A Nomad, fintech que revolucionou a forma como brasileiros compram dólares e gastam no exterior, vive um momento de amadurecimento estratégico. Sob o comando de Lucas Vargas, CEO desde 2021, a empresa mantém seu DNA inovador enquanto se adapta às mudanças do mercado e projeta sua entrada com força no segmento de investimentos.
“Crise do IOF foi exagerada”, diz CEO da Nomad ao destacar robustez do setor
Lucas Vargas, CEO da Nomad, vê exagero na crise do IOF e aposta no crescimento via investimentos.
Em entrevista ao programa VEJA S/A, Vargas abordou temas como a polêmica em torno do IOF, os impactos das novas gerações no comando das empresas financeiras e o futuro da Nomad. Para o executivo, o suposto “abalo” causado pela alta do IOF foi superestimado e a robustez do setor garante sua resiliência.
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O crescimento meteórico da Nomad com tarifas mais baixas

O sucesso inicial da Nomad se explica em grande parte por sua proposta clara: tarifas significativamente menores para a compra de dólares quando comparadas às dos grandes bancos. Essa vantagem competitiva rapidamente atraiu uma legião de clientes brasileiros ávidos por economizar em suas viagens ao exterior ou em compras internacionais.
Com um crescimento robusto da base de usuários, a fintech ganhou o apelido de “queridinha dos brasileiros” no segmento e consolidou sua posição como referência para operações em moeda estrangeira.
Nova aposta: investimentos com assessoria gratuita
Buscando diversificar seu portfólio e ampliar sua receita, a Nomad já começou a investir pesadamente em sua vertical de investimentos.
Segundo Vargas, a empresa agora oferece consultoria gratuita para clientes que investirem mais de 25 mil dólares na plataforma, numa estratégia para fidelizar um público de maior poder aquisitivo.
Crise do IOF: impacto foi “superestimado”
Um dos temas mais discutidos recentemente no mercado financeiro foi o aumento do IOF para operações internacionais, o que gerou apreensão entre investidores e consumidores. Para Lucas Vargas, no entanto, o alarde foi desproporcional.
Para ele, o setor financeiro se reinventa e se adapta muito rápido. A robustez do nosso modelo de negócios e a flexibilidade da indústria minimizaram os efeitos práticos dessa alta do IOF. Na visão do executivo, medidas como essa fazem parte do ambiente volátil típico do mercado brasileiro, mas não comprometem o potencial de crescimento de players inovadores como a Nomad.
A nova geração no comando da transformação
Outro ponto abordado por Vargas na entrevista foi a mudança cultural em curso no setor financeiro. A chegada de uma nova geração de líderes às posições C-Level tem provocado uma quebra de paradigmas e impulsionado novas práticas, mais alinhadas às expectativas dos clientes modernos.
Segundo ele, empresas que conseguem dialogar com essas novas demandas e adotar um modelo ágil, centrado no cliente, saem na frente.
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O dólar alto e as alternativas dos clientes
Mesmo com a escalada recente do dólar, muitos clientes têm buscado alternativas para manter seus investimentos em moeda forte e proteger seu patrimônio.
Vargas explica que a Nomad tem observado um movimento interessante: usuários mais bem informados migram para soluções mais sofisticadas e se mostram dispostos a diversificar suas aplicações para além da simples conta em dólar.
Um futuro ambicioso para a fintech

O tom da entrevista deixa claro que a Nomad não pretende parar por aqui. Com planos ambiciosos para a vertical de investimentos e a intenção de ampliar sua base de clientes premium, a fintech aposta em inovação contínua para manter sua posição de destaque.
A estratégia de Vargas reforça a crença de que a empresa ainda tem muito espaço para crescer, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador. Para os brasileiros interessados em expandir horizontes financeiros no exterior, a Nomad segue como uma das opções mais atraentes do mercado.
Com informações de: VEJA
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