A fintech Neon conseguiu se recuperar depois de seu então parceiro bancário homônimo Neon ter sido liquidado pelo Banco Central. Isso aconteceu devido ao comprometimento da situação econômica-financeira e violações às normas legais. O Neon, desde então, mais do que dobrou a sua base de clientes. A fintech passou para 1,6 milhão, enquanto entra em novos segmentos e se prepara para uma nova rodada de captação por investidores.

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Depois de 7 meses após liquidação de banco parceiro, Neon consegue dobrar base de clientes

A liquidação realizada pelo Banco Central colocou a fintech em situação delicada, tanto que ficou por alguns dias impedida de abrir novas contas.

“O modelo de fintechs no Brasil mostrou que é seguro e funciona”, disse à Reuters o diretor de operações da Neon, Jean Sigrist.

Na época, a fintech contava com cerca de 600 mil clientes e rapidamente fez parceria com outra instituição financeira, o Banco Votorantim. As fintechs são autorizadas pelo Banco Central a operar no país desde que estejam ligadas a uma instituição financeira detentoras de licença.

De acordo com Sigrist, quando o público se deu conta de que as atividades da fintech eram segregadas do banco, as aberturas de contas retomaram o ritmo.

Posteriormente, a fintech retomou a emissão de cartões de crédito e de crédito pessoal. Já no mês de novembro, a Neon começou a operar com contas para pequenas e médias empresas. Além das contas de pagamentos, a fintech tem aproximadamente 50 mil pessoas físicas que investem em produtos de investimentos. O plano para 2019 é começar a oferecer crédito pessoal.

A Neon entrou num ciclo de lançamentos mais intenso do que imaginava no início deste ano. Por isso, começou a preparar o terreno, sondando investidores no exterior para conseguir recursos para financiar novos investimentos.

Um dia antes da intervenção do BC no banco parceiro, em maio, a Neon já havia anunciado uma captação de US$ 22 milhões dos investidores Propel Venture Partners, Monashees, Quona Capital, Omidyar Network, Tera e Yellow Ventures. Portanto, como parte da operação, o controle acionário passou a ser exercido por uma holding britânica.

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Fonte: G1.