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Mulheres investem menos do que os homens e são mais conservadoras ao investir

Pesquisa do aplicativo mostrou que mulheres costumam investir menos do que os homens e, quando investem, são mais conservadoras. Saiba mais!

Gabriela Stähler PadilhaPor Gabriela Stähler Padilha5 min de leitura
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Apesar do crescente número de mulheres no mundo dos investimentos, elas ainda investem menos do que os homens no Brasil. Esse dado é de uma pesquisa do aplicativo Guiabolso, que analisou informações de janeiro de 2020. Em média, as mulheres investiram R$ 450 a menos do que os homens no período analisado. Isso está diretamente ligado à diferença salarial, afinal as profissionais do gênero feminino ainda recebem 18% a menos do que os homens.

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Mulheres tendem a ser mais conservadoras ao investir

As mulheres também são mais conservadoras quando o assunto é investimento. Segundo a pesquisa, 42% das entrevistadas deixa o dinheiro na poupança, que rende menos que outros investimentos, mas passa mais sensação de segurança para elas. O percentual de homens que deixam suas reservas na poupança é de 37,5%. O valor médio do saldo da poupança para os homens foi de R$ 4.160, enquanto para as mulheres ficou em R$ 3.573.

Mesmo o Tesouro Direto, que é considerado um dos investimentos mais conservadores e seguros, ainda conta com poucas mulheres em relação aos homens. Segundo dados de 2019, apenas 31% dos investidores do Tesouro eram mulheres.

No próprio aplicativo Guiabolso essa diferença também é percebida: somente 39% dos usuários da plataforma são do sexo feminino. Em muitos casos, as mulheres ainda veem as finanças como um “assunto de homem” e acabam deixando essa responsabilidade para os companheiros, ainda que uma mudança de mentalidade esteja surgindo entre as brasileiras. Entre as usuárias do app, apenas 15% investem.

Na bolsa de valores, elas aos poucos estão marcando presença. Entre 2002 e 2019, o número de mulheres comprando e vendendo ações aumentou em aproximadamente 22 vezes. Até outubro do ano passado, elas representavam 22,7% dos cadastros da bolsa. Além disso, foi verificado que a idade média das investidoras da B3 é de 26 a 35 anos.

Mulheres devem se tornar cada vez mais independentes

Em julho de 2019, o Uol fez uma matéria sobre mulheres que investem na bolsa. Entre as entrevistadas, estava Natália Dalat, que fez da compra e venda de ações uma profissão e virou home broker. Ela atuava como assessora e, com a nova profissão, passou a receber dez vezes mais.

A expectativa para o futuro é de que as mulheres sejam cada vez mais independentes financeiramente, cuidando do próprio dinheiro, diferentemente do que acontecia décadas atrás. Isso ocorre principalmente por causa da crescente taxa de divórcios e também porque em média as mulheres vivem mais do que os homens. Ou seja, o mais recomendado é que as mulheres comecem desde já a conhecer as próprias finanças, olhar extratos, pedir descontos, observar taxas abusivas e, é claro, investir para que o dinheiro cresça com o tempo. 

Iniciativas para incentivar mulheres a investir

Embora ainda sejam poucas a mulheres que investem, não faltam projetos no Brasil que buscam estimular as mulheres a se tornarem investidoras e cuidarem melhor do próprio dinheiro. A corretora Easynvest, por exemplo, criou o projeto Nós, mulheres investidoras.

Por meio dele, a corretora produz vídeos e podcasts, além de manter um grupo no Facebook para dar dicas de investimentos e orientar as mulheres e fazerem suas reservas renderem mais. O grupo do projeto já conta com quase 3 mil membros. A instituição também oferece um e-book gratuito para mulheres, chamado “Investimentos de A a Z”.

A ModalMais, outra corretora de valores, também criou a sua própria página no site destinada às mulheres. Lá são encontrados e-books gratuitos, vídeos e demais informativos para auxiliar as brasileiras a realizarem seus primeiros investimentos. Na página, eles destacam, por exemplo, o fato de que apenas na década de 1960 as mulheres passaram a ter direito a abrir conta-corrente no Brasil.

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Outras startups também veem essa falta de mulheres no mundo de investimentos como uma oportunidade de melhoria. No Brasil está sendo lançado o ElasBank, que pretende entregar uma “solução financeira completa” para mulheres. A nova fintech é fruto de uma parceria entre a historiadora Hanna Schiuma, que entrou no mercado financeiro há três anos, e o  executivo de carreira no Itaú Unibanco Christian Zimmer.

A startup desenvolveu um robô de investimentos para mulheres, que automatiza o processo de alocar o dinheiro. De acordo com o objetivo informado no cadastro, o bot vai atualizando quanto dos fundos está em renda fixa e em renda variável.

Até março do ano que vem, o ElasBank pretende ter mil clientes, conquistadas de maneira orgânica. Segundo entrevista concedida ao Pequenas Empresas e Grandes Negócios, em 2022 o ElasBank pretende conquistar mercado em outros países.

Canais no Youtube criados por mulheres que investem

Já existem canais de Youtube que são voltados para ensinar as mulheres a administrarem o próprio dinheiro e começarem a investir. Um dos mais famosos, por exemplo, é o Me Poupe, de Nathalia Arcuri, com mais de 4 milhões de inscritos. Outra iniciativa é o canal Finanças Femininas, de Carol Sandler, com mais de 110 mil inscritos. Ambas dão dicas sobre renda fixa e renda variável, além de truques para economizar no dia-a-dia.

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Imagem: wocintechchat do Unsplash.

Gabriela Stähler Padilha

Autor

Gabriela Stähler Padilha

Graduanda em Jornalismo pela UNISINOS. Trabalho há sete anos com comunicação e sou apaixonada por finanças pessoais e tecnologia.

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