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Mudança na lei proíbe o despejo de inquilinos mesmo após o término do contrato

Inquilinos tem novo direito: mesmo com o fim do contrato, não podem ser despejados sem processo formal. Veja aqui o que muda com a nova lei!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes5 min de leitura
A imagem mostra uma calculadora branca em primeiro plano, ao fundo papéis, moedas e uma minicasa em cima.

A Lei do Inquilinato tem sido tema central nas discussões sobre o direito à moradia, tanto no Brasil quanto no exterior. No cenário atual, novas diretrizes legislativas têm reforçado a proteção dos inquilinos, mesmo após o término dos contratos de aluguel.

Na Argentina, por exemplo, uma mudança recente na legislação alterou a dinâmica entre locadores e locatários. A revogação da Lei de Aluguéis trouxe à tona direitos pouco conhecidos que, agora, garantem ao inquilino a permanência no imóvel mesmo sem renovação contratual, desde que não haja processo formal de despejo.

lei aluguel
Imagem: Billion Photos / shutterstock.com

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O que muda com a nova regra sobre despejo?

Proteção reforçada mesmo após término do contrato

A principal novidade é que o inquilino não pode ser retirado do imóvel automaticamente ao final do contrato. Segundo a legislação argentina atual, a permanência é garantida até que o locador inicie um processo judicial. Isso significa mais estabilidade para quem vive de aluguel, especialmente em tempos de crise econômica e de habitação.

No Brasil, a Lei nº 8.245/91 também regula a retomada de imóveis e garante trâmites legais que devem ser respeitados. Contudo, as medidas mais protetivas vistas na Argentina ainda não estão presentes de forma tão clara no cenário brasileiro.

A nova realidade dos contratos de aluguel

Com a revogação da Lei de Aluguéis na Argentina por meio de um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), os contratos voltaram a ser regulados pelo Código Civil e Comercial da Nação. Isso devolve autonomia às partes envolvidas, facilitando negociações diretas.

Entre as mudanças mais significativas estão:

  • A liberdade para definir o valor do aluguel em moeda local ou estrangeira;
  • A possibilidade de acordos menos burocráticos;
  • A revogação da exigência de prazos mínimos rígidos para os contratos.

Como a revogação impacta os inquilinos?

Menos burocracia, mais diálogo entre locador e locatário

Sem a intervenção rígida da antiga lei, os contratos agora podem ser ajustados conforme as condições e necessidades das partes. Para os inquilinos, isso representa uma oportunidade de permanecer no imóvel por mais tempo, desde que as condições sejam respeitadas e não haja conflito judicial.

Direito à permanência: o que diz a lei?

Mesmo após o encerramento contratual, o inquilino tem o direito de continuar morando no local até que um processo de despejo seja formalmente iniciado. Esse ponto, muitas vezes desconhecido, é um dos pilares da nova abordagem jurídica adotada na Argentina e está fundamentado no princípio da continuidade habitacional.

O impacto no mercado imobiliário argentino

Aumento da oferta de imóveis para aluguel

A retirada de barreiras burocráticas trouxe mais confiança para os proprietários, que voltaram a anunciar imóveis para locação. Com regras mais flexíveis, há uma tendência de maior oferta e negociação, o que pode beneficiar ambas as partes.

Segurança jurídica e estímulo à locação

Embora a mudança tenha gerado debates, o novo modelo oferece mais segurança jurídica e previsibilidade. Os proprietários têm liberdade para estipular cláusulas e prazos, enquanto os inquilinos se sentem mais protegidos contra despejos súbitos.

E no Brasil, o que diz a Lei do Inquilinato?

Procedimentos obrigatórios para despejo

No Brasil, o despejo só pode ocorrer mediante decisão judicial. Mesmo com o término do contrato, o proprietário deve seguir os trâmites legais, que incluem notificação, prazos e eventual ação na Justiça.

O artigo 47 da Lei do Inquilinato prevê diferentes hipóteses para retomada do imóvel, como:

  • Venda do imóvel para uso próprio do comprador;
  • Necessidade do proprietário ou de familiares próximos;
  • Fim do contrato sem interesse na renovação.

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Inquilino tem direito à permanência temporária

Caso o locador não formalize o pedido de retomada, o inquilino pode permanecer no imóvel, devendo pagar os valores atualizados até que a questão seja resolvida judicialmente. Essa prática é comum em grandes centros urbanos e busca evitar desabrigo imediato.

Comparativo entre Brasil e Argentina

AspectoBrasilArgentina
Legislação principalLei nº 8.245/91Código Civil e Comercial da Nação
Despejo automáticoNãoNão
Exigência de processo legalSimSim
Regulação de valoresParcial (algumas restrições)Livre acordo entre partes
Moeda para pagamentoReaisPesos argentinos ou moeda estrangeira
Permanência após contratoTemporária, mediante pagamentoPermitida até decisão judicial

Novas regras para motoristas de aplicativos: o que mudou?

Embora o tema principal seja o direito à moradia, vale destacar que 2025 também trouxe alterações em outros setores importantes. No caso da Uber e outros aplicativos de transporte, mudanças na legislação passaram a exigir:

  • Registro formal dos motoristas;
  • Seguro obrigatório para passageiros;
  • Carga horária máxima semanal.

Essas medidas visam proteger trabalhadores e usuários, promovendo mais segurança e responsabilidade no setor.

O papel da legislação na proteção social

Direito à moradia como pilar constitucional

A moradia é um direito fundamental reconhecido por constituições e tratados internacionais. A legislação, ao dificultar despejos arbitrários, garante dignidade e estabilidade às famílias, evitando situações de rua ou de vulnerabilidade extrema.

Flexibilização não significa precarização

Apesar das críticas, a flexibilização das leis locatícias não deve ser interpretada como perda de direitos. Ao contrário, ela pode favorecer o equilíbrio entre locador e locatário, desde que acompanhada de segurança jurídica e mediação eficiente em conflitos.

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Imagem: Freepik

As mudanças nas leis de aluguel na Argentina representam um marco importante na forma como o direito à moradia é tratado. Ao impedir o despejo imediato após o fim do contrato e permitir negociações mais flexíveis, a nova abordagem favorece tanto os inquilinos quanto os proprietários, criando um ambiente mais equilibrado.

No Brasil, embora existam proteções similares, o debate sobre maior flexibilidade e justiça nas relações locatícias ainda está em curso. O que se observa, no entanto, é uma tendência internacional clara: proteger o direito de morar com dignidade, mesmo diante das exigências do mercado.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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