Em março de 2026, o Governo Federal consolidou a prática de antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida, que já vem sendo aplicada em anos anteriores, visa injetar liquidez na economia brasileira ainda no primeiro semestre, beneficiando mais de 33 milhões de segurados.
Nem todos recebem o 13º do INSS na mesma data
Confira o calendário completo do 13º salário do INSS em 2026. Saiba as datas de pagamento da 1ª e 2ª parcelas e veja quem tem direito à antecipação.
O pagamento do abono natalino, tecnicamente chamado de gratificação natalina, é um direito garantido pela Lei nº 8.213/91. Em 2026, com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621,00, os valores das parcelas acompanham o novo piso nacional, representando um incremento significativo no poder de compra das famílias brasileiras, especialmente no setor de serviços e comércio.
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Calendário oficial: datas da primeira e segunda parcelas
O cronograma de pagamentos do INSS é dividido em dois grandes grupos: aqueles que recebem até um salário mínimo e aqueles que possuem renda mensal superior ao piso previdenciário. As datas são definidas pelo último dígito do Número de Identificação Social (NIS), desconsiderando o dígito verificador após o traço.
Pagamentos para quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.621,00)
Para este grupo, a primeira parcela, correspondente a 50% do valor do benefício sem descontos, será depositada entre o final de abril e o início de maio. Já a segunda parcela, que inclui os descontos de Imposto de Renda (se aplicável), ocorre entre o final de maio e o início de junho.
- Final 1: Abril/Maio
- Final 2: Abril/Maio
- Final 3: Abril/Maio
- …seguindo até o Final 0.
Pagamentos para quem ganha acima do salário mínimo
Segurados que recebem valores entre o piso e o teto previdenciário (R$ 8.475,55 em 2026) têm um calendário levemente deslocado, geralmente concentrado nos primeiros cinco dias úteis do mês subsequente.
- Finais 1 e 6: Maio (1ª parcela) / Junho (2ª parcela)
- Finais 2 e 7: Maio (1ª parcela) / Junho (2ª parcela)
Quem tem direito ao 13º salário do INSS em 2026?
O benefício não é universal para todos os cadastrados no INSS. É fundamental entender quem está na folha de pagamento deste abono para evitar falsas expectativas.
Segurados elegíveis
Têm direito ao recebimento proporcional ou integral:
- Aposentados: Por idade, tempo de contribuição, invalidez ou especial.
- Pensionistas: Beneficiários de pensão por morte.
- Auxílios: Beneficiários de auxílio-doença (incapacidade temporária), auxílio-acidente ou auxílio-reclusão.
Quem NÃO recebe o 13º salário
O maior equívoco dos segurados envolve o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Por se tratar de um benefício assistencial e não previdenciário (ou seja, não exige contribuição), o BPC não dá direito ao 13º salário por lei. Da mesma forma, beneficiários da Renda Mensal Vitalícia (RMV) também não recebem o abono.
Como consultar o valor exato pelo Meu INSS
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Em 2026, a consulta aos valores tornou-se ainda mais intuitiva através da plataforma Meu INSS (site ou aplicativo). O segurado deve observar o “Extrato de Pagamento” para conferir a rubrica específica do abono.
Passo a passo da consulta
- Faça login com sua conta Gov.br (preferencialmente níveis Prata ou Ouro).
- Clique em “Extrato de Pagamento”.
- Selecione o mês de referência (Abril ou Maio/2026).
- Verifique o código de pagamento: a primeira parcela virá identificada como código 101 (Salário) e uma linha específica para o 13º Salário.
Regras de cálculo: primeira vs. segunda parcela
A primeira parcela é sempre bruta, equivalente a exatamente metade do valor do benefício mensal atual. Não há retenção de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nesta etapa. A segunda parcela é onde ocorrem os ajustes: se o segurado é tributável, o desconto do IR incide sobre o valor total do 13º e é subtraído desta segunda cota.
Cuidados com segurança e consignados
O período de pagamento do 13º costuma atrair a atenção de golpistas e instituições financeiras que oferecem a “antecipação do 13º” via empréstimo. É vital que o segurado saiba diferenciar o pagamento oficial do governo (que não gera juros) da antecipação bancária (que é um empréstimo com juros).
Especialistas em finanças recomendam que o segurado priorize o uso deste recurso para o pagamento de dívidas com juros altos (como cartão de crédito) ou para a formação de uma reserva de emergência, dado que, ao receber o valor no primeiro semestre, o aposentado não terá esse reforço financeiro em dezembro.
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