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MST faz nova invasão nesta segunda-feira (31) e ataca governo Lula

Grupo afirma que acordo com governo Lula não foi cumprido. A mesma propriedade já foi invadida em abril. Saiba mais.

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Integrantes do MST com a bandeira do movimento

Nesta segunda-feira (15), o Movimento Sem Terra (MST) realizou uma invasão a uma propriedade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A área, uma fazenda, fica localizada na cidade de Petrolina, em Pernambuco.

O local será utilizado para um evento de agricultura, com parceira do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), que acontecerá entre os dias 1 e 4 de agosto. A mesma área já foi invadida em outra oportunidade. Uma assembleia, realizada no último domingo (30), determinou a invasão.

Motivo da invasão

Mais de 1,5 mil grupos ligados ao movimento entraram na propriedade. Para apontar as justificativas da ocupação, o MST divulgou uma nota. Assim, o grupo acusou o descumprimento de acordos realizados com Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), juntamente com a Embrapa.

As partes entraram em consenso após outra invasão do MST, durante a Jornada Nacional de Luta pela Terra e Reforma Agrária, em abril. Diante da quebra do acordo, uma nova ocupação, na mesma propriedade, foi realizada, onde ocorrerá o evento Semiárido Show.

A feira apresenta novas tecnologias aos agricultores familiares da região, e costuma receber mais de 20 mil pessoas de diferentes partes do Nordeste. O grupo afirmou que vai impedir a realização do evento caso suas demandas não sejam atendidas.

Acordo entre Lula e MST

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A última invasão foi finalizada quando o governo federal entrou em acordo com o grupo. Ele determinava que parte da propriedade da Embrapa, de dois mil hectares, fosse destinada para reforma agrária. Para isso, a União se comprometeu a realizar levantamentos de áreas da Codevasf, Chesf, Dnocs, com o objetivo de distribuir a terra para pessoas que não têm condições de ter uma área no campo.

A negociação também previa que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Petrolina se transformasse em uma superintendência. A unidade é comandada por um integrante do MST, Edilson Barros de Lima, há mais de três décadas.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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