Recentemente, circularam nas redes sociais diversos vídeos e informações falsas sobre as novas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que tem como objetivo garantir um salário mínimo mensal para idosos e pessoas com deficiência com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. O governo brasileiro se pronunciou, desmentindo essas fake news e trazendo clareza sobre as alterações que realmente ocorreram na legislação do BPC.
Novas regras no BPC? Governo se manifesta sobre o assunto
O governo desmentiu rumores sobre as novas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Entenda as mudanças reais!
Em comunicado oficial, o governo reforçou que os vídeos que afirmam que agora a renda familiar inclui parentes que moram em outra residência são completamente falsos. Além disso, o governo também explicou mudanças que afetam a concessão e a manutenção do benefício, bem como a atualização do cadastro no Cadastro Único (CadÚnico) e os novos critérios para a avaliação da deficiência.
Neste artigo, vamos esclarecer as modificações reais nas regras do BPC e refutar os rumores que têm circulado nas redes sociais.
O que é o Benefício?

O BPC é uma assistência social que visa garantir uma renda mínima para pessoas idosas com 65 anos ou mais e para pessoas com deficiência de qualquer idade, que comprovem não ter meios de prover a própria subsistência e cuja renda familiar per capita seja inferior a um quarto do salário mínimo.
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Este benefício tem como principal característica o caráter assistencial, ou seja, não é necessário ter contribuído para a Previdência Social para recebê-lo. No entanto, ele está condicionado ao cumprimento de critérios de renda familiar e ao cadastro no CadÚnico.
O que mudou nas regras do BPC com a Lei nº 15.077/2024?
A Lei nº 15.077/2024 trouxe algumas mudanças importantes na concessão e manutenção do BPC. Confira as principais alterações:
1. Avaliação obrigatória da deficiência para pessoas com menos de 65 anos
A partir de agora, a avaliação da deficiência será obrigatória para solicitantes do BPC com menos de 65 anos. Essa avaliação será aplicada tanto para concessões administrativas quanto judiciais, e o código da deficiência será registrado na Classificação Internacional de Doenças (CID). Isso significa que os requerentes precisarão passar por uma análise mais detalhada da sua deficiência para garantir a elegibilidade ao benefício.
2. Atualização cadastral no Cadastro Único (CadÚnico)
Outra mudança relevante é o prazo fixado para a atualização cadastral no CadÚnico, que agora deve ser realizada a cada 24 meses. Além disso, a coleta biométrica passou a ser obrigatória para a concessão e manutenção do BPC, assim como para outros benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões.
3. Cálculo da renda familiar
A forma de calcular a renda familiar também passou por alterações. Agora, apenas os valores previstos em lei poderão ser descontados da renda familiar para a elegibilidade ao BPC. Isso inclui benefícios como outro BPC, benefícios previdenciários de até um salário mínimo recebidos por integrantes da família, contratos de aprendizagem, estágios supervisionados e auxílios financeiros temporários, como indenizações por rompimento de barragens.
Rumores desmentidos pelo governo
Recentemente, surgiram rumores sobre mudanças no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), mas o governo esclareceu que são informações falsas. Abaixo, veja os desmentidos oficiais:
Revisão Cadastral no INSS: Não é necessário comparecer ao INSS para revisão cadastral. O processo pode ser feito online, pelo site e aplicativo “Meu INSS”, que orienta os beneficiários a regularizarem a situação se houver pendências.
Cálculo da Renda Familiar: O rendimento de parentes que moram em casas diferentes não será considerado. Apenas os membros da mesma residência são incluídos no cálculo da renda per capita.
BPC para Pessoas com Deficiência Leve: O benefício continuará disponível para pessoas com deficiência, independentemente do grau. O governo rejeitou a proposta que restringia o benefício a deficientes graves ou médios.
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Como se atualizar no CadÚnico e manter o BPC?
Os beneficiários do BPC devem estar atentos às exigências de atualização cadastral no CadÚnico, que agora deve ser realizada a cada 24 meses. A atualização é essencial para garantir a continuidade do benefício e evitar bloqueios.
Além disso, a coleta biométrica também se tornou obrigatória, o que ajuda a garantir maior segurança e eficiência na concessão dos benefícios sociais. Os beneficiários devem, portanto, procurar o CRAS para regularizar seus dados e realizar a coleta biométrica, caso ainda não tenham feito.
O impacto das novas regras do BPC para os beneficiários

As mudanças no BPC têm um impacto significativo na vida dos beneficiários. A obrigatoriedade da avaliação da deficiência para pessoas com menos de 65 anos, por exemplo, pode facilitar o acesso ao benefício para aqueles que têm a documentação médica inadequada ou desatualizada. A coleta biométrica também pode tornar o processo mais ágil e seguro.
Por outro lado, as alterações no cálculo da renda familiar podem afetar as famílias que antes conseguiam acessar o benefício, mas cujos membros agora têm rendimentos que não são mais considerados para o cálculo da renda per capita.
Considerações finais
As novas regras do BPC, sancionadas pela Lei nº 15.077/2024, são um avanço para garantir que os benefícios sociais cheguem às pessoas que realmente precisam. Contudo, é fundamental que os beneficiários estejam atentos às mudanças e busquem atualizar seus dados no CadÚnico para evitar bloqueios e garantir a manutenção do benefício.
O governo desmentiu diversos rumores sobre o BPC que estavam circulando nas redes sociais, reafirmando que as regras para o cálculo da renda familiar e a elegibilidade ao benefício continuam baseadas na composição familiar que vive sob o mesmo teto. A comunicação oficial também esclareceu outras alterações, como a obrigatoriedade da avaliação da deficiência e a coleta biométrica, que visam melhorar a gestão dos benefícios.
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