Valdemar Costa Neto, deputado pelo Partido Liberal, terá que depor para a Polícia Federal em um prazo de 5 dias após determinação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Costa Neto chegou a comentar que integrantes do governo Bolsonaro continham documentos semelhantes à minuta encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que tratavam sobre propostas de golpes.
Segundo Moraes, as declarações do parlamentar precisam ser esclarecidas para compor a investigação contra crimes de incitação a violência e golpe de Estado. Saiba mais.
Minuta golpista
Com o mandado de busca e apreensão na casa de Anderson Torres, ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi encontrada uma minuta que falava sobre a decretação de um “estado de defesa” de forma a alterar o resultado das eleições que concederam a vitória ao presidente eleito, Lula (PT).
Depois do ocorrido, o ex-chefe da pasta chegou a ser preso pela Polícia Federal. Vale lembrar que, após deixar o cargo no governo, foi nomeado Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Diante dos atos golpistas em Brasília e dos ataques à Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro, Torres foi afastado.
Declaração de Valdemar Costa Neto
Em entrevista ao Jornal O Globo, Valdemar Costa Neto chegou a falar que diversas vezes documentos semelhantes à minuta encontrada, ou seja, de cunho golpista, foram entregues a ele.
O parlamentar é o atual líder do PL, partido do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com suas falas, as propostas golpistas que foram direcionadas a ele foram cuidadosamente trituradas e Bolsonaro não quis fazer nada fora da lei. Costa Neto também falou sobre a existência de documentos similares na casa de diversos outros membros do governo anterior.
Após o resultado das eleições, a legenda chegou a questionar a legitimidade do processo eleitoral sem qualquer tipo de evidência e foi multada em R$ 22,9 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Imagem: Reprodução / Agência Senado
