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Nova lei reduz FGTS para empresas que contratam jovens no primeiro emprego: entenda o que muda

Entenda como a nova lei reduz o FGTS para empresas e quais impactos ela pode ter na contratação de jovens trabalhadores.

Julia FernandesPor Julia Fernandes7 min de leitura
FGTS

A geração de empregos para jovens continua sendo um dos maiores desafios do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da recuperação gradual dos índices de ocupação nos últimos anos, milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para conseguir a primeira oportunidade profissional. Em resposta a esse cenário, uma nova legislação trouxe mudanças nas regras de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para empresas que contratam trabalhadores em seu primeiro emprego.

A medida busca reduzir custos trabalhistas para empregadores, estimular novas contratações e facilitar a entrada de jovens no mercado formal. Defensores da iniciativa argumentam que a redução de encargos pode incentivar empresas a ampliar seus quadros de funcionários, especialmente em setores intensivos em mão de obra.

Por outro lado, especialistas também discutem os impactos da medida sobre a proteção trabalhista e os direitos dos empregados. Afinal, como funciona essa redução do FGTS? Quem pode ser contratado dentro das novas regras? E quais são os efeitos esperados para trabalhadores e empresas?

O que é o FGTS e qual sua importância

fgts
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi criado para proteger o trabalhador em situações de desligamento sem justa causa.

Mensalmente, o empregador realiza depósitos em uma conta vinculada ao contrato de trabalho.

Esses recursos podem ser utilizados em situações específicas, como:

  • compra da casa própria;
  • aposentadoria;
  • doenças graves;
  • saque-aniversário;
  • demissão sem justa causa.

O FGTS é considerado um dos principais instrumentos de proteção social dos trabalhadores brasileiros.

Leia mais:

FGTS Digital muda gestão do recolhimento do FGTS; veja regras

O que muda com a nova legislação

A nova regra cria condições diferenciadas para empresas que realizam contratações de trabalhadores sem experiência profissional formal anterior.

O objetivo é diminuir os custos associados à contratação de jovens em busca do primeiro emprego.

Na prática, determinadas empresas passam a recolher uma alíquota reduzida de FGTS para trabalhadores enquadrados no programa.

A expectativa do governo e de setores empresariais é que a medida torne a contratação mais atrativa financeiramente.

Quem pode ser considerado trabalhador de primeiro emprego

Embora os critérios possam variar conforme regulamentações específicas, geralmente são enquadrados:

  • jovens sem registro anterior em carteira;
  • trabalhadores ingressando pela primeira vez no mercado formal;
  • pessoas que nunca tiveram vínculo empregatício regido pela CLT.

A definição exata depende das regras estabelecidas na legislação e em eventuais regulamentações complementares.

Por que o primeiro emprego é um desafio no Brasil

A falta de experiência continua sendo uma das principais barreiras para quem busca inserção profissional.

Muitos empregadores exigem experiência prévia mesmo para funções de entrada.

Isso cria um paradoxo:

  • o trabalhador precisa de experiência para conseguir emprego;
  • mas precisa de emprego para adquirir experiência.

Essa dificuldade afeta especialmente jovens entre 18 e 24 anos.

O cenário do desemprego entre jovens

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego entre jovens costuma ser superior à média nacional.

Diversos fatores explicam essa realidade.

Falta de experiência

Um dos principais obstáculos.

Baixa qualificação

Em alguns casos, há deficiência de formação técnica ou profissional.

Transformações tecnológicas

Mudanças rápidas exigem novas competências.

Concorrência elevada

Há grande número de candidatos disputando vagas de entrada.

Como a redução do FGTS pode incentivar contratações

O raciocínio econômico por trás da medida é relativamente simples.

Ao reduzir parte dos custos trabalhistas, a contratação se torna mais acessível para as empresas.

Em tese, isso pode resultar em:

  • abertura de novas vagas;
  • aumento da formalização;
  • ampliação de programas de treinamento;
  • maior inclusão de jovens no mercado.

Experiências semelhantes já foram adotadas em diferentes momentos da história econômica brasileira.

Benefícios para as empresas

A medida oferece algumas vantagens para empregadores.

Redução de custos

Menor gasto com encargos trabalhistas.

Ampliação do quadro de funcionários

Empresas podem contratar mais pessoas com o mesmo orçamento.

Formação de talentos

Possibilidade de desenvolver profissionais desde o início da carreira.

