A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) ganhou etapas digitais que facilitam a vida de quem precisa fazer o documento. Em vez de sair de casa apenas para descobrir onde há atendimento ou enfrentar uma fila para conseguir informações, o cidadão pode, em vários estados, consultar postos, verificar vagas, agendar o serviço e acompanhar o processo pela internet.
Apesar da digitalização, existe uma diferença importante: a CIN não pode ser emitida completamente pela internet. O cidadão ainda precisa comparecer presencialmente a um posto de identificação para apresentar a documentação, confirmar seus dados e realizar os procedimentos necessários.
Depois dessa etapa, alguns estados oferecem alternativas para acompanhar o pedido e até receber o documento no endereço informado.
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O primeiro passo é acessar o canal oficial disponibilizado pelo estado onde o cidadão pretende fazer a emissão. A forma de agendamento não é igual em todo o país, porque os órgãos estaduais de identificação continuam responsáveis pela execução do atendimento.
Em São Paulo, por exemplo, o serviço de emissão da CIN é disponibilizado pelo Poupatempo. O governo paulista informa que a primeira via é gratuita e que o documento utiliza o CPF como número de identificação.
No Espírito Santo, a Polícia Científica orienta moradores de diversos municípios a utilizar o Agenda ES para marcar o atendimento. A lista inclui cidades como Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Linhares, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim.
O sistema de agendamento tem justamente a função de organizar os atendimentos presenciais e reduzir a necessidade de deslocamentos sem garantia de vaga.
Atendimento presencial continua obrigatório
Mesmo com o avanço dos serviços digitais, o celular serve principalmente para preparar e acompanhar a solicitação. A etapa de identificação continua sendo presencial.
No posto, o órgão responsável confere a documentação e os dados apresentados pelo cidadão e realiza os procedimentos necessários para concluir a emissão da CIN.
Por isso, não basta preencher um cadastro online ou baixar o aplicativo Gov.br para obter uma nova identidade. A versão digital só fica disponível depois que a emissão da CIN física é concluída.
É possível receber a CIN em casa?
A entrega domiciliar depende das regras adotadas pelo estado e do serviço disponível no momento da solicitação. Em Minas Gerais, por exemplo, o governo informa prazo de até 15 dias úteis para emissão e entrega da Carteira de Identidade Nacional, podendo haver prorrogação quando é necessário solucionar alguma pendência.
Isso significa que o cidadão deve verificar, durante o agendamento ou atendimento, quais modalidades de entrega estão disponíveis na sua região.
Quando existe a opção de entrega no endereço cadastrado, a vantagem é evitar um novo deslocamento exclusivamente para buscar o documento pronto. Porém, essa facilidade não deve ser tratada como uma regra nacional, já que cada órgão estadual possui seus próprios procedimentos.
Passo a passo para pedir a CIN
O procedimento pode variar conforme o estado, mas, de maneira geral, o cidadão deve:
- Entrar no canal oficial do estado e procurar o serviço da Carteira de Identidade Nacional.
- Consultar os postos disponíveis, verificando quais unidades atendem à região.
- Agendar o atendimento, quando essa exigência existir.
- Separar a documentação solicitada, especialmente a certidão de nascimento ou casamento e informações do CPF.
- Comparecer ao posto na data marcada para concluir a identificação.
- Acompanhar a emissão, caso o estado disponibilize consulta online.
- Verificar a opção de entrega, quando houver possibilidade de receber a carteira no endereço cadastrado.
- Acessar a versão digital depois que a CIN estiver disponível no aplicativo Gov.br.
É importante consultar o site oficial antes de sair de casa porque documentos exigidos, necessidade de agendamento, locais disponíveis e formas de entrega podem mudar entre os estados.
Primeira via da CIN é gratuita
A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todo o Brasil. A mesma regra vale para as renovações previstas para a CIN. Já a segunda via pode estar sujeita a cobrança estadual.
Também existe a possibilidade de alguns estados oferecerem o documento em cartão de policarbonato como alternativa ao modelo convencional. Nesse caso, pode haver cobrança, conforme as regras do órgão emissor.
Por isso, o cidadão deve diferenciar a emissão gratuita da primeira CIN de serviços ou formatos adicionais que eventualmente tenham custo.
CPF passa a ser o número da nova identidade
Uma das principais mudanças da CIN é a adoção do CPF como número único de identificação.
No modelo anterior, o RG era emitido pelos estados e uma mesma pessoa poderia ter numerações diferentes caso tivesse documentos expedidos em unidades da Federação distintas. A nova carteira busca eliminar essa duplicidade.
O governo federal informa que o CPF passa a ser o registro geral nacional e que a CIN possui padrão único em todo o território brasileiro.
O documento também conta com recursos de segurança, incluindo QR Code, que permitem verificar sua autenticidade e dificultam fraudes.
CIN também pode ser usada no celular

Depois da emissão física, o cidadão pode acessar a versão digital da identidade pelo aplicativo Gov.br. O documento digital integra a estratégia de identificação do governo federal e pode facilitar o acesso a serviços públicos e outras situações em que a identidade seja aceita.
A existência da versão digital, entretanto, não elimina a necessidade do procedimento presencial inicial. O cidadão primeiro precisa ter sua CIN emitida pelo órgão de identificação.
RG antigo ainda pode ser usado
Quem ainda possui o antigo RG não precisa fazer a troca imediatamente. O governo federal informa que os documentos no modelo anterior continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032.
Assim, a pessoa pode programar a emissão da CIN sem precisar substituir o documento antigo às pressas.
A nova carteira, porém, pode ser solicitada a qualquer momento. Para quem precisa atualizar os dados, perdeu o documento ou simplesmente deseja aderir ao padrão nacional, vale consultar o órgão responsável pelo atendimento no estado.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
