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Passageira nega assédio de motorista banido da Uber: ‘meu marido há 5 anos’

Motorista da Uber foi banido após trocar mensagens com passageira. Ele tenta reverter decisão na Justiça, alegando que não houve assédio.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
uber

Um motorista de aplicativo tenta há dois anos reverter seu banimento da Uber, após ser acusado de assédio por uma passageira que, na verdade, é sua companheira. A troca de mensagens que levou à sua exclusão ocorreu em janeiro de 2023. No entanto, a mulher afirma que o diálogo não configurava assédio e tenta ajudá-lo a recuperar a conta. O caso foi parar na Justiça, mas até o momento, o profissional teve seu pedido negado em duas instâncias.

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O que levou ao banimento do motorista

Uber
Imagem: Sundry Photography / shutterstock.com

No dia 9 de janeiro de 2023, a passageira solicitou uma corrida por aplicativo e, por coincidência, o motorista que aceitou a viagem era seu companheiro. Durante a interação no chat da Uber, ele utilizou uma expressão vulgar, brincando com a mulher. A conversa foi registrada da seguinte forma:

Motorista: Oi novinha
Motorista: Pode pagar com Xerecard
Passageira: Eu vou é te denunciar, seu safado
Motorista: 😂😂😂
Passageira: kkkkkkk

A passageira, entretanto, posteriormente entrou em contato com a Uber para esclarecer a situação. Ela afirmou que os dois mantêm um relacionamento estável há cinco anos e que a mensagem não passava de uma brincadeira interna do casal. Apesar disso, a Uber manteve a decisão de banir o motorista da plataforma.

Tentativa de reversão e batalha judicial

Sem conseguir recuperar sua conta, o motorista recorreu à Justiça. A defesa argumenta que a Uber agiu de forma desproporcional, pois a própria passageira declarou que não se sentiu assediada. Segundo o advogado Wendrill Cassol, a exclusão do motorista foi injusta.

“Não foi assédio. Coincidentemente, o meu cliente faz viagens próximo ao endereço de trabalho da companheira. Naquele dia, ela pediu um carro por aplicativo e a corrida caiu para ele”, afirmou Cassol.

“Os dois trocaram aquelas mensagens e, imediatamente, cancelaram a viagem. Ele foi buscá-la em seguida. De forma nenhuma ele imaginou que isso iria gerar seu bloqueio da plataforma”, completou a defesa.

Contudo, a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a decisão da Uber. O tribunal considerou que a empresa tem autonomia para rescindir contratos com motoristas que violem suas diretrizes de conduta, especialmente em casos que envolvem comportamento inadequado.

Decisão judicial: Uber tem direito de banir motoristas

Uber
Imagem: mojo cp / Shutterstock.com

Ao analisar o caso, o TJDFT entendeu que a Uber não cometeu nenhuma irregularidade ao excluir o motorista, pois sua política interna prevê a rescisão de contratos em situações de má conduta. A decisão destacou a importância de garantir a segurança dos passageiros e preservar a imagem da empresa.

Dessa forma, o tribunal negou o pedido do motorista para reativação da conta e rejeitou qualquer indenização por danos morais.

O que diz a Uber sobre casos de assédio?

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A Uber possui uma política rigorosa contra assédio e má conduta em sua plataforma. Em suas diretrizes, a empresa estabelece que qualquer comportamento considerado inapropriado pode resultar em suspensão ou exclusão definitiva do motorista. Além disso, a plataforma incentiva passageiros a denunciarem condutas inadequadas para preservar um ambiente seguro para os usuários.

Ainda que neste caso específico a passageira tenha contestado a acusação de assédio, a Uber manteve sua posição baseada na política interna da empresa.

Próximos passos: recurso no STJ

Uber
Imagem: Diego Grandi / shutterstock.com

Diante da negativa da Justiça do Distrito Federal, o advogado do motorista informou que pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele argumenta que a decisão foi severa demais, considerando que a própria passageira negou ter sido vítima de assédio.

Caso o STJ aceite o recurso, o caso poderá ser reavaliado. Se a decisão for favorável ao motorista, a Uber poderá ser obrigada a reativar sua conta ou pagar uma indenização. No entanto, ainda não há previsão de quando o tribunal analisará o pedido.

Conclusão

A história do motorista banido pela Uber levanta um debate sobre os critérios adotados pelas plataformas para penalizar seus colaboradores. Ainda que a Uber tenha autonomia para encerrar parcerias com motoristas que desrespeitam suas regras, a defesa argumenta que, neste caso, houve um equívoco na avaliação da conduta.

A decisão final do STJ poderá estabelecer um precedente importante para outros motoristas que contestam bloqueios considerados injustos. Até lá, o profissional segue sem acesso à plataforma e busca alternativas para continuar trabalhando.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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