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Moeda do Brasil vai mudar? Veja o que o Lula pretende

O real brasileiro vai deixar de existir? Entenda como funcionaria a política de "moeda única" na América do Sul

Vanessa CostaPor Vanessa Costa2 min de leitura
Presidente Lula sentado, com o rosto virado de lado e dois dedos tocando a face.

Nesta terça feira (30), em reunião dos países da América do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), projetou a criação de uma moeda comum entre as federações. O governante tratou como uma “unidade de referência comum”, que pode influenciar na independência em relação ao dólar. No discurso, comentou ainda sobre a necessidade de união entre os países para o fortalecimento da região.

Não é a primeira vez que a moeda comum é citada na política brasileira. Desde a implementação do euro como moeda única na União Europeia, em 1999, as discussões entre os economistas são presentes. O próprio presidente Lula já chegou a direcionar o tema em outra gestão e o assunto também foi citado no ministério da economia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que é uma moeda comum?

Não, o real não vai ser extinto nas transações brasileiras. A “moeda comum” é uma unidade de referência entre dois ou mais países que a adotam. Ela só seria utilizada em negociações de comércio internacional, neste caso, entre os países envolvidos da América do Sul. Ela não seria a mesma coisa que o euro é para a União Europeia, pois não substituiria as moedas nacionais.

Ou seja, no caso de turismo ou compras comuns do nosso dia a dia, a moeda circulante permaneceria sendo o real. Na prática, os brasileiros não utilizariam a moeda comum, pois ela estaria associada apenas as importações e exportações de mercadorias internacionais entre o Mercosul, por exemplo.

Vantagens e desvantagens

Com a comunhão da moeda, é possível que os países aderentes se fortaleçam entre si. Além disso, não estariam no caso de negociações internas sujeitos as oscilações do dólar no mercado internacional, possibilitando a redução de taxas de inflação ou desvalorização da moeda, por exemplo.

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Por outro lado, os países associados da América do Sul não têm o mesmo contingente financeiro. Isso significa que o poder de compra do Brasil é diferente da condição dos argentinos, por exemplo. Neste caso, a unificação poderia facilitar as importações pelos brasileiros, mas, ao mesmo tempo, dificultar as exportações do país.

Além disso, para implementar a nova moeda, seria necessário a capacitação de uma equipe econômica e a empregabilidade de profissionais da área, ou seja, deve-se investir no setor.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

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Vanessa Costa

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