Aumento da competitividade

Custos menores podem favorecer investimentos em expansão.

Quais setores podem se beneficiar mais

Algumas áreas tendem a aproveitar melhor os incentivos.

Comércio

Tradicionalmente emprega grande número de jovens.

Serviços

Setor com elevada necessidade de mão de obra.

Tecnologia

Empresas frequentemente contratam profissionais em início de carreira.

Logística

Segmento em expansão com demanda constante por novos trabalhadores.

Existem críticas à medida?

Sim.

Especialistas em direito do trabalho e entidades sindicais apontam alguns pontos de atenção.

Menor formação do FGTS

A redução dos depósitos pode resultar em saldo menor para o trabalhador ao longo do tempo.

Risco de substituição

Há receio de que empresas priorizem trabalhadores enquadrados no programa em detrimento de outros profissionais.

Impacto no financiamento habitacional

Parte dos recursos do FGTS é utilizada em programas de habitação e infraestrutura.

Mudanças na arrecadação podem gerar debates sobre seus efeitos de longo prazo.

O que dizem especialistas em mercado de trabalho

Economistas costumam destacar que incentivos à contratação podem gerar resultados positivos quando combinados com outras políticas.

Entre elas:

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  • qualificação profissional;
  • ensino técnico;
  • programas de aprendizagem;
  • capacitação digital.

Segundo especialistas, apenas reduzir encargos pode não ser suficiente para resolver problemas estruturais do mercado.

A importância da qualificação profissional

Mesmo com incentivos à contratação, o desenvolvimento de competências continua sendo fundamental.

As empresas buscam cada vez mais profissionais com habilidades relacionadas a:

  • tecnologia;
  • comunicação;
  • resolução de problemas;
  • análise de dados;
  • trabalho em equipe.

Por isso, programas de capacitação permanecem essenciais para ampliar oportunidades.

O papel da aprendizagem profissional

Uma das principais portas de entrada para jovens continua sendo o programa de aprendizagem.

Regulamentado pela Lei da Aprendizagem, ele combina:

  • formação teórica;
  • experiência prática;
  • acompanhamento profissional.

Muitas empresas utilizam o programa como ferramenta de formação de futuros colaboradores.

Como a medida pode impactar a economia

Caso resulte em aumento efetivo das contratações, a nova regra pode gerar efeitos positivos em diferentes áreas.

Mais renda

Novos trabalhadores passam a receber salários e consumir.

Crescimento econômico

O aumento da ocupação fortalece a atividade econômica.

Redução da informalidade

Mais pessoas podem ingressar no mercado formal.

Ampliação da arrecadação

O crescimento do emprego tende a beneficiar a arrecadação tributária.

O que os jovens devem observar

FGTS
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Antes de aceitar uma vaga, é importante compreender as condições do contrato.

Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • remuneração;
  • benefícios;
  • jornada de trabalho;
  • oportunidades de crescimento;
  • regras relacionadas ao FGTS.

Buscar informações ajuda a tomar decisões mais conscientes.

A experiência internacional

Diversos países adotam incentivos para contratação de jovens.

Entre as medidas utilizadas estão:

  • redução de encargos;
  • subsídios salariais;
  • programas de estágio;
  • incentivos fiscais.

Os resultados variam conforme o contexto econômico e as políticas complementares implementadas.

O futuro das políticas de empregabilidade

O mercado de trabalho passa por transformações profundas.

Digitalização, inteligência artificial e novas formas de contratação exigem atualização constante das políticas públicas.

Nesse cenário, iniciativas voltadas ao primeiro emprego tendem a continuar ocupando espaço relevante nas discussões sobre desenvolvimento econômico e inclusão social.

Conclusão

A redução do FGTS para empresas que contratam trabalhadores em seu primeiro emprego representa mais uma tentativa de estimular a geração de vagas formais para jovens brasileiros. A medida busca reduzir custos para empregadores e facilitar o ingresso de profissionais sem experiência no mercado de trabalho.

Embora existam debates sobre possíveis impactos nos direitos trabalhistas e na formação do saldo do FGTS, a iniciativa pode contribuir para ampliar oportunidades em um segmento historicamente afetado pelo desemprego. O sucesso da política, entretanto, dependerá da combinação com ações de qualificação profissional, educação e desenvolvimento econômico sustentável, capazes de gerar empregos de qualidade e perspectivas de crescimento para as novas gerações.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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