O ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou nesta quinta-feira (9), durante o evento Incorpora 2025, em São Paulo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará nesta sexta-feira (10) uma nova política habitacional voltada para famílias com renda acima de R$ 12 mil. O objetivo é atender um segmento que atualmente não possui acesso a linhas de financiamento habitacional pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Nova poupança vai facilitar a casa própria e mudar o MCMV
Governo anuncia nova política habitacional para famílias acima de R$ 12 mil, ampliando acesso a financiamentos fora do Minha Casa Minha Vida.
Segundo o ministro, “temos uma boa parte da sociedade que ganha acima de R$ 12 mil e hoje não tem fonte de financiamento para compra de imóveis. Queremos ampliar isso”. A iniciativa permitirá mais de 80 mil financiamentos adicionais apenas pela Caixa Econômica Federal, segundo estimativa do governo.
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Contexto do Minha Casa, Minha Vida

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é o principal programa habitacional do Brasil, voltado principalmente para famílias de baixa renda. Ele é estruturado em diferentes faixas de renda, sendo a faixa 1 destinada às famílias com renda mensal mais baixa, e a faixa 4, para famílias com renda entre R$ 9.600 e R$ 12.000.
Filho destacou que o programa tem evoluído de acordo com as expectativas, especialmente na faixa 4, mas que ainda existe demanda reprimida em segmentos que não são contemplados. Com a nova política, famílias que ultrapassam o teto da faixa 4 poderão contar com linhas de crédito compatíveis com seu orçamento.
O que muda com a nova poupança habitacional
A chamada nova poupança habitacional busca preencher uma lacuna identificada pelo governo: famílias com renda acima de R$ 12 mil que não se enquadram no MCMV. De acordo com Jader Filho, a ação é uma resposta à sinalização do mercado, que aponta carência de financiamento para esse público.
Benefícios esperados
- Mais de 80 mil financiamentos adicionais via Caixa Econômica Federal
- Ampliação do acesso ao crédito imobiliário para famílias de renda média
- Maior dinamismo no setor imobiliário
“Estamos atentos à sinalização do mercado. Há carência em financiar o que está fora do MCMV. Por isso, amanhã o governo vai lançar uma nova ação, um novo programa, que é a nova poupança”, afirmou o ministro.
Ajustes nos tetos e faixas do MCMV
Além da nova poupança, o governo estuda mudanças pontuais nos tetos dos valores dos imóveis e nas faixas de renda do MCMV, com exceção da faixa 4. Essas alterações serão aplicadas em determinadas regiões do país e devem entrar em vigor ainda em 2025.
Detalhes dos ajustes
- Revisão dos tetos de imóveis e rendas para as faixas 1, 2 e 3
- Ajustes específicos para regiões com demanda reprimida
- Possibilidade de expansão da faixa 4 conforme mercado se adapte
Segundo Filho, “são alguns arranjos populacionais em que identificamos necessidade de aumento, porque isso está limitando que as famílias alcancem o financiamento”.
Impacto econômico da política habitacional

O governo projeta que a iniciativa terá efeito direto sobre o mercado imobiliário e a economia em geral. A ampliação do financiamento habitacional tende a estimular setores como construção civil, geração de empregos e consumo de bens duráveis.
Projeções do MCMV
- Contratações devem atingir 3 milhões de unidades até 2026, superando a previsão inicial de 2 milhões
- Cerca de 1,8 milhão de unidades já contratadas desde 2022, sendo 1,1 milhão em construção
- Ampliação da oferta habitacional para famílias de renda média
“Estamos na era de ouro do Minha Casa, Minha Vida. Isso significa renda, emprego e dinamismo na economia”, ressaltou o ministro.
Financiamento habitacional via FGTS e Fundo Social do Pré-Sal
O ministro destacou que o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2026 deverá direcionar cerca de R$ 150 bilhões para habitação, valor recorde na história do programa.
Além disso, o financiamento do Fundo Social do Pré-Sal, que viabilizou a criação da faixa 4 do MCMV, continuará sendo utilizado, com R$ 30 bilhões destinados para 2025 e 2026. Essa estratégia permitirá que mais famílias de renda média tenham acesso a crédito imobiliário.
Repercussão no mercado imobiliário
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Especialistas afirmam que a nova política habitacional pode aumentar a competitividade no setor e incentivar o desenvolvimento de novos produtos financeiros. A expectativa é que a Caixa Econômica Federal e outras instituições criem linhas de financiamento personalizadas para famílias de renda média, gerando maior diversificação do crédito habitacional.
Pontos de atenção
- Necessidade de regulamentação clara para evitar sobreposição com o MCMV
- Acompanhamento das taxas de juros e condições de financiamento
- Monitoramento do impacto regional das alterações nos tetos de imóveis
Oportunidades e desafios

A criação de uma linha de financiamento para famílias que ganham acima de R$ 12 mil representa uma oportunidade significativa, mas também traz desafios para o governo e para o mercado imobiliário.
Oportunidades
- Inclusão de um novo segmento no crédito habitacional
- Estímulo à economia e geração de empregos
- Desenvolvimento de novos produtos financeiros
Desafios
- Garantir sustentabilidade do programa a longo prazo
- Evitar aumento de inadimplência entre famílias de renda média
- Assegurar que as linhas de crédito sejam acessíveis e competitivas
Considerações finais
A nova política habitacional do governo federal representa um passo importante para democratizar o acesso ao crédito imobiliário no Brasil, abrangendo famílias que até então não eram contempladas pelo Minha Casa, Minha Vida. Com ajustes pontuais nas faixas de renda e tetos dos imóveis, bem como financiamento adicional via FGTS e Fundo Social do Pré-Sal, a expectativa é de mais dinamismo econômico e oportunidades para milhões de brasileiros.
O anúncio oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcado para esta sexta-feira (10), durante evento em São Paulo, e promete detalhar como será implementada a nova poupança habitacional, bem como os impactos esperados para o mercado imobiliário e a economia nacional.
