O rotativo do cartão de crédito se tornou um dos assuntos mais comentados nos últimos, principalmente após o governo pressionar os bancos para reduzir os juros. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, quatro em cada dez consumidores brasileiros têm dívidas relacionadas a esse tipo de empréstimo.
Notícia sobre cartão de crédito preocupa brasileiros
Além de preocupar os consumidores brasileiros, o cartão de crédito também está sendo observado de perto pelo governo. Saiba mais!
Esse dado é péssimo para quem, por exemplo, precisar recorrer ao rotativo de cartão de crédito para pagar o valor mínimo da fatura. A situação preocupa ainda mais se o consumidor observar que a taxa de inadimplência é a maior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011: 44,7%.
Entenda o efeito ‘bola de neve’ provocado pelo crédito rotativo
O pagamento da fatura do cartão de crédito pode ocorrer de duas formas: integralmente ou de uma pequena parte. Quando a pessoa decide optar pela segunda maneira de quitação, ou seja, pelo mínimo, o valor corresponde a 15% do total da cobrança.
Por não pagar o valor total da fatura, o crédito rotativo é acionado. Isso faz com que a divida vá para o mês seguinte, com adição de juros que podem ficar entre 11% a 12% ao mês. Sendo assim, essa taxa incide sobre o valor restante do débito em cada nova fatura e persiste até que tudo seja devidamente pago.
Mas não para por aí. As instituições financeiras ainda cobram multa por atraso e juros de mora. A primeira cobrança é de 2% ao mês, já na segunda, a tarifa não pode passar de 1% ao mês. Tudo isso faz com que a dívida se torne uma “bola de neve”.
Grupo de trabalho para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito
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O BC, os bancos e o Governo Federal planejam se reunir para estudar soluções para reduzir os juros do rotativo do cartão de crédito. Um estudo sobre o mercado envolvido com esse tipo de produto e os impactos para a economia, consumo e Produto Interno Bruto (PIB) já foi apresentado ao Ministério da Fazenda.
“Uma boa parte do que pessoal que está no Serasa hoje é por conta do cartão de crédito. Não só, mas é também por cartão de crédito. E as pessoas não conseguem sair do rotativo. É preciso encontrar um caminho negociado como fizemos com a redução do consignado dos aposentados”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Imagem: fizkes / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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