho:
- Mudanças não podem ser abruptas.
- Uma proposta antiga previa redução gradual de 30 minutos por ano.
- Se tivesse sido implementada, o Brasil já teria jornada de 40 horas semanais atualmente.
O que é a escala 6×1?
- A escala 6×1 é um regime no qual o trabalhador atua por seis dias consecutivos e folga em apenas um.
- É amplamente usada no setor de comércio, serviços e indústria.
- A carga semanal pode chegar a 44 horas.
Desafio político para a mudança
Segundo o ministro, o principal desafio está no campo político e legislativo. O apoio de líderes no Congresso é essencial para avançar qualquer alteração nesse sentido.
- Marinho destacou que está buscando um diálogo construtivo com parlamentares.
- O objetivo é sensibilizar deputados e senadores para os impactos sociais da jornada excessiva.
- O ministro defende que o tema seja debatido como política de Estado, e não como embate ideológico.
Visão sobre o papel dos empresários
Luiz Marinho também dirigiu sua fala ao setor empresarial. Para ele, é importante que empresários enxerguem seus funcionários como consumidores e participantes da economia, não apenas como força de trabalho.
- Uma jornada excessiva compromete o bem-estar e o consumo interno.
- O equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida é fundamental.
- Empresários devem se preparar para mudanças graduais, visando sustentabilidade econômica.
Fraudes no INSS: Marinho critica falta de investigação anterior

Ainda durante o evento, o ministro do Trabalho foi questionado sobre o esquema de fraudes no INSS, que está sendo investigado pelo governo federal. Marinho afirmou que as irregularidades começaram ainda em 2019, e não foram investigadas pela gestão anterior.
- Ele destacou que agora o governo atua para investigar e buscar ressarcimento aos que foram prejudicados.
- Segundo o ministro, é possível que associações sérias estejam sendo afetadas pela repercussão do caso, mesmo sem envolvimento direto.
- O governo pretende diferenciar entidades envolvidas de forma ativa daquelas que foram apenas citadas ou associadas injustamente.
Impacto na opinião pública e nos setores sociais
A discussão sobre a jornada de trabalho ganha força num contexto de:
- Crescimento da informalidade.
- Pressões por maior qualidade de vida no trabalho.
- Necessidade de modernização das leis trabalhistas com foco em inclusão e equilíbrio.
A escala 6×1, apesar de legal, é vista por movimentos sociais e sindicatos como modelo exaustivo e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.
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Histórico da proposta de redução da jornada

Propostas para a redução da carga horária já foram apresentadas em outras gestões, mas não avançaram:
- Em 2009, centrais sindicais tentaram incluir o tema na reforma trabalhista.
- Em 2021, houve nova tentativa, sem sucesso, de discutir a semana de 4 dias.
- O Brasil ainda mantém uma das maiores jornadas legais da América Latina.
Comparação internacional
- França: jornada de 35 horas semanais.
- Alemanha: média de 34 horas.
- Chile: nova legislação prevê transição para 40 horas até 2027.
- Brasil: ainda permanece com 44 horas semanais.
O que pode mudar na prática
Se uma nova proposta for elaborada com sucesso no Congresso, os trabalhadores brasileiros podem ter:
- Redução de jornada para 40 horas semanais.
- Mais dias de folga dentro do mês.
- Potencial aumento de produtividade com menos desgaste físico.
No entanto, o debate ainda está em fase inicial e depende de forte articulação política e apoio de diversos setores.
Imagem: Freepik e Canva
