O Banco Santander encaminhou a todos os seus funcionários, na última sexta-feira (3), um comunicado sobre o funcionamento de agências físicas em horário estendido, a partir de hoje (6). No texto, o Santander informa que os bancos estarão abertos das 9h às 18h, exclusivamente para clientes que queiram participar do programa Desendivida.
Mudança no horário do Santander revolta funcionários
O Banco Santander causou polêmica entre funcionários ao definir um horário extra de trabalho durante toda essa semana. Entenda o motivo!
A polêmica deixou diversos funcionários insatisfeitos, porque foi uma decisão que não passou pelo movimento sindical nem teve qualquer negociação direta com os trabalhadores bancários.
Horário estendido do Santander já foi alvo de ações judiciais
Ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando o Santander propôs a abertura das agências aos sábados, para foco no Programa Desendivida, agora o funcionamento será apenas de segunda (6) a sexta (10).
Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, as ações judiciais pela tentativa de funcionar aos sábados serviram de lição para o banco. Desta vez, a empresa funcionará somente durante a semana.
Entretanto, ela afirma que “o banco ainda não aprendeu que deve negociar as ações que envolvam os trabalhadores”, ainda que possua um normativo interno de compensação de horas.
Na prática, o funcionamento com horário estendido gera, ao longo de toda a semana, uma carga extra de 2 horas por dia, totalizando 10 horas ao final da sexta-feira.
COE exige do Santander os cuidados com a saúde e segurança dos funcionários
Uma vez que o normativo interno do Santander informa sobre a compensação de horas, e não o pagamento do período extra de trabalho, a coordenadora do COE reforçou que a empresa deve registrar detalhadamente as horas desta semana. Além disso, afirmou que as pausas de almoço e as condições de saúde e segurança dos funcionários serão acompanhadas pela Comissão.
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Para ela, o importante é “que se garanta que os gestores não vão apresentar qualquer tipo de empecilho para que as horas trabalhadas a mais sejam efetivamente compensadas em horas de descanso dos trabalhadores.
Por fim, Lucimara pontuou que o movimento sindical está de olho na ação. De acordo com a coordenadora, “a orientação é para que os trabalhadores que se sentirem lesados, ou forem impedidos de compensar as horas, procurem seus sindicatos”.
Imagem: MOZCO Mateusz Szymanski / Shutterstock.com
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