Ontem (16), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a paridade dos valores internacionais e da redução dos combustíveis havia chegado ao fim. Hoje (17), Haddad fez outro anúncio importante: de acordo com ele, a Petrobras pode continuar diminuindo o preço dos combustíveis.
Ministro revela que a Petrobras pode realizar nova redução no preço dos combustíveis
Ministro surpreende ao anunciar possível redução nos preços dos combustíveis pela Petrobras. Entenda sobre as perspectivas dessa decisão.
A princípio, ficou subentendido que em julho o valor seria novamente elevado, pois o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) será maior a partir do segundo semestre de 2023.
Contudo, Haddad afirmou que mesmo com o ICMS mais alto, a Petrobras consegue manter os valores reduzidos. Isso porque o valor não apresentou sua redução máxima, justamente para que em julho o preço dos combustíveis não fossem muito elevados.
Haddad faz anúncio em reunião
Durante uma reunião conjunta com algumas comissões relacionadas à economia, Haddad comunicou que esta seria uma forma de compensar o imposto. Além disso, um novo declínio nos valores dos combustíveis também é uma maneira de compensar algumas contribuições que voltaram a ser cobradas.
Essas contribuições são o PIS/Pasep e Cofins, respectivamente, Programa de Integração Social, Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, e por fim, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.
Haverá impactos negativos?
O ministro da Fazenda explica que a Petrobras, por ser uma empresa que importa petróleo, está sujeita a considerar os preços internacionais. Isso significa que ela precisa levar em conta o preço do petróleo no mercado global.
Haddad ressalta que, em uma situação favorável como a atual, em que tanto o preço do petróleo quanto o valor do dólar caíram, a Petrobras pode aproveitar essa combinação para reajustar os preços sem impactar negativamente o consumidor final.
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Ou seja, sem aumentar o preço dos combustíveis na bomba. Essa combinação de fatores permitiria uma reoneração. Basicamente, uma revisão dos impostos incidentes sobre os combustíveis, sem que isso gere um aumento direto no preço para os consumidores.
Por fim, o ministro afirma que essa política adotada pela Petrobras possibilita a redução dos preços dos combustíveis derivados do petróleo sem causar impacto negativo na inflação e sem prejudicar a arrecadação dos governadores.
Imagem: Donatas Dabravolskas / Shutterstock.com
