A MOVA, primeira fintech de ‘peer-to-peer lending’ aprovada pelo Banco Central como Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), se tornou também pioneira ao criar uma nova modalidade de empréstimo para empresas. Utilizando o mesmo conceito de crédito consignado para pessoas físicas, a fintech fechou uma operação no valor de R$ 52 mil para BSA Esquadrias, a primeira do novo modelo.

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Um total de 28 investidores aplicaram um ticket médio de R$ 1.886 para financiar a empresa, que deverá pagar a eles uma taxa de juros de 1,47% ao mês. Essa taxa só foi possível por conta da redução do risco de inadimplência por meio dessa nova modalidade de empréstimo, que conta com uma conta vinculada à operação, cessão fiduciária de recebíveis e estrutura de cobrança, o que permite dar em garantia as vendas futuras, inclusive aquelas que ainda não aconteceram.

Crédito consignado para empresas

“Fizemos uma primeira análise para a BSA Esquadrias e a taxa de juros estava acima da esperada pela empresa, foi a oportunidade para apresentar nossa nova modalidade de empréstimo. Quando o financiado aceitou colocar em garantia suas vendas futuras utilizando uma conta vinculada, ou seja, com parte do faturamento passando por uma conta de movimentação restrita, caiu o risco da operação, pois os recursos são liberados somente depois que constatado o pagamento em dia, automaticamente.

Com esse mecanismo, os juros chegam a cair mais de 30%, como no exemplo da BSA, em que a taxa caiu de 2,50% para 1,47%. Seguimos o conceito de empréstimo consignado para pessoas físicas, mas ao invés de debitar da folha de pagamento iremos descontar das vendas futuras. Para isso, a operação conta com os mecanismos de conta vinculada, cobrança e cessão de recebíveis.”, explica Roberto Tesch, CEO e sócio fundador da MOVA. “Permitir que as vendas futuras, ou seja, receita de serviços ou mercadorias ainda não entregues, sejam usados para conseguir crédito mais barato é uma grande novidade para operações de pequeno porte, pois antes da MOVA era muito caro vincular esses recebíveis à operação e assim conta não fechava”, complementa Tesch.

“Procuramos algumas opções de empréstimo e a taxa da MOVA foi a mais vantajosa. Conseguimos viabilizar o montante em poucos dias de forma ágil e prática, sem burocracia. Com o empréstimo vamos investir em uma máquina para modernizar nossa linha de produção”, comemora Thalita Sylvestre, sócia da BSA Esquadrias.

Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) permite oferecer juros mais acessíveis aos tomadores e melhores retornos aos investidores

O Banco Central aprovou no início do ano a MOVA como Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). A fintech foi a primeira instituição financeira regulada pelo órgão nesta modalidade, que permite a pessoas físicas e jurídicas investirem em créditos por meio de uma plataforma eletrônica sem a necessidade de um banco intermediando a operação.

Modelo é conhecido como peer-to-peer lending

O modelo, também conhecido como “peer-to-peer lending”, possibilita ao mesmo tempo baratear o crédito e oferecer um mais investimento rentável. A fintech consegue reduzir os custos operacionais com uso intensivo de tecnologia e aproveitando as possibilidades criadas pela regulação, que permite operar com uma estrutura enxuta, sem agências físicas e com um conjunto menor de requisitos, por exemplo.

Para ter um financiamento aprovado o solicitante não pode ter restritivos na consulta do CNPJ e CPF dos sócios. Antes de saber quanto vai pagar, o solicitante e sua proposta são analisados pela MOVA. Oferecer garantias aumenta as chances de aprovação, mas não é um pré-requisito. As propostas aprovadas recebem uma nota de rating e os juros são proporcionais ao risco avaliado. Se gostar da taxa, a empresa pode completar a requisição e os investidores começam a bancar as cotas do financiamento.

Redução de juros

O CEO da MOVA explica que a redução de custos, gerada pela nova regulação e uso intensivo de tecnologia, também permite reduzir riscos e diminuir juros ao viabilizar técnicas de modelagem financeira e estruturação de dívida que antes eram muito caras para operações menores. “Com a tecnologia e nosso sistema proprietário ficou mais barato aplicar esses métodos para de redução de risco em maior escala. Caiu o custo do acesso à informação para analisar a capacidade de pagamento do financiado, assim como caiu o custo para formalizar garantias e criar contas vinculadas, bem como evoluiu a segurança jurídica dos contratos eletrônicos”, explica Tesch.

A expectativa da MOVA é alcançar a partir de dezembro de 2020 a marca de R$ 20 milhões mensais em investimentos realizados por sua plataforma. “Nossa meta para o ano que vem é emprestar um total de R$ 50 milhões. A previsão para os próximos meses é receber mil pedidos de empréstimo em nossa plataforma por mês”, completa Tesch.

Financiamento para estudantes

Com sua tecnologia proprietária que permite agilidade no recebimento, análise e processamento do empréstimo, a MOVA também oferece financiamento para estudantes que estão planejando iniciar pós-graduação ou mestrado, no Brasil ou Exterior. O crédito pode ser utilizado para o pagamento da mensalidade, dos materiais, do custo de vida e até mesmo de outras despesas relacionadas ao curso.

Segundo Rodolfo Baltieri, head de Produtos Digitais da MOVA, quem tem interesse em receber o financiamento deve acessar www.mova.vc e solicitar uma cotação. Uma vez que o cadastro for aprovado na plataforma, os estudantes receberão financiamento diretamente de investidores.

“Analisamos todos os casos individualmente para atribuir taxas mais justas. Em um banco tradicional, é normal que estudantes ou empresas menores acabem recebendo taxas altas porque não se leva em consideração todo contexto do solicitante. Um dos diferenciais do P2P é justamente aproveitar sua operação mais enxuta e custos menores para trazer mais agilidade e novas abordagens para a análise”, reforça Baltieri.

SOBRE A MOVA

A MOVA é o primeiro Peer-to-Peer Lending aprovado e supervisionado pelo Banco Central na forma de Sociedade de Empréstimo entre Pessoas. A SEP cria uma ponte direta entre investidores e quem busca financiamento, eliminando a necessidade de um banco e cortando custos. A fintech é resultado de uma parceria entre controladores do grupo Omni e o economista Roberto Tesch, CEO da empresa. Além de participar com investimento necessário à implementação da fintech, o grupo Omni traz seus 25 anos de experiência no comando de instituições financeiras. Tesch, por sua vez, atua há mais de 15 anos no mercado financeiro, notadamente com Project Finance e estruturação de dívida. https://mova.vc/

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Imagem: Natali_ Mis via shutterstock.com