O Instituto Nacional do Seguro Social programou 401 atendimentos extraordinários para pessoas com deficiência que aguardam a avaliação social do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Grande ABC, em São Paulo.
As ações foram divididas entre as agências de Santo André e São Bernardo do Campo. O primeiro mutirão, com 231 vagas, foi marcado para os dias 12 e 13 de setembro de 2026, em Santo André.
A próxima etapa está prevista para 26 e 27 de setembro, em São Bernardo, com 170 atendimentos inicialmente anunciados. As vagas dependem de agendamento e disponibilidade no sistema, por isso o interessado não deve comparecer sem horário confirmado.
O objetivo é antecipar avaliações que já estavam marcadas para datas mais distantes e acelerar a análise do BPC para pessoas com deficiência. A iniciativa não representa aprovação automática do benefício, mas pode reduzir o tempo de espera por uma etapa obrigatória do processo.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
Os mutirões concentram atendimentos em finais de semana, quando as agências normalmente não funcionam para o público. A abertura extraordinária permite utilizar a estrutura e as equipes do INSS para atender mais pessoas sem comprometer a agenda dos dias úteis.
Ao todo, foram organizadas duas ações:
| Cidade | Datas | Vagas anunciadas | Local |
|---|---|---|---|
| Santo André | 12 e 13 de setembro | 231 | Rua Adolfo Bastos, 520 |
| São Bernardo do Campo | 26 e 27 de setembro | 170 | Rua Maria Adelaide de Lima Quelhas, 55 |
O atendimento de Santo André foi programado das 7h às 14h. Já os horários individuais devem ser consultados no comprovante de agendamento do beneficiário.
Como os dias 12 e 13 de setembro já passaram, a oportunidade ainda prevista no calendário é a de São Bernardo, em 26 e 27 de setembro. O cidadão deve verificar no Meu INSS ou pela Central 135 se ainda existe possibilidade de antecipação.
Quem pode conseguir uma vaga no mutirão?
As vagas são destinadas a pessoas com deficiência que solicitaram o BPC e precisam passar pela avaliação social. Portanto, não se trata de um atendimento geral para aposentadorias, pensões ou outros serviços previdenciários.
Também não é um mutirão de entrada livre. Somente deve comparecer quem conseguir marcar ou antecipar o atendimento pelos canais oficiais e receber a confirmação da data, do horário e da agência.
Quem ainda não apresentou o pedido do BPC pode iniciar o requerimento, mas isso não garante uma das vagas extraordinárias. A disponibilidade depende da agenda aberta pelo INSS e da etapa em que o processo se encontra.
O interessado deve consultar:
- site ou aplicativo Meu INSS;
- Central Telefônica 135;
- área “Consultar pedidos” no Meu INSS;
- notificações relacionadas ao requerimento.
Se o sistema mostrar a opção de antecipar a avaliação para uma das datas do mutirão, o cidadão poderá aceitar a nova agenda. Caso contrário, o atendimento anterior permanece válido.
Como tentar antecipar a avaliação social?
O caminho mais prático é acessar o Meu INSS com CPF e senha do Gov.br. Na plataforma, o requerente deve consultar o andamento do pedido e verificar os agendamentos vinculados ao processo.
O passo a passo pode ser feito desta maneira:
- Entre no site ou aplicativo Meu INSS;
- Acesse a conta Gov.br;
- Selecione “Consultar pedidos”;
- Localize o requerimento do BPC;
- Confira as informações e os agendamentos;
- Verifique se existe opção de antecipação;
- Confirme a nova data, caso esteja disponível;
- Salve ou imprima o comprovante.
Também é possível ligar para o número 135. O atendente poderá verificar a situação do processo e informar se existe vaga disponível para antecipação.
A ligação para a Central 135 é gratuita quando feita de telefone fixo. Pelo celular, pode haver cobrança conforme a operadora. O atendimento humano funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, pelo horário de Brasília.
O que é a avaliação social do BPC?
A avaliação social é uma das etapas utilizadas para analisar o pedido do BPC apresentado por uma pessoa com deficiência.
