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Motiva Aeroportos apresenta crescimento de 11% na receita trimestral

Motiva cresce 11% em receita e 8% em passageiros no 2º tri, com destaque para Curaçao, Confins e Blocos Sul e Central.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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A plataforma de aeroportos da Motiva encerrou o segundo trimestre de 2025 com crescimento expressivo de 11% na receita em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por uma combinação entre aumento do volume de passageiros, desempenho operacional em terminais estratégicos e expansão das receitas não tarifárias.

O número total de embarques e desembarques sob a gestão da Motiva chegou a 10,44 milhões de passageiros nos 20 terminais operados pela companhia, representando alta de 8% sobre o segundo trimestre de 2024.

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Aeroporto POA
Imagem: Divulgação / Fraport

Destaques regionais: Confins, Curaçao e aeroportos regionais em expansão

Curaçao cresce 17,5% no tráfego

O tráfego de passageiros no aeroporto de Curaçao, operado pela Motiva no Caribe, avançou 17,5% no trimestre. O destino segue em forte expansão, impulsionado pelo crescimento do turismo internacional, rotas com maior frequência e parcerias comerciais com companhias aéreas da América do Norte e da Europa.

Confins (MG) cresce 11,7% e reforça posição como hub internacional

O terminal internacional de Confins, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também apresentou forte desempenho, com crescimento de 11,7% no volume de passageiros. O aeroporto se consolida como um hub relevante no Sudeste, principalmente após a ampliação de voos internacionais diretos e investimentos em modernização de infraestrutura e serviços.

Bloco Sul e Bloco Central puxam crescimento nacional

Os aeroportos operados nos Blocos Sul e Central tiveram desempenhos relevantes:

  • Bloco Sul: alta de 8,1% no tráfego de passageiros.
  • Bloco Central: crescimento expressivo de 16%, reflexo da recuperação econômica de regiões atendidas e da ampliação de conexões regionais.

A Motiva administra 20 aeroportos no Brasil e no exterior, organizados em diferentes blocos regionais, de acordo com concessões firmadas com o governo federal e parcerias internacionais.

Receita não tarifária acelera e ganha protagonismo

19 novas operações comerciais inauguradas

Além do desempenho operacional, a Motiva destaca a expansão das receitas não tarifárias, que incluem varejo, alimentação, serviços, estacionamento, salas VIP e publicidade. Somente no segundo trimestre, foram inauguradas 19 operações comerciais nos aeroportos dos Blocos Sul e Central, totalizando 35 novas unidades no semestre.

A estratégia de valorização do ambiente aeroportuário como espaço comercial tem contribuído significativamente para o crescimento da receita global da empresa. A rentabilização de áreas comuns e a parceria com marcas premium fortalecem a presença da Motiva no varejo de experiência.

“A expansão das receitas não tarifárias é um dos pilares da nossa estratégia de longo prazo, reduzindo a dependência de taxas aeroportuárias e promovendo uma experiência diferenciada aos passageiros”, afirmou um executivo da companhia.

Modernização e experiência do cliente como diferencial

Imgem de uma porta escrito "Vip room"
Imagem: saruntorn chotchitima / shutterstock.com

Salas VIP e serviços personalizados

O investimento em salas VIP, espaços de descanso e serviços personalizados continua sendo um diferencial competitivo da Motiva. Durante o trimestre, foram abertos novos lounges em terminais regionais e promovidas melhorias estruturais nos aeroportos com maior tráfego, como Confins e Navegantes.

Essas iniciativas visam melhorar a jornada do passageiro e alinhar os aeroportos da Motiva às melhores práticas internacionais de hospitalidade aeroportuária.

Digitalização e automatização

Outro ponto relevante foi o avanço em soluções digitais, como:

  • Totens de autoatendimento;
  • Monitoramento de fluxo em tempo real;
  • Aplicativos de navegação e serviços para passageiros;
  • Parcerias com plataformas de transporte urbano e reservas.

A digitalização tem contribuído para agilizar o fluxo de passageiros, reduzir filas e melhorar a experiência geral de embarque e desembarque.

Sustentabilidade e eficiência operacional em pauta

Energia renovável e pegada de carbono

A Motiva também destacou o avanço de sua política ambiental. Algumas medidas em curso:

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  • Instalação de painéis solares em terminais regionais;
  • Uso de iluminação LED de baixo consumo;
  • Redução do uso de plásticos descartáveis;
  • Programas de reciclagem e gestão de resíduos sólidos.

A empresa reforçou que busca certificações internacionais de sustentabilidade e está comprometida com as metas de descarbonização do setor de aviação.

Indicadores de pontualidade e desempenho operacional

Durante o segundo trimestre, a Motiva manteve índices de pontualidade acima de 85% em seus principais terminais, um dos melhores desempenhos da indústria no país.

Também foram registrados baixos níveis de reclamação de passageiros e alta satisfação nos indicadores internos de NPS (Net Promoter Score), especialmente nos aeroportos com maior densidade de voos e movimentação comercial.

Projeções para o segundo semestre de 2025

Expansão da malha aérea e novos investimentos

A Motiva projeta crescimento contínuo no volume de passageiros para o segundo semestre de 2025, com base em:

  • Aumento na oferta de voos regionais e internacionais;
  • Início de parcerias com novas companhias aéreas;
  • Retomada do turismo corporativo e de lazer em regiões estratégicas;
  • Melhoria nos indicadores econômicos do país.

A empresa também prevê novos investimentos em infraestrutura aeroportuária até o final do ano, com foco em modernização de terminais, acessibilidade e sustentabilidade.

Meta de superar 44 milhões de passageiros em 2025

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Imagem: Fabrikasimf – Freepik

Com os resultados do primeiro semestre somando aproximadamente 21 milhões de passageiros, a expectativa da Motiva é ultrapassar a marca de 44 milhões de embarques e desembarques em 2025 nos 20 terminais sob sua gestão.

A meta representa um avanço relevante frente aos 39 milhões registrados em 2024, consolidando o ciclo de expansão da empresa após a pandemia e os ajustes nas concessões aeroportuárias.

Imagem: Pexels

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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