Na última segunda-feira, 13, em evento sobre liberdade de expressão, redes sociais e democracia, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, afirmou que as redes sociais não deveriam ser consideradas apenas empresas da área de tecnologia.
Moraes afirma que as redes sociais devem ser punidas por conteúdos publicados
Ministro alega que discursos de ódio, antidemocráticos e agressivos não são considerados liberdade de expressão pela Constituição. Entenda!
Nesse sentido, Moraes alega que essas mídias tinham que ser classificadas, também, como empresas da área de comunicação e publicidade. Dessa forma, seria possível responsabilizá-las pelos conteúdos publicados.
“Temos que mudar a forma jurídica de responsabilização de quem é o detentor das redes. Não é possível ainda hoje que as grandes plataformas sejam consideradas empresas de tecnologia. Elas são também empresas de comunicação, empresas de publicidade. O maior volume de publicidade no mundo quem ganha são essas plataformas”, declarou Moraes em evento na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
Regulação das redes
Além disso, o ministro alegou que as redes sociais precisam ser reguladas para que seus usuários ajam conforme a Constituição. Segundo o líder do Supremo Tribunal Federal, os discursos antidemocráticos, de ódio ou de agressão, não são considerados liberdade de expressão pela Carta Constitucional do país.
“O modelo negocial das redes é diferente e exatamente por isso temos que negociar a forma de regulação. Sempre levando em conta que a Constituição não garante uma liberdade de expressão como liberdade para agressão, discurso de ódio, para discurso contra a democracia. E nós vimos o que vem ocorrendo e o que ocorreu nas eleições”, afirmou o ministro.
Histórico de indagações sobre as redes
Essa não foi a primeira vez que o ministro Alexandre de Moraes relatou a sua visão acerca do uso das redes sociais enquanto ferramenta que propaga discursos inconstitucionais. Em vista disso, desde quando assumiu o STF, em 2022, o chefe do supremo tem levado essa pauta em discussão.
Ademais, em reunião com representantes das plataformas digitais (como a Meta, Telegram, TikTok e Google, por exemplo), no início deste mês, Moraes, mencionou a utilização das redes sociais com a finalidade de propagar fake news.
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+311 mil seguidores
Na ocasião, ele disse que as redes sociais foram instrumentalizadas por radicais da extrema direita e chegou a sugerir a implementação de novas regras no intuito de resolver o problema.
“Mas as redes foram instrumentalizadas. Então, essa instrumentalização, com a experiência que tivemos todos nas eleições e até no 8 de janeiro, acho que a gente pode aproveitar para construir alguma coisa para tentar evitar isso”, relatou o ministro Alexandre de Moraes.
Imagem: Rogerio Cavalheiro/ shutterstock.com