Durante o atendimento, o profissional busca compreender como a condição de saúde e as barreiras existentes no cotidiano afetam a autonomia, a participação social e a vida do requerente.
Não se trata apenas de perguntar quanto a família recebe. A análise pode considerar moradia, acesso a tratamentos, necessidade de cuidados, mobilidade, apoio familiar, escolarização e dificuldades enfrentadas para realizar atividades diárias.
Uma criança com Transtorno do Espectro Autista, por exemplo, não recebe o BPC automaticamente por causa do diagnóstico. A equipe avaliará os impedimentos de longo prazo e as barreiras que afetam sua participação na sociedade, além dos critérios de renda e cadastro.
Qual é a diferença entre avaliação social e perícia médica?
A avaliação social e a perícia médica possuem funções diferentes e complementares.
Na perícia, o profissional de saúde analisa informações médicas, limitações funcionais, tratamentos e o caráter duradouro do impedimento. Já a avaliação social observa a realidade vivida pelo requerente e as barreiras encontradas no ambiente familiar e comunitário.
Essas etapas formam a avaliação biopsicossocial. O termo significa que a deficiência não é examinada somente pelo diagnóstico, mas pela relação entre a condição da pessoa e os obstáculos que dificultam sua participação plena na sociedade.
Em termos simples, duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem enfrentar impactos diferentes. Uma pode ter acesso a tratamento, transporte e apoio permanente, enquanto outra vive em uma área sem serviços adequados e depende integralmente de familiares.
Por isso, entregar apenas um laudo médico não encerra a análise do BPC. O INSS precisa verificar o conjunto das informações.
Fazer a avaliação garante a aprovação do BPC?
Não. A participação no mutirão apenas permite cumprir ou antecipar uma etapa do processo.
Depois da avaliação social e da perícia médica, o INSS ainda precisa conferir os demais requisitos, como renda, Cadastro Único, CPF, biometria e composição familiar.
O pedido pode ser aprovado, negado ou receber uma exigência. A exigência ocorre quando o INSS precisa de informação ou documento adicional antes de decidir.
Ao antecipar a avaliação, o requerente pode receber uma resposta mais rapidamente, mas não passa a ter preferência na análise do mérito nem garantia de concessão.
Quem tem direito ao BPC?
O BPC é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social. Ele garante um salário mínimo mensal a dois grupos:
- pessoas idosas com 65 anos ou mais;
- pessoas com deficiência de qualquer idade.
Nos dois casos, é necessário atender ao critério de baixa renda e aos demais requisitos legais. Para a pessoa com deficiência, também existe a avaliação biopsicossocial.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, os principais critérios incluem:
- residir no Brasil;
- ter renda familiar por pessoa de até um quarto do salário mínimo;
- manter o Cadastro Único atualizado;
- informar o CPF dos integrantes da família;
- possuir CPF em situação regular;
- contar com registro biométrico em base aceita;
- comprovar idade ou deficiência, conforme o pedido.
Em 2026, o BPC corresponde a R$ 1.621 por mês, valor do salário mínimo nacional.
É preciso ter contribuído para o INSS?
Não. Apesar de o pedido ser analisado pelo INSS, o BPC não é uma aposentadoria e não exige contribuições anteriores.
Uma pessoa com deficiência que nunca trabalhou com carteira assinada pode receber o benefício, desde que cumpra os critérios. O mesmo vale para uma pessoa idosa com 65 anos ou mais que não conseguiu completar o tempo de contribuição necessário para se aposentar.
Por ser assistencial, o BPC não paga 13º salário e não gera pensão por morte para dependentes.
Como é calculada a renda do BPC?
A renda por pessoa, também chamada de renda per capita, é obtida pela soma dos rendimentos considerados da família dividida pelo número de integrantes que entram no cálculo.
Imagine uma família formada por quatro pessoas com renda mensal considerada de R$ 1.200. A conta será:
R$ 1.200 ÷ 4 = R$ 300 por pessoa.
