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BYD prepara novo Dolphin Mini com cabine redesenhada e foco na tela central

Novo BYD Dolphin Mini cresce, ganha motor de 129 cv e muda o interior; nova geração tem chegada ao Brasil prevista para 2028.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa··8 min de leitura
BYD

A nova geração do BYD Dolphin Mini passou por uma transformação bem mais profunda do que uma simples atualização visual. Registros de homologação divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) revelaram um hatch maior, mais potente e com mudanças importantes na cabine. Depois, imagens do interior publicadas pelo CarNewsChina mostraram detalhes que ainda não haviam aparecido nos registros oficiais.

O modelo também já foi confirmado para o Brasil, mas não chegará imediatamente. Segundo a BYD, a nova geração deve desembarcar no mercado brasileiro por volta de 2028, enquanto o Dolphin Mini atual continuará sendo produzido em Camaçari, na Bahia, como opção de entrada da marca.

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O que muda no novo BYD Dolphin Mini?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A principal mudança está no porte. O novo Dolphin Mini mede 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e tem 2,65 m de entre-eixos.

Na comparação com o modelo vendido atualmente no Brasil, o crescimento é expressivo. O carro atual tem 3,78 m de comprimento, 1,71 m de largura e 2,50 m de entre-eixos. Ou seja, a nova geração acrescenta cerca de 42 cm no comprimento e 15 cm na distância entre os eixos.

Essa mudança altera o posicionamento do veículo. O Dolphin Mini deixa de atuar estritamente entre os subcompactos e passa a ocupar uma faixa mais próxima dos hatches compactos.

O novo modelo, inclusive, supera o BYD Dolphin GS em comprimento. Também fica próximo do porte de outros compactos elétricos, como o Geely EX2, que tem 4,13 m de comprimento e o mesmo entre-eixos de 2,65 m.

Interior ganha uma reformulação completa

As primeiras imagens da cabine revelam uma proposta diferente da adotada no Dolphin Mini atual.

A central multimídia parece ter crescido e, ao contrário da tela giratória utilizada no modelo atual, passa a ter formato fixo. A mudança acompanha uma tendência de simplificação do painel e de concentração dos comandos em poucos elementos.

Outro detalhe chama atenção: a unidade fotografada não apresenta um quadro de instrumentos convencional diante do motorista. Ainda não está confirmado se essa solução será mantida na versão definitiva.

A ausência do painel pode indicar uma estratégia semelhante à adotada por modelos como o Volvo EX30, nos quais informações como velocidade e autonomia ficam concentradas na tela central. Entretanto, a unidade flagrada apresenta áreas aparentemente encobertas, portanto ainda não é possível afirmar que todos os carros terão essa configuração.

O console central também foi redesenhado. Ele passa a ter dois níveis, mantém os dois porta-copos e preserva o carregador de celular por indução.

A quantidade de comandos físicos também diminuiu. Outra alteração significativa está no seletor de marchas, que passa a ser instalado junto à coluna de direção.

Como é o interior do Dolphin Mini atual?

O Dolphin Mini comercializado atualmente no Brasil utiliza uma central multimídia de 10,1 polegadas e painel de instrumentos de 7 polegadas.

Na configuração nacional de 2026, o carro tem cinco lugares, entre-eixos de 2,50 m, 3,78 m de comprimento e motor elétrico de 75 cv. A ficha técnica oficial também indica bateria de 38 kWh, autonomia de 280 km e velocidade máxima de 130 km/h.

Por isso, a nova geração representa uma mudança considerável. Não se trata apenas de substituir componentes ou atualizar o desenho: a BYD está ampliando o carro e elevando seu nível de desempenho.

Visual também muda completamente

O exterior mantém alguns elementos que ajudam a identificar o Dolphin Mini, mas a carroceria ganhou proporções e detalhes diferentes.

Na dianteira, o para-choque foi redesenhado, com recortes mais marcados. Os faróis também cresceram e adotaram um formato mais alongado.

De perfil, a linha de cintura ascendente continua presente. Os vincos inferiores das portas também permanecem, mas a coluna C recebeu uma reformulação mais evidente, com um aplique plástico de maiores dimensões.

A traseira talvez seja a região que mais evidencia a mudança. O conjunto de lanternas deixa de ser interligado e passa a utilizar peças separadas, mantendo o formato horizontal e a tecnologia de iluminação em LED.

O para-choque traseiro também foi redesenhado, com alterações na posição dos refletores e no suporte da placa.

Motor de 129 cv é uma das principais novidades

A evolução mecânica é outro ponto de destaque.

O novo Dolphin Mini terá motor elétrico de 129 cv, contra 75 cv do modelo atual. Isso representa um aumento de 54 cv, ou cerca de 72% a mais de potência.

A velocidade máxima homologada também sobe de 130 km/h para 150 km/h. A mudança deve tornar o hatch mais adequado a deslocamentos rodoviários, embora ainda faltem informações oficiais sobre aceleração e outros dados de desempenho.

