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MST recebe R$ 42 milhões do mercado financeiro

O MST recebe, desde 2020, contribuições do mercado financeiro através do Financiamento Popular da Agricultura Familiar.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque··3 min de leitura
Homem de costas coberto com bandeira do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) recebe, desde 2020, contribuições do mercado financeiro através do Finapop (Financiamento Popular da Agricultura Familiar). Dessa forma, o programa garante aos pequenos agricultores, como os do MST, o apoio no financiamento da produção de alimentos orgânicos.  

De acordo com a engenheira agrônoma e coordenadora do Finapop, Ana Terra, em entrevista ao portal UOL, o Finapop é uma empresa “formada a partir da vontade de um grupo de investidores e de cooperativas produtoras de alimentos, que realizam investimentos de impacto em áreas de Reforma Agrária”.

Como o Finapop surgiu? 

O Finapop surgiu a partir da iniciativa de um grupo de investidores que articulou um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) com o objetivo de contribuir com a instalação de um frigorífico em uma cooperativa do MST.

Assim, a parceria com empresas como o Grupo Gaia, a princípio, transformou a iniciativa, “estruturando diferentes modalidades de investimento para a realização de um CRA, que beneficiou 7 cooperativas”, explicou Terra. 

Desse modo, o projeto se expandiu e fechou parcerias com diversas outras empresas, alcançando um total de 59 projetos de investimento em 48 organizações. 

Como funciona o Finapop, programa que investe no MST? 

O Finapop tem como princípio ser um financiamento rentável tanto para os investidores quanto para quem recebe o investimento, como o MST. Dessa forma, o Finapop atua em três frentes:

  • Captação de recursos com ajuda de investidores;
  • Qualificação de projetos junto a cooperativas;
  • Acompanhamento de investimentos.

“Para os agricultores, o recurso é utilizado para diferentes modalidades, de forma a custear a produção de alimentos agroecológicos, garantir infraestrutura de mecanização e capital de giro para compra de matéria-prima”, explicou Terra ao portal UOL. 

Quem pode investir no Finapop? 

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Atualmente, os investimentos já somam R$ 42 milhões. É possível investir em linhas como a CAPEX, investimentos produtivos, e o capital de giro. O valor inicial para investimento é de R$ 100.

“Neste momento, temos por exemplo, um investimento feito pela GAIA para a compra de uma embaladora de grãos a vácuo em uma cooperativa de São Paulo. Neste investimento, a GAIA investe o recurso e a cooperativa dá como garantia seu estoque e as máquinas. Em três anos se devolve o recurso investido”, contou Terra. 

De acordo com a coordenadora do Finapop, o financiamento é uma oportunidade de impacto positivo. Para Terra, “o Finapop contribui para que se consolide uma economia pautada na preservação do meio ambiente e na superação das desigualdades sociais, com a produção de alimentos saudáveis protagonizada pelas cooperativas”.

Imagem: Joa Souza/shutterstock.com

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