O tradicional Registro Geral (RG) deixará de existir em 2032. A partir dessa data, todos os brasileiros deverão usar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) — um documento único que unifica o CPF e o RG, trazendo mais segurança e padronização em todo o país. A mudança, instituída pelo governo federal, já está em vigor e promete transformar a forma como os cidadãos se identificam no Brasil.
Você vai precisar dela: nova CIN substitui RG + CPF, confira prazos e passo-a-passo
O RG tradicional será aceito até 2032. Após essa data, todos os brasileiros deverão usar a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
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O que é a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)

A CIN é o novo modelo de documento de identidade brasileiro, que adota o número do CPF como identificador único nacional. A iniciativa busca eliminar divergências entre estados, unificar bancos de dados e modernizar o processo de identificação civil.
O documento pode ser emitido em formato físico (cartão de policarbonato) ou digital, acessível pelo aplicativo Gov.br. Ambas as versões possuem o mesmo valor jurídico.
Por que o RG será extinto
O RG tradicional foi criado em 1903, e desde então cada estado tinha autonomia para emitir o documento com numeração própria. Isso gerou múltiplos registros de uma mesma pessoa, dificultando o combate a fraudes e a integração de sistemas públicos.
Com o avanço da tecnologia e a necessidade de maior segurança de dados, o governo decidiu que o CPF será o único número de identificação do cidadão brasileiro, permitindo o cruzamento de informações de forma mais eficiente entre diferentes órgãos públicos e privados.
Prazos e transição até 2032
O processo de substituição será gradual.
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o RG continuará válido até 2032. Após essa data, apenas a Carteira de Identidade Nacional será aceita oficialmente em todo o território nacional.
O cronograma permite que os brasileiros façam a troca de forma escalonada e sem pressa. A emissão é gratuita e pode ser solicitada nos institutos de identificação estaduais.
Quem já possui a CIN
De acordo com o governo federal, mais de 30 milhões de brasileiros já possuem a nova Carteira de Identidade Nacional.
O grupo com maior número de emissões é o de jovens entre 15 e 19 anos, que representa 3,3 milhões de documentos. Essa faixa etária, mais conectada ao ambiente digital, tem demonstrado grande adesão à versão eletrônica da CIN.
Como solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional
O processo de emissão da CIN é simples, mas varia conforme o estado. Em geral, é necessário:
- Agendar atendimento no site do Instituto de Identificação do estado;
- Levar o CPF e a certidão de nascimento ou casamento atualizada;
- Realizar a coleta de dados biométricos e assinatura;
- Aguardar a emissão do documento físico e o registro automático no app Gov.br.
O documento físico pode ser retirado no posto de atendimento, e a versão digital fica disponível automaticamente no aplicativo.
Benefícios da unificação entre RG e CPF
A unificação traz maior praticidade e segurança tanto para o cidadão quanto para as instituições públicas e privadas. Entre as principais vantagens estão:
- Número único nacional: elimina duplicidade de cadastros e fraudes;
- Validade nacional padronizada: o documento tem o mesmo modelo em todos os estados;
- Integração digital: a versão eletrônica facilita o acesso a serviços públicos e bancários;
- QR Code de verificação: permite confirmar a autenticidade do documento em tempo real;
- Inclusão de informações adicionais: como tipo sanguíneo e informações sobre doação de órgãos.
Formato digital da CIN

A versão digital da Carteira de Identidade Nacional é acessada pelo aplicativo Gov.br, que utiliza o mesmo login unificado para todos os serviços do governo. O documento pode ser exibido mesmo offline e possui QR Code dinâmico, garantindo sua autenticidade.
Esse modelo foi pensado especialmente para facilitar o uso cotidiano, reduzindo a necessidade de portar o cartão físico em diversas situações.
Segurança e proteção de dados
A CIN foi desenvolvida com base em padrões internacionais de segurança, incluindo tecnologias antifraude como chip criptográfico e impressão a laser.
Além disso, os dados são armazenados no Cadastro Nacional de Identificação Civil (CNIC), administrado pela Receita Federal e interligado a outros órgãos, como o TSE e o Ministério da Justiça.
O uso do CPF como identificador único também permite que o governo detecte inconsistências, impedindo registros múltiplos de uma mesma pessoa.
Como será a fiscalização a partir de 2032
Após o prazo de transição, em 2032, apenas a CIN será aceita como documento oficial de identificação. O RG deixará de ser válido inclusive para cadastros bancários, concursos públicos e emissão de passaportes.
As instituições públicas e privadas terão de se adequar às novas regras, exigindo o documento unificado em seus processos.
Estados que já emitem o novo documento
Atualmente, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal já iniciaram a emissão da nova carteira.
Os primeiros a aderir foram Rio Grande do Sul, Goiás, Acre, Paraná e Minas Gerais, que começaram a emitir ainda em 2022.
Os estados com maior número de emissões até 2025 são São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, segundo dados do governo federal.
Custos e validade da nova identidade
A primeira via da CIN é gratuita.
A segunda via pode ter cobrança variável de acordo com a legislação estadual, principalmente em casos de perda ou dano.
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O documento tem validade de 10 anos para pessoas com até 60 anos e prazo indeterminado para quem tem mais de 60.
O impacto da CIN no cotidiano dos brasileiros
A nova identidade promete simplificar a vida do cidadão, pois o número único do CPF passará a ser utilizado em todos os cadastros oficiais e privados.
Isso significa menos burocracia em bancos, escolas, planos de saúde e outros serviços.
Além disso, a digitalização do documento aproxima o Brasil das práticas adotadas por países europeus, que há anos utilizam identidades eletrônicas integradas.
O futuro da identificação no Brasil
Com a implantação da Carteira de Identidade Nacional, o governo planeja integrar ainda mais os sistemas públicos, permitindo consultas unificadas de dados de saúde, educação, assistência social e segurança pública.
Especialistas afirmam que essa integração pode reduzir significativamente fraudes em benefícios sociais e empréstimos, além de melhorar o controle de políticas públicas.
A adesão dos jovens e a transformação digital
O engajamento dos jovens entre 15 e 19 anos na emissão da CIN reflete o avanço da transformação digital no Brasil.
Essa geração, mais conectada, vê no documento digital uma extensão natural de sua vida cotidiana — o celular se torna não apenas meio de comunicação, mas também de identificação oficial.
O que ainda falta para a transição total

Apesar dos avanços, ainda há desafios.
A emissão em alguns estados enfrenta filas e prazos longos, especialmente nas capitais.
Além disso, parte da população ainda desconhece o prazo limite de 2032, o que pode gerar uma corrida nos últimos anos da transição.
O governo, por sua vez, promete campanhas de conscientização e ampliação dos postos de atendimento, para que ninguém fique sem o novo documento dentro do prazo.
Conclusão
O fim do RG e a adoção da Carteira de Identidade Nacional (CIN) marcam uma das maiores transformações documentais da história brasileira.
A mudança promete mais segurança, praticidade e integração digital, aproximando o Brasil de um sistema moderno e eficiente de identificação civil.
Até 2032, todos os brasileiros deverão migrar para o novo modelo — um passo importante rumo à cidadania digital e à simplificação dos serviços públicos.
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