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Montadora quer suspender contrato de 1,2 mil trabalhadores por 10 meses

Veja o andamento deste embate entre uma grande montadora e a representação sindical; suspensão deve impactar cerca de 30% dos trabalhadores.

Maria SoaresPor Maria Soares2 min de leitura
Montadora de veículos com linha de produção em andamento automóveis BYD

A General Motors (GM) anunciou neste mês uma proposta de suspensão do contrato de trabalho de 1.200 funcionários, por 10 meses, da unidade de São José dos Campos, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos.

A montadora alega uma queda nas vendas e a medida afetaria o segundo turno de produção. Em contrapartida, o sindicato propôs reduzir a jornada de trabalho sem reduzir os salários, argumentando que a empresa alcançou lucro satisfatório nos últimos meses. A seguir, entenda melhor o que está em jogo nessa negociação.

Suspensão do contrato por até dez meses

Caso a proposta tenha aprovação dos trabalhadores em assembleia, a suspensão do contrato de trabalho entrará em vigor a partir do dia 03 de julho, podendo ter duração de até dez meses. Ainda, ao ser aprovada, cerca de 30% dos trabalhadores da unidade sofrerão afastamento.

Assim, durante o período de afastamento, os trabalhadores terão a oportunidade de realizar cursos de requalificação e receberão parte de seus salários por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Desse modo, a medida visa garantir a capacitação dos funcionários e minimizar o impacto financeiro durante o período de suspensão do contrato. No entanto, a proposta da GM ainda não tem apoio da categoria.

A General Motors lucrou muito no último período e não tem por que suspender o contrato dos trabalhadores, que acabam sendo prejudicados

Vice-presidente do Sindicato, Valmir Mariano

GM alega necessidade de readaptação da produção

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À vista disso, não é a primeira vez, neste ano, que acontece embate por conta do afastamento de trabalhadores da montadora. Em março, devido à pressão dos metalúrgicos, a empresa aceitou interromper o processo de demissões, que aconteceu na fábrica de São José dos Campos na semana anterior.

Na época, a companhia demitiu cerca de 30 funcionários em um dia. A interrupção das demissões veio após paralisação organizada pelo sindicato. No entanto, a General Motors justificou as demissões como necessidade de readequação da produção.

Imagem: John Gress Media Inc / Shutterstock.com

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