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Anvisa reforça controle e monitora agrotóxicos em alimentos consumidos no país

Anvisa reforça controle de resíduos de agrotóxicos em 13 alimentos consumidos no Brasil. Coletas serão feitas até dezembro em todo o país.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Anvisa reforça controle e monitora agrotóxicos em alimentos consumidos no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou, em maio de 2025, um novo ciclo de análises do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). A iniciativa, criada em 2001, é parte de um esforço contínuo para garantir a segurança alimentar da população brasileira. Neste ciclo, serão coletadas 3.505 amostras de 13 alimentos em 26 estados e no Distrito Federal.

A ação é realizada em parceria com os estados, municípios e o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG). O objetivo é mapear os níveis de resíduos de agrotóxicos presentes nos alimentos consumidos no país e identificar riscos à saúde pública.

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Coletas abrangem alimentos da dieta básica

Imagem: Muchos Negocios Rentables

Alimentos escolhidos para análise representam 80% do consumo nacional

De acordo com a Anvisa, os alimentos selecionados para o ciclo de 2025 incluem itens amplamente presentes na alimentação dos brasileiros. São eles:

  • Abacaxi
  • Amendoim
  • Batata
  • Brócolis
  • Café (em pó)
  • Feijão
  • Laranja
  • Mandioca (farinha)
  • Maracujá
  • Morango
  • Quiabo
  • Repolho
  • Trigo (farinha)

Essa seleção foi baseada nos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identifica os alimentos mais consumidos pela população.

Onde as coletas serão realizadas

As coletas ocorrerão em estabelecimentos comerciais como supermercados e sacolões, de maio a dezembro de 2025. Elas serão conduzidas em todos os estados do país, com exceção de Roraima, e também no Distrito Federal. A escolha dos pontos de coleta busca refletir a diversidade dos hábitos alimentares regionais e garantir que os resultados representem fielmente o que é consumido pelos brasileiros.


Segurança alimentar: foco na prevenção de riscos à saúde

Programa busca rastrear e prevenir riscos tóxicos

Desde sua criação, o PARA já analisou mais de 45 mil amostras de alimentos em busca de resíduos de agrotóxicos. Em cada ciclo, o programa avalia mais de 300 substâncias químicas, algumas delas com potencial carcinogênico ou efeito tóxico cumulativo no organismo humano.

“O objetivo é proteger a saúde da população, garantir o uso adequado dos agrotóxicos na produção agrícola e orientar políticas públicas de regulação”, afirma nota técnica divulgada pela Anvisa.

A agência explica que os resultados das análises subsidiam ações regulatórias e intervenções sanitárias, além de servirem de base para informar a população sobre o que está sendo consumido.


Como funciona o processo de coleta e análise

Vigilâncias locais atuam na linha de frente

As coletas são feitas pelas vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, com base em um cronograma estabelecido previamente. O material coletado é enviado aos laboratórios públicos credenciados, onde passa por análises detalhadas.

As amostras são identificadas com rigor técnico para garantir a rastreabilidade dos resultados. Quando são encontradas irregularidades, a Anvisa pode determinar desde notificações aos produtores até a retirada de produtos do mercado, dependendo do nível de risco à saúde pública.


Histórico do programa e desafios

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Mais de duas décadas de vigilância sanitária

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Criado em 2001, o PARA foi uma resposta ao crescimento no uso de agrotóxicos na agricultura brasileira. Desde então, tem evoluído para incorporar novas metodologias analíticas, ampliando sua cobertura e precisão.

Apesar dos avanços, o Brasil continua entre os países que mais utilizam agrotóxicos no mundo, segundo relatórios internacionais. Isso torna programas como o PARA essenciais para monitorar os impactos desse uso e orientar o consumo consciente.

Irregularidades ainda preocupam

Em ciclos anteriores, o programa identificou presença de substâncias não autorizadas ou o uso acima dos limites estabelecidos. Entre os alimentos que mais apresentaram resíduos em desconformidade estão o morango, o pimentão e a cenoura.

Esses dados reforçam a necessidade de um monitoramento contínuo e descentralizado, além do investimento em práticas agrícolas mais sustentáveis e seguras.


Próximos passos e impacto esperado

Dados apoiarão políticas públicas de saúde e agricultura

Com os resultados do ciclo 2025, a Anvisa pretende traçar um panorama mais atualizado do uso de agrotóxicos no Brasil. As informações também devem contribuir para revisões de limites máximos de resíduos permitidos, atualização da lista de agrotóxicos autorizados e ações educativas voltadas tanto aos produtores quanto aos consumidores.

Consumo consciente e transparência

Para o consumidor final, a expectativa é que os resultados estimulem escolhas mais informadas, com base em dados transparentes e acessíveis. A Anvisa disponibiliza os relatórios do PARA em seu site, promovendo o acesso público às informações sobre os alimentos que chegam às prateleiras.

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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