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Nova versão do Pix quer tornar compra de carro mais segura e crédito mais barato

Banco Central prepara Drex para dar mais segurança na compra de carros e reduzir custos de crédito no Brasil.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Pix

Depois do Pix revolucionar pagamentos instantâneos, o Banco Central (BC) aposta em outra novidade que promete mexer com o mercado: o Drex, nome oficial do real digital, que deve estrear no próximo ano.

Diferente do Pix, que atua exclusivamente com transferências de dinheiro, o Drex poderá movimentar ativos não-financeiros, como carros e imóveis, de forma integrada e segura.

Desde a concepção, uma das principais promessas é acabar com golpes na compra e venda de veículos.

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Como o Drex vai funcionar na compra de carros

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O Banco Central explica que o Pix e o Drex serão complementares.

Na prática, o comprador utilizará o Pix para separar o dinheiro, que ficará reservado no sistema. O Drex, por sua vez, só liberará esse valor ao vendedor depois que a transferência de propriedade do veículo for efetivada.

Isso será possível graças a contratos inteligentes, que só são liquidados quando condições específicas forem cumpridas.

“Uma coisa fica condicionada a outra: você só receberá o dinheiro da venda do veículo quando fizer a transferência de propriedade para o comprador”, esclarece o manual do BC sobre o Drex.

Se a transferência não ocorrer, o pagamento é automaticamente estornado.

Integração com Detrans e bancos de dados públicos

Para que o sistema funcione, será necessário integrar o Drex aos sistemas do Detran de cada estado e às bases de dados do governo federal.

Esse é um dos pontos que ainda estão em desenvolvimento. O BC planejava utilizar blockchain desde o início, mas os testes mostraram que o nível de complexidade era maior do que o esperado.

Para não atrasar o lançamento, a tecnologia blockchain deve ficar para uma segunda fase, prevista para começar após 2026, já que a função dos contratos inteligentes não depende diretamente dela.

Mais do que compra e venda de veículos

Segundo Wagner Martin, vice-presidente de Relações Institucionais da Veritran no Brasil, o Drex pode ir além da simples transferência de propriedade de automóveis. Entre as aplicações previstas, estão:

  • Leasing de veículos com operações automatizadas durante todo o contrato.
  • Seguros automotivos com pagamentos personalizados e liquidação automática.
  • Aluguel de veículos com pagamentos invisíveis e sem burocracia.
  • Consórcios com execução de crédito inteligente e menos etapas operacionais.

Outra vantagem será a liberação rápida do gravame da alienação fiduciária do veículo, permitindo que ele seja retirado como garantia de forma quase imediata.

Impacto no mercado de crédito

Hoje, o processo de liberação de garantias e análise de documentação bancária é demorado. Em casos de inadimplência, as instituições financeiras precisam recorrer à Justiça para reaver bens dados como garantia.

Com o Drex, todo o ciclo — do contrato às garantias — ficará na mesma plataforma e sistema, acelerando operações e reduzindo custos.

“No Drex, estará tudo na mesma plataforma e no mesmo sistema. O contrato do empréstimo, com as condições e as garantias estarão lá. Isso aumenta muito a chance de se baratear o custo da operação”, destacou Giselle Afonso, porta-voz do BC.

Isso significa que empréstimos e financiamentos poderão ficar mais baratos, especialmente quando o cliente oferecer ativos como veículos ou aplicações do Tesouro Direto como garantia.

Segurança e prevenção contra fraudes

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Uma das maiores preocupações do Banco Central é criar um sistema que minimize riscos e evite golpes comuns na compra e venda de automóveis.

Com o Drex, será impossível receber o valor da venda sem concluir a transferência oficial do bem. Essa interdependência entre pagamento e registro reduz significativamente as chances de fraude.

Além disso, como os agentes autorizados serão bancos e instituições reguladas pelo BC, haverá supervisão direta sobre todas as transações.

Quando o Drex estará disponível

A previsão do Banco Central é que o Drex entre em operação já no próximo ano, com as funcionalidades essenciais.

As integrações mais complexas, como blockchain e recursos adicionais, devem ficar para 2026, na segunda fase do projeto.

Até lá, o BC continuará realizando testes e ajustes para garantir que a experiência do usuário seja tão fluida quanto a do Pix.

O que esperar dessa nova fase da economia digital

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O lançamento do Drex marca um novo patamar de digitalização da economia brasileira. Com ele, o país terá uma infraestrutura que une pagamentos instantâneos, registro de ativos e contratos inteligentes em um único ecossistema.

Para o consumidor, isso significa mais segurança, rapidez e previsibilidade em transações importantes, como a compra de um carro.

Para o mercado, a expectativa é de redução de custos operacionais, aumento da competitividade e criação de novos modelos de negócio no setor financeiro e automotivo.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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