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MST é alvo de CPI no Congresso

Entenda porque o MST se tornou alvo de CPI no Congresso Nacional e o impacto dessa ação no governo. Conheça mais sobre o assunto!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Integrantes do MST com a bandeira do movimento

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Congresso (CPI) deu aval na última quarta-feira, 12 de julho de 2023, para 21 requerimentos relacionados ao Movimento dos Sem Terra. Assim, cresce a pressão sobre o MST.

Inclusive, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), um dos nomes fortes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser convidado para depor na Comissão. Vale ressaltar que este não é o único nome de que deve prestar esclarecimentos na CPI.

Ou seja, a tendência é que a CPI do MST repercuta no governo, especialmente pelo papel da oposição na Comissão Parlamentar de Inquérito. Ademais, também é útil compreender as ações do movimento que tem gerado debate.

CPI do MST

Conforme o Congresso, a criação da CPI do MST visa analisar a atuação do movimento social em terras improdutivas do estado da Bahia. Dessa forma, o nome de Rui Costa, que atuou como governador baiano entre 2015 e 2022, se tornou um dos destaques.

Contudo, devido à atuação do deputado Alencar Santos (PT), da base governista, o chefe da Casa Civil só deve ser ouvido após o recesso, isto é, a partir de 1° de agosto deste ano. Além disso, outros nomes foram tiveram aprovação para prestarem depoimento na CPI do MST. Dentre os nomes, são possíveis destaques:

  • Marcelo Werner – secretário de Segurança Pública do estado da Bahia;
  • Paulo José Reis de Azevedo Coutinho – comandante da Polícia Militar do Estado;
  • General Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Atuação do Movimento dos Sem Terra

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A CPI do MST, foi instaurada em maio deste ano, ganhou força no Congresso Nacional após o mês de abril, período em que o Movimento dos Sem Terra intensificou o processo de ocupação de terras improdutivas. Inclusive, esta época ficou conhecida como o “abril vermelho”.

Por fim, o movimento também intensificou a lista de exigências para o governo. Portanto, houve uma crise interna no Palácio do Planalto, especialmente após o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), comparar as ações do MST com o movimento golpista que aconteceu no início do ano.

Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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