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Moraes determina prazo para presidente do PL se explicar sobre propostas golpistas

Em entrevista, líder do PL afirmou ter recebido diversas propostas golpistas e agora precisa esclarecer informações. Entenda!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Imagem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante tribunal.

Valdemar Costa Neto, deputado pelo Partido Liberal, terá que depor para a Polícia Federal em um prazo de 5 dias após determinação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Costa Neto chegou a comentar que integrantes do governo Bolsonaro continham documentos semelhantes à minuta encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que tratavam sobre propostas de golpes. 

Segundo Moraes, as declarações do parlamentar precisam ser esclarecidas para compor a investigação contra crimes de incitação a violência e golpe de Estado. Saiba mais.

Minuta golpista 

Com o mandado de busca e apreensão na casa de Anderson Torres, ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi encontrada uma minuta que falava sobre a decretação de um “estado de defesa” de forma a alterar o resultado das eleições que concederam a vitória ao presidente eleito, Lula (PT). 

Depois do ocorrido, o ex-chefe da pasta chegou a ser preso pela Polícia Federal. Vale lembrar que, após deixar o cargo no governo, foi nomeado Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Diante dos atos golpistas em Brasília e dos ataques à Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro, Torres foi afastado.

Declaração de Valdemar Costa Neto

Em entrevista ao Jornal O Globo, Valdemar Costa Neto chegou a falar que diversas vezes documentos semelhantes à minuta encontrada, ou seja, de cunho golpista, foram entregues a ele. 

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O parlamentar é o atual líder do PL, partido do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com suas falas, as propostas golpistas que foram direcionadas a ele foram cuidadosamente trituradas e Bolsonaro não quis fazer nada fora da lei. Costa Neto também falou sobre a existência de documentos similares na casa de diversos outros membros do governo anterior. 

Após o resultado das eleições, a legenda chegou a questionar a legitimidade do processo eleitoral sem qualquer tipo de evidência e foi multada em R$ 22,9 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Imagem: Reprodução / Agência Senado

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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