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Mulheres mais ricas da América do Sul; confira quais são!

Conheça as cinco mulheres mais ricas da América do Sul segundo ranking atualizado da Forbes.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
as mulheres mais ricas da américa do sul

A presença feminina nas listas de bilionários ainda é pequena, mas extremamente significativa. Um exemplo disso é o mais recente levantamento da Forbes, que destaca cinco mulheres sul-americanas com patrimônios bilionários, construídos e preservados em meio a grandes conglomerados familiares. À frente do ranking está a chilena Iris Fontbona, que junto aos filhos administra um império minerador e financeiro.

A publicação, atualizada no dia 9 de maio, reflete os patrimônios líquidos calculados em tempo real e mostra como as heranças e a continuidade de grandes negócios mantêm essas mulheres entre as figuras mais poderosas da região.

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As mulheres mais ricas da América do Sul

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Imagem: leonidassantana – freepik

1. Iris Fontbona: A matriarca do cobre no Chile

  • País: Chile
  • Fortuna estimada: US$ 28,1 bilhões (aproximadamente R$ 158,74 bilhões)
  • Idade: 82 anos

Iris Fontbona lidera o ranking como a mulher mais rica da América do Sul. Viúva do empresário Andrónico Luksic, ela assumiu o controle dos negócios da família após a morte do marido em 2005. Desde então, administra ao lado dos filhos Jean-Paul, Andrónico e Guillermo (falecido em 2013) o grupo Antofagasta Plc, uma das maiores mineradoras de cobre do planeta.

Além do setor de mineração, a família detém o Quiñenco, conglomerado que atua em áreas estratégicas da economia chilena, como o setor bancário, de bebidas e manufatura. Esse império empresarial sustenta a posição de Iris entre as pessoas mais ricas do mundo.

2. Vicky Safra: A força do setor bancário brasileiro

  • País: Brasil
  • Fortuna estimada: US$ 22,2 bilhões (cerca de R$ 125,3 bilhões)
  • Idade: 72 anos

Considerada a mulher mais rica do Brasil, Vicky Safra herdou a fortuna de seu marido, o banqueiro Joseph Safra, falecido em 2020. Com os quatro filhos, ela controla o Banco Safra no Brasil, além do J. Safra Sarasin na Suíça e o Safra National Bank, sediado em Nova York.

Mesmo com perfil discreto, Vicky é peça-chave na manutenção e expansão do legado financeiro da família Safra, um dos clãs mais tradicionais do sistema bancário global.

3. Maria Asunción Aramburuzabala: A bilionária do México que aposta em inovação

  • País: México
  • Fortuna estimada: US$ 9 bilhões (R$ 50,8 bilhões)
  • Idade: 62 anos

María Asunción Aramburuzabala transformou a herança familiar em uma plataforma de investimentos inovadora. Herdou parte da participação no Grupo Modelo, vendido por US$ 20 bilhões para a Anheuser-Busch em 2013, e fundou a Tresalia Capital, empresa que investe em marcas de alto potencial como Tory Burch e Casper.

Ela também atua como conselheira da multinacional Coty Inc, gigante da indústria de cosméticos. O modelo de gestão ativa de seus investimentos garante a ela um lugar de destaque no cenário econômico da América Latina.

4. Beatriz Dávila de Santo Domingo: Discrição e tradição na Colômbia

  • País: Colômbia
  • Fortuna estimada: US$ 4,6 bilhões (R$ 25,9 bilhões)
  • Idade: 86 anos

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Viúva de Julio Mario Santo Domingo, conhecido como o “barão da cerveja” colombiano, Beatriz Dávila herdou mais de um terço da holding familiar sediada em Luxemburgo. Essa estrutura controla ações da Anheuser-Busch InBev e outras multinacionais como Keurig Dr. Pepper, Kraft Heinz e JDE Peet’s.

Além disso, a família possui parte da vinícola francesa Château Pétrus, reconhecida por produzir alguns dos vinhos mais caros do mundo. Mesmo com atuação pública discreta, Beatriz mantém uma presença relevante nos bastidores de grandes corporações.

5. Cynthia Helena Grossman Fleishman: A força por trás da Coca-Cola no México

  • País: México
  • Fortuna estimada: US$ 1,9 bilhão (R$ 10,7 bilhões)
  • Idade: 70 anos

Cynthia Grossman ocupa o quinto lugar da lista como uma das maiores acionistas da Arca Continental, segunda maior engarrafadora da Coca-Cola na América Latina. Filha de Burton Grossman, que fundou o Grupo Continental em 1964, ela e o irmão Bruce controlam cerca de 10% da empresa.

Com atuação que cobre todo o continente americano, a Arca Continental possui mais de 45 fábricas e 345 centros de distribuição. O controle dessa operação massiva garante a Cynthia um lugar no seleto grupo de bilionárias sul-americanas.

O perfil das mulheres mais ricas da América do Sul

as mulheres mais ricas
Imagem: Freepik

Embora a maioria das fortunas tenha origem em heranças, essas mulheres demonstram capacidade estratégica na administração de grandes impérios econômicos. São figuras que mantêm e ampliam negócios em setores-chave como mineração, bancos, bebidas e distribuição, muitas vezes com papel decisivo nas decisões operacionais e na transição para novas gerações.

A concentração de riqueza ainda reflete uma realidade desigual — poucas mulheres figuram entre os maiores bilionários da região —, mas o crescimento e a visibilidade dessas lideranças femininas reforçam o potencial transformador da presença feminina no mundo dos negócios.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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