Em 2026, com salário mínimo de R$ 1.621, um quarto corresponde a R$ 405,25. Nesse exemplo, a renda de R$ 300 por pessoa ficaria abaixo da referência legal.
Isso não assegura sozinho a concessão. O INSS ainda avaliará os demais critérios, e nem toda pessoa que mora no mesmo endereço é necessariamente considerada integrante da família para o cálculo do BPC.
Além disso, determinados rendimentos podem ser desconsiderados nas situações previstas em lei. Por isso, o resultado feito em casa serve apenas como referência.
Quais documentos levar ao mutirão?
O requerente deve comparecer com documento oficial de identificação com foto. Também é recomendável levar o comprovante de agendamento e os documentos relacionados à situação familiar, social e médica.
Para menores de 16 anos que ainda não possuem documento de identidade com foto, poderá ser apresentada a certidão de nascimento original, conforme a orientação divulgada para os mutirões.
Entre os documentos úteis estão:
- documento de identidade e CPF do requerente;
- documento do responsável legal;
- certidão de nascimento do menor de 16 anos;
- comprovante do agendamento;
- comprovante de endereço;
- laudos, relatórios e exames médicos;
- receitas e comprovantes de tratamento;
- termos de guarda, tutela ou curatela, quando houver;
- documentos que demonstrem despesas relevantes;
- comprovantes relacionados à rotina de cuidados.
Embora a avaliação social não seja uma perícia médica, relatórios de profissionais que acompanham a pessoa podem ajudar a explicar suas necessidades e as barreiras enfrentadas.
O requerente não deve entregar documentos originais sem necessidade. O ideal é levar os originais para conferência e manter cópias ou arquivos digitais de todo o material.
Crianças precisam comparecer?
A orientação para os mutirões é que o titular do pedido esteja presente. No caso de crianças e adolescentes, o menor deve comparecer acompanhado pelo responsável legal.
O responsável não substitui automaticamente a presença da criança, pois a avaliação está relacionada à pessoa que solicita o benefício.
Caso exista uma condição de saúde que torne o deslocamento inviável, a família deve comunicar o INSS antecipadamente e pedir orientação. Simplesmente faltar pode atrasar o processo.
É necessário chegar com antecedência?
A recomendação é chegar aproximadamente 15 minutos antes do horário marcado. Isso permite localizar o setor responsável, apresentar os documentos e resolver eventuais dúvidas de identificação.
Chegar cedo não significa que o atendimento será antecipado. A organização segue os horários agendados, e uma chegada muito antecipada pode aumentar desnecessariamente o período de espera da pessoa com deficiência.
Também não é indicado chegar depois do horário. Como o mutirão reúne muitos atendimentos em um período reduzido, o atraso pode comprometer a realização da avaliação.
Onde serão realizados os atendimentos?
Agência do INSS em Santo André
A primeira ação foi programada para os dias 12 e 13 de setembro, com 231 vagas.
Endereço: Rua Adolfo Bastos, 520, Santo André, São Paulo.
Agência do INSS em São Bernardo do Campo
A segunda ação está prevista para os dias 26 e 27 de setembro, com 170 atendimentos.
Endereço: Rua Maria Adelaide de Lima Quelhas, 55, São Bernardo do Campo, São Paulo.
Antes de sair de casa, o requerente deve conferir o endereço e o horário no comprovante. O agendamento é pessoal e não deve ser transferido para outra pessoa.
Por que o INSS realiza mutirões?
As agências do Grande ABC recebem mensalmente um volume elevado de solicitações. Segundo informações divulgadas pela gerência executiva regional, são aproximadamente 1.323 pedidos mensais de BPC para pessoas com deficiência e 703 requerimentos apresentados por pessoas idosas.
A avaliação social exige profissionais especializados e horários reservados. Quando a procura supera a capacidade das agendas regulares, os atendimentos podem ser marcados para meses seguintes.
Os mutirões utilizam períodos extraordinários para reduzir esse intervalo. Quanto mais cedo as avaliações obrigatórias forem concluídas, mais rapidamente o processo poderá avançar para a decisão.
