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MP pede para TCU investigar Bolsonaro por suposto uso eleitoral do empréstimo consignado

Solicitação aponta suspeita na conduta da Caixa e de Bolsonaro em relação ao empréstimo consignado do Auxílio Brasil após eleições

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro em frente a um microfone

O Ministério Público solicitou ao Tribunal de Contas da União uma investigação para apurar a responsabilidade do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL) pelas mudanças nas regras do empréstimo consignado vinculado ao Auxílio Brasil após os resultados das eleições de 2022, que tornou Lula o próximo presidente do país. 

De acordo com o MP, a nova modalidade de crédito teria sido usada como mero instrumento eleitoral a favor da reeleição. 

Mudanças no consignado do Auxílio Brasil

Logo após a divulgação do resultado final das eleições, a Caixa informou que o consignado do Auxílio Brasil seria paralisado para que o Ministério da Cidadania fechasse as folhas de pagamento e deveria retornar a partir do dia 14 de novembro. 

Porém, mesmo com o serviço liberado, a maior parte das solicitações dos beneficiários foram negadas, o que estaria associado à mudanças internas nas regras do serviço do empréstimo, para impedir a prestação do serviço para famílias em vulnerabilidade social, justamente o público atendido pelo programa. 

Segundo a Caixa, a liberação do consignado segue “critérios internos de governança, com base no contexto de mercado, no monitoramento de seus produtos e nas estratégias do banco.”

Pedido de investigação contra Bolsonaro e Caixa 

A solicitação do MP cita a suspeita de Bolsonaro ter usado a modalidade de crédito para fins eleitoreiros e pede que a investigação também apure a conduta da presidência da Caixa Econômica Federal na concessão da linha de empréstimos. 

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Caso o pedido seja atendido pelo TCU, uma nova investigação será realizada para saber sobre o possível envolvimento de Bolsonaro e a conduta da presidenta da instituição financeira, Daniella Marques. 

Como a Caixa é um banco estatal, se comprovado ações para beneficiar a reeleição de um candidato, isso significa que foram usados bens públicos para fins eleitorais, o que vai contra a lei eleitoral em vigência no país.

Imagem: BW Press / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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