Em meio a instabilidade sobre o futuro das estatais, especialmente após os boatos acerca das Leis das Estatais, a Petrobras viu seu valor de mercado despencar em R$30 bilhões nos últimos dias, gerando questionamentos sobre o pagamento dos dividendos.
No pior dos mundos, retorno de dividendos da Petrobras será acima de 10%, diz gestor
Em meio às incertezas sobre a "Lei das Estatais", especialistas apontam que a Petrobras seguirá pagando bons dividendos. Entenda os motivos.
Ainda assim, profissionais do mercado acreditam que, mesmo com a crise, os dividendos pagos pela estatal serão acima de 10%.
Em entrevista ao Money Times, Luiz Fernando, CEO da Financap, afirmou que: “no pior dos mundos, retorno de dividendos da Petrobras será acima de 10%”. No entanto, há a expectativa de como o mercado vai reagir sobre o futuro da empresa.
Pagamento de dividendos da Petrobras
Como visto nos últimos anos, a atual gestão da Petrobras se destacou pelo pagamento de dividendos aos acionistas. Neste contexto, Fernando, em sua entrevista para o Money Times, apontou que esta tendência seguirá pelo menos até o final de 2023.
Dessa forma, mesmo que a multinacional opte por pagar 25%, o mínimo obrigatório por lei, o retorno de dividendos da Petrobras será acima de 10%.
Assim, essa ideia vai de encontro a outros players do mercado, que estimam a companhia tendo um caixa de cerca de US$17 bilhões em 2023. Com este cenário, o rendimento de dividendos seria de 23% aos acionistas da empresa.
Além disso, o CEO da Financap apontou em sua entrevista ao Money Times que o valor das ações da Petrobras estão baratas, mesmo considerando os riscos.
Lei das Estatais
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Na última terça-feira, 13 de dezembro, a Câmara dos Deputados aprovou o PL que altera a “Lei das Estatais”, medida que gerou instabilidade no mercado.
Em suma, as alterações abrem margem para indicações políticas na ocupação de postos dentro das estatais, algo que foi interrompido em 2016. Dessa forma, os agentes da bolsa de valores reagiram negativamente, especialmente pelo receio de interferência direta do governo nessas empresas.
Contudo, o PL ainda vai para aprovação no Senado e, por fim, o presidente vai sancionar ou não a lei. Ainda não há data para isso ocorrer, mas as incertezas já afetam as estatais, incluindo os dividendos da Petrobras.
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