Isso é especialmente relevante para famílias que enfrentam despesas permanentes com alimentação especial, transporte, medicamentos, terapias e cuidados.
O que fazer depois da avaliação?
Depois do atendimento, o requerente deve acompanhar o processo pelo Meu INSS. Não é necessário abrir um novo pedido nem repetir a solicitação.
No sistema, o processo poderá aparecer em análise, com exigência ou concluído. Se houver exigência, será informado o que precisa ser apresentado e o prazo para resposta.
O acompanhamento pode ser feito desta maneira:
- Entre no Meu INSS;
- Selecione “Consultar pedidos”;
- Abra o requerimento do BPC;
- Clique em “Detalhar”;
- Leia as movimentações e mensagens;
- Cumpra eventuais exigências dentro do prazo.
Não existe cobrança para liberar o resultado. Mensagens que peçam Pix, depósito, senha bancária ou código de segurança são tentativas de golpe.
E se o pedido for negado?
A decisão apresenta o motivo do indeferimento. Entre as razões possíveis estão renda acima do limite, Cadastro Único irregular, ausência em avaliação ou não reconhecimento dos critérios relacionados à deficiência.
Se discordar, o requerente poderá apresentar recurso administrativo dentro do prazo indicado na decisão, normalmente de 30 dias após tomar conhecimento do resultado.
O recurso deve explicar por que a decisão estaria incorreta e incluir documentos que sustentem a contestação. Apenas repetir o pedido sem enfrentar o motivo da negativa reduz a chance de revisão.
Famílias de baixa renda também podem procurar a Defensoria Pública da União para orientação jurídica, conforme a disponibilidade de atendimento na região.
O mutirão pode acelerar, mas exige agendamento
Os dois mutirões organizados no Grande ABC somam 401 atendimentos, mas a primeira etapa, com 231 vagas em Santo André, foi marcada para 12 e 13 de setembro.
A próxima ação será em São Bernardo do Campo, nos dias 26 e 27, com 170 vagas inicialmente anunciadas. Quem aguarda a avaliação social deve consultar imediatamente o Meu INSS ou a Central 135 para saber se ainda existe possibilidade de antecipação.
O comparecimento sem agendamento não garante atendimento. Quem conseguir uma vaga deve conferir o horário, separar os documentos e chegar com cerca de 15 minutos de antecedência.
Perguntas frequentes

Quem pode participar do mutirão do BPC?
Pessoas com deficiência que solicitaram o BPC e precisam realizar a avaliação social, desde que possuam agendamento confirmado para uma das ações.
Ainda existem vagas para o mutirão de São Bernardo?
Foram anunciados 170 atendimentos para 26 e 27 de setembro. A disponibilidade atual deve ser consultada no Meu INSS ou pela Central 135.
Posso comparecer sem agendamento?
Não é recomendado. O mutirão funciona com horários marcados, e o comparecimento espontâneo não garante atendimento.
Como antecipar a avaliação social do BPC?
O requerente deve consultar o pedido no Meu INSS ou ligar para o número 135 e verificar se existe uma data antecipada disponível.
O mutirão também fará perícia médica?
As vagas anunciadas são voltadas à avaliação social. O requerente deve conferir no comprovante se existe outro procedimento agendado.
Criança com autismo pode receber o BPC?
Pode, desde que cumpra os critérios de renda e cadastro e tenha a deficiência reconhecida pela avaliação biopsicossocial. O diagnóstico isolado não garante a concessão.
Preciso ter contribuído para receber o BPC?
Não. O BPC é assistencial e não exige contribuição ao INSS.
Qual é o valor do BPC em 2026?
O benefício paga um salário mínimo mensal, equivalente a R$ 1.621 em 2026.
O que levar para a avaliação social?
É necessário levar documento de identificação. Também são recomendados comprovante de agendamento, documentos do responsável legal, relatórios, laudos e comprovantes que ajudem a demonstrar a realidade do requerente.
