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Nova tendência entre trabalhadores pode afetar a produtividade das empresas

Conheça essa nova tendência entre os trabalhadores e como ela pode afetar as empresas. Conhece alguém que adere?

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Grupo de profissionais fazendo hora extra no ambiente de escritório

Novas tendências surgem no mercado de trabalho o tempo todo e, dessa vez, a novidade é um movimento chamado “resenteeism“, que surgiu nos Estados Unidos. Uma das traduções dessa expressão é “ressentimento corporativo” e vem de “presenteeism”, termo que significa estar presente no trabalho, mas não ser produtivo. 

Esse movimento é a mais nova forma de os funcionários de empresas demonstrarem insatisfação com o emprego, porém, sem a perspectiva de pedir demissão ou conseguir uma oportunidade melhor. Assim, como não querem enfrentar a insegurança financeira ou o desemprego, esses trabalhadores se mantêm no trabalho. 

Como surgiu o resenteeism?

O movimento acontece simultaneamente às grandes ondas de demissão em massa que as empresas vêm realizando. Assim, com medo de sofrerem a mesma situação, os trabalhadores que aderem à tendência preferem continuar em um emprego insatisfatório a se demitirem. 

Desse modo, o desempenho desses funcionários no trabalho é apenas o suficiente para que possam permanecer no cargo.

Por que há o medo da insegurança financeira? 

De acordo com uma pesquisa do Politico-Morning Consult, dois terços dos americanos afirmam que os Estados Unidos estão passando por um momento de recessão, mesmo que, tecnicamente, não seja o caso. 

Com isso, há essa nova atitude referente ao emprego, ou seja, os trabalhadores mantêm seu cargo mesmo sem estarem satisfeitos por acreditarem que a economia está em uma fase ruim. Além disso, eles têm medo da demissão e acreditam que as chances de conseguirem outro emprego são baixas, quase nulas.

Quiet quitting 

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Outra tendência que se popularizou nos EUA foi o “quiet quitting“. Nele, os funcionários insatisfeitos com seus empregos realizam o mínimo de tarefas necessárias no ambiente de trabalho para demonstrar a indignação com a empresa. Em outras palavras, os funcionários se restringem a fazer o obrigatório, sem pegar trabalhos extras. 

A diferença entre essas duas tendência é que no resenteeism o trabalhador tem medo de perder o emprego, já no quiet quitting, ele está aberto à demissão. 

Imagem: G-Stock Studio / Shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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