Devido a hiperinflação no país, o governo da Argentina irá lançar uma cédula de 2 mil pesos, o dobro da nota de maior valor que se encontra em circulação atualmente. Estima-se que a nova cédula da Argentina valerá cerca de US$ 11, mas nos mercados de câmbio paralelo terão o custo de US$ 5.
Nova cédula da Argentina vale US$ 11
Nota foi criada em 2022, momento em que a Argentina sofria com a taxa inflacionária mais alta do país, de quase 95%. Saiba mais!
A maior nota em circulação na Argentina é a de mil pesos e, no momento, o montante equivale a US$ 2,70. Porém, nos mercados alternativos, o valor oficial é limitado. Vale ressaltar que a Argentina sofreu com inúmeros surtos de inflação nos últimos anos. Dessa forma, os preços comercializados no país tiveram uma alta de 95%.
Circulação da nova cédula
Estima-se que a nota de 2 mil pesos comece a circular no país a partir do mês de junho. Nesse sentido, o Banco Central da Argentina alega que a nova cédula da Argentina “será integrada à atual série de pesos”.
Além disso, é esperado que, ainda, comece a circular uma nota que corresponde ao valor de 5 mil pesos. Porém, a proposta ainda não foi aprovada pelos governantes.
Homenagens com o lançamento da nova cédula
Ainda conforme o Banco Central argentino, o desenho da nova cédula foi criado para homenagear dois profissionais de saúde de renome, que são reconhecidos não apenas na Argentina, mas em todo o mundo, sendo:
- a primeira médica argentina, Cecilia Grierson;
- o ex-ministro da Saúde da Argentina e referência na área sanitária do país, Ramón Carrillo.
Além da homenagem dessas figuras notáveis, a ilustração traz a imagem da fachada do Instituto Malbrán. Trata-se de um centro de pesquisa e produção de vacinas, localizado na cidade de Buenos Aires.
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Inflação histórica
No momento em que a nova cédula foi criada, em 2022, a Argentina passava por uma inflação histórica, com alta de quase 95%, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Essa foi a maior taxa inflacionária no país em 32 anos e, dessa forma, o país declarou crise econômica.
No entanto, depois de três anos em recessão, a Argentina teve um crescimento econômico de 5% no final de 2022 e 10,4% no ano de 2021. Estima-se que até o final de 2023 a economia do país cresça em 3%, devido à uma desaceleração na economia mundial.
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com