A nova geração continuará utilizando baterias Blade com química de fosfato de ferro-lítio (LFP), fornecidas pela FinDreams, empresa do grupo BYD. A capacidade exata da bateria e a autonomia da nova configuração ainda não foram divulgadas oficialmente.

O novo Dolphin Mini terá mais espaço?

Tudo indica que sim.

O aumento de 15 cm no entre-eixos é especialmente relevante para o espaço interno. Essa medida corresponde à distância entre os eixos dianteiro e traseiro e tem influência direta na distribuição da cabine e no espaço disponível para os ocupantes.

O comprimento também cresceu mais de 40 cm. Como comparação, o Dolphin Mini atual vendido no Brasil mede 3,78 m, enquanto a nova geração chega a 4,20 m.

Isso não significa necessariamente que todo o ganho externo será convertido em espaço para passageiros ou porta-malas, já que a engenharia da carroceria também influencia essa distribuição. Ainda assim, o novo porte indica uma mudança clara de posicionamento.

Quando a nova geração chegará ao Brasil?

A chegada ao mercado brasileiro já foi confirmada pela BYD, mas não está prevista para curto prazo.

O vice-presidente sênior da fabricante, Alexandre Baldy, afirmou em julho de 2026 que a nova geração do Dolphin Mini chegará ao Brasil somente a partir de 2028. A estratégia anunciada é manter o modelo atual em produção e posicionar o novo carro acima dele.

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A decisão faz sentido dentro da estratégia comercial da marca. O Dolphin Mini atual continuará atendendo consumidores que procuram um elétrico de entrada, enquanto a nova geração poderá disputar uma faixa superior, oferecendo mais espaço, desempenho e tecnologia.

Isso também evita que a BYD abandone imediatamente um modelo que vem apresentando forte desempenho no país. Em fevereiro de 2026, o Dolphin Mini registrou 4.094 unidades no varejo brasileiro e se tornou o veículo elétrico mais vendido do mês.

O Dolphin Mini atual vai sair de linha?

Não imediatamente.

A estratégia anunciada pela BYD prevê a convivência entre as duas gerações no Brasil. O modelo atual, que já é produzido em Camaçari, continuará como veículo de entrada, enquanto o novo Dolphin Mini ficará em uma categoria superior.

Na prática, isso significa que o consumidor brasileiro poderá encontrar dois carros com o mesmo nome, mas propostas diferentes.

O atual será a alternativa mais acessível e compacta. O novo deverá oferecer maior porte e desempenho, aproximando-se de modelos compactos como o Geely EX2.

O que ainda não foi revelado?

Apesar da quantidade de informações já conhecida, alguns dados importantes continuam pendentes.

Ainda não há divulgação oficial da capacidade da bateria, da autonomia, dos números de aceleração ou do preço da nova geração. Também não foi confirmado se a configuração do painel sem instrumentos diante do motorista vista nas imagens será adotada no modelo definitivo.

Outro ponto que deverá ser esclarecido mais perto do lançamento é a configuração destinada ao Brasil. Características de equipamentos, versões, produção ou importação e preços podem mudar de acordo com a estratégia da BYD para o mercado nacional.

O que muda para quem pensa em comprar um Dolphin Mini?

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Imagem: LewisTsePuiLung / iStockBYD

Para quem pretende comprar um Dolphin Mini no Brasil antes de 2028, a chegada da nova geração não significa que o modelo atual perderá imediatamente seu espaço.

O carro atual continuará sendo produzido e vendido como opção de entrada. Além disso, sua ficha técnica já inclui recursos como carregamento em corrente contínua, carregamento sem fio, Apple CarPlay, Android Auto, atualizações remotas, controle de cruzeiro e diversos sistemas de segurança.

Já quem não tem pressa pode acompanhar a evolução da nova geração. O novo modelo promete entregar um pacote mais próximo ao de um hatch compacto tradicional, com 129 cv, 4,20 m de comprimento e entre-eixos de 2,65 m.

A diferença é que será preciso esperar mais tempo e aguardar a definição de preço e equipamentos para saber se o salto de categoria também virá acompanhado de um aumento significativo no valor.

Conclusão

A nova geração do BYD Dolphin Mini chega com mudanças que vão muito além do visual. O aumento das dimensões, o motor de 129 cv e o interior mais tecnológico mostram que a BYD pretende elevar o hatch a um novo patamar dentro da linha de elétricos compactos.

Apesar das novidades, ainda será preciso aguardar informações sobre bateria, autonomia, versões e preço para saber como o modelo ficará posicionado no mercado brasileiro. Por enquanto, a previsão de chegada a partir de 2028 mantém o Dolphin Mini atual como opção de entrada, enquanto a nova geração deverá buscar consumidores que procuram mais espaço, desempenho e tecnologia.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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