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“Não paga nada”, diz líder do MST sobre agronegócio brasileiro

Em entrevista, o líder do MST também aponta haver um modelo útil para suprir o agronegócio brasileiro. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem de uma caminhada do MST

Em entrevista realizada ao RedeTV! É Notícia, Pedro Stedile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), teceu várias críticas ao agronegócio brasileiro. Segundo o militante, o retorno obtido por esse tipo de mercado é muito baixo para a população.

Simultaneamente, Stedile comenta que o modelo de agricultura não é sustentável, especialmente pelo tipo de técnica utilizada e pela dependência de maquinário dentro desse setor. O militante, ainda, critica o impacto causado pelo desmatamento proveniente do agronegócio.

Nesse contexto, o líder do MST propôs como saída, durante a entrevista concedida ao programa, a agricultura familiar. O modelo, de acordo com ele, é o que faz com que a população brasileira se alimente, afinal, 80% do que é consumido está relacionado a esse tipo de produção.

Críticas do líder do MST ao agronegócio

Inicialmente, o líder do MST argumentou sobre o impacto ambiental causado pelo agronegócio. Ainda que, para ele, a propaganda da mídia sobre o modelo de agricultura seja mais positiva que a realidade material dos fatos.

Agronegócio não é o motor da economia brasileira, pois, conforme Stedile, é “totalmente subsidiado e não paga imposto de importação”. Outra crítica de Stedile é sobre o modelo de produção do setor, que foca mais na criação de commodities do que em produzir alimentos.

Dessa forma, Stedile chega a reconhecer que o agronegócio gera riquezas, entretanto, a sociedade brasileira não se beneficia dessa geração de capital.

Defesa da agricultura familiar

Em meio às críticas ao modelo do agronegócio, o líder do MST traz a agricultura familiar como alternativa. Afinal, para o militante, esse modelo auxilia a população, pois, as “pequenas unidades” de produção, inicialmente, fornecem para a própria família e, posteriormente, buscam a comercialização no mercado interno.

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Além disso, Stedile elenca que é possível a inversão dessa cadeia. Nesse caso, o produtor tem ligação a setores específicos, como acontece com o mercado de leite, frangos e suínos. Ainda assim, esse trabalhador mantém sua produção para consumo familiar.

Por fim, o líder do MST reforçou que “80% do alimento” que a população brasileira consome é fruto da agricultura familiar. O militante destaca, ainda, que “só não é 100%” devido à produção do agronegócio voltada para a carne bovina e o óleo de soja.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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