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Planeje sua viagem: como economizar com o novo IOF em vigor

Nova alíquota do IOF de 3,5% para câmbio entra em vigor. Saiba como a mudança impacta o custo das viagens internacionais e como planejar seus gastos.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
Feriado

Desde a última sexta-feira, 23, quem planeja viagens ao exterior precisa rever seus cálculos financeiros. Entrou em vigor a nova alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transações de câmbio, que unifica a cobrança em 3,5% para quase todas as formas de pagamento em moeda estrangeira — incluindo dinheiro em espécie, cartão de crédito, débito e cartões pré-pagos. Antes, essa taxa variava entre 1,1% e 3,38%, dependendo do meio de pagamento.

Essa alteração, embora pareça pequena, tem impacto direto no bolso do viajante e afeta o custo total da viagem internacional. Entenda como essa mudança funciona, quem será mais afetado e o que fazer para minimizar os prejuízos.

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O que mudou na alíquota do IOF para câmbio?

IOF
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Antes da mudança, o IOF para compra de moeda estrangeira tinha alíquotas distintas:

Alíquotas anteriores

  • 1,1% para compras via cartão de crédito e remessas internacionais classificadas como investimentos;
  • 3,38% para compras em espécie e cartões pré-pagos;
  • Alíquotas variáveis para outros meios.

Alíquota unificada

Agora, a alíquota única de 3,5% se aplica para todas as formas de compra de moeda estrangeira, tornando o imposto mais alto para quem utilizava o cartão de crédito, mas mais uniforme e simples para o sistema.

Impacto direto nas despesas do viajante

O aumento do IOF encarece os gastos em dólar ou outras moedas, aumentando os custos totais das viagens internacionais. Douglas Ferreira, especialista em câmbio da corretora Planner, aponta que “as viagens internacionais encareceram 2,4% com a mudança da alíquota do IOF para operações de aquisição de moeda estrangeira em espécie e remessas de disponibilidade”.

Depoimento de viajantes

Thais Botelho Lima, fisioterapeuta de 25 anos, sentiu no bolso o impacto da nova regra. Com uma viagem marcada para o Chile, ela relata que o aumento do IOF modificou seu planejamento financeiro. “Com certeza vai impactar, pois encarece alguns custos, principalmente para a conversão da moeda,” conta.

Thais pretendia usar principalmente débito e dinheiro em espécie, que antes tinham taxas menores, mas agora está considerando usar mais o cartão de crédito para tentar equilibrar os custos. “Isso afeta o orçamento e também o ânimo, porque sentimos que nosso dinheiro vale cada vez menos,” desabafa.

Como planejar viagens internacionais com a nova alíquota do IOF?

Planejamento financeiro é essencial para quem vai viajar para o exterior em 2025. Douglas Ferreira recomenda algumas estratégias para minimizar o impacto:

Comprar moeda aos poucos e fazer preço médio

Adquirir moeda estrangeira parceladamente pode proteger contra oscilações bruscas no câmbio. Comprar tudo de uma vez só após uma queda momentânea pode ser arriscado.

Usar cartão em situações pontuais

O cartão de crédito cobra a cotação do dólar no dia da compra, que pode variar bastante. Por isso, o ideal é usar esse meio apenas quando necessário, para evitar surpresas.

Considerar o cartão pré-pago

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Com a unificação do IOF, o cartão pré-pago se torna mais competitivo e pode ser uma boa opção para quem quer controlar melhor os gastos.

Remessa para conta internacional

Para quem tem conta no exterior, uma alternativa vantajosa é fazer remessas para essa conta, pois a operação é feita com taxa comercial, geralmente mais baixa que a taxa turística, e o IOF cai para 1,1% quando a operação é considerada investimento.

Levar moeda em espécie para emergências

Apesar do IOF, é recomendável levar uma parte do dinheiro em espécie para emergências durante a viagem.

Quais serviços são impactados além da compra de moeda?

IOF
Imagem: beeboys / Shutterstock.com

A nova alíquota do IOF também encarece pacotes turísticos e serviços pagos em dólar mesmo dentro do Brasil, como cruzeiros internacionais. Segundo Douglas Ferreira, o aumento dos custos deve ser repassado aos consumidores, o que pode tornar esses serviços mais caros em 2025.

Conclusão

A nova alíquota do IOF para operações de câmbio, fixada em 3,5%, tornou as viagens internacionais mais caras para o brasileiro em 2025. A mudança impacta diretamente o orçamento, obrigando o viajante a repensar formas de pagamento e estratégias para economizar.

Especialistas recomendam diversificação de métodos, compras parceladas da moeda estrangeira e atenção ao uso do cartão de crédito. Para quem tem conta no exterior, a remessa para essa conta pode ser uma alternativa vantajosa.

Com planejamento, é possível minimizar o impacto no bolso e ainda aproveitar a viagem sem grandes sobressaltos financeiros.